Entrevistas


20 Jan 2021

“Não conseguiu me derrubar”, diz Roberto Badaró sobre Covid; confira a entrevista

O infectologista Roberto Badaró testou positivo para a Covid na terça-feira, 05 de janeiro. Ao receber o diagnóstico, entrou em isolamento em sua casa, em Salvador, onde está sendo acompanhado pelo pneumologista Sergio Jezler. Nesta quarta-feira (20), Badaró anunciou que está curado e concedeu essa entrevista exclusiva, em que fala sobre sua recuperação e projetos futuros.
 
Alô Alô - O senhor esteve na linha de frente por tanto tempo e viu muitos casos. Mas como tem sido conviver estando com a doença?
 
Roberto Badaró – Tem sido difícil. Conviver com a doença é muito difícil porque o paciente tem muitas recomendações a seguir, para se recuperar totalmente. Fazer fisioterapia, tomar os remédios, fazer repouso...
 
Alô Alô - Qual tem sido os sintomas que tem sentido? Muita gente ainda compara a covid com uma gripe. É possível fazer essa comparação mesmo?
 
Roberto Badaró – Depende das pessoas – algumas tem sintomas mais leves, outras não. No meu caso que foi severo, com comprometimento pulmonar grave, os sintomas são falta de ar, dificuldade ao respirar e, evidentemente, uma fraqueza imensa. Não tem nada de gripe. Mas o segredo é seguir a orientação dos médicos e fisioterapeutas.
 
 
Alô Alô - Quais os planos para quando o senhor se recuperar plenamente? Vai voltar para a linha de frente?
 
Roberto Badaró – Ele (o coronavírus) não conseguiu me derrubar. Vou voltar para derrubar ele.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 


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11 Jan 2021

Criadora da Materni Essence, Marina Besnosik explica vantagens da aromaterapia

Criadora da Materni Essence, a empresária baiana Marina Besnosik explicou, em entrevista ao Alô Alô Bahia, as vantagens da aromaterapia. A Materni Essence é representada por Marina, especialista em óleos essenciais com certificação internacional, consultora de bem-estar e consultora materna.
 
Por meio da Materni, é prestado um serviço de consultoria e venda de óleos essenciais e Blends próprios para quem quiser utilizar a aromaterapia de forma segura e correta. "Óleos essenciais podem ser usados para ajudar na disposição para atividades físicas, para ajudar na ansiedade, podem auxiliar para regular noites de sono (inclusive foi uma procura muito grande na pandemia, junto com óleos essenciais que podem ajudar na queda de cabelo), óleos para ajudar na respiração livre, para alergias respiratórias, para auxiliar na imunidade... inúmeros benefícios", afirmou ela.
 
Confira abaixo a entrevista com Marina Besnosik:
 
Quais as vantagens da aromaterapia?
Através da aromaterapia é possível promover o equilíbrio físico, mental e espiritual. Ao inspirar um aroma, ele vai diretamente para o nosso sistema límbico, onde ficam nossas emoções e memórias. Equilibrar e administrar as nossas emoções ajuda a proporcionar harmonia, trazendo bem-estar para todos em seu convívio.
 
Para quem ou quais sintomas ela é mais indicada?
A aromaterapia pode ser utilizada por todas as idades, desde que respeitadas as indicações de idade, dosagem e formas de uso. Os óleos essenciais podem ser utilizados para auxiliar em inúmeras questões, tanto emocionais, quanto físicas, por isso a importância de um profissional para ajudar com orientações pertinentes para cada situação.
 
Como surgiu o projeto?
Através de um estudo pessoal, para proporcionar à minha família mais qualidade de vida, equilíbrio e bem-estar. Os benefícios foram inúmeros que não poderia guardar somente para nós! A procura foi de forma muito espontânea e, a partir disso, virou um projeto profissional.

@materniessence
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29 Dec 2020

Diretora-executiva do CORREIO faz balanço sobre os rumos dos negócios de jornalismo e planos para 2021

 No último Segundou do ano, o publicitário Joca Guanaes recebeu nesta segunda-feira (28) a empresária Renata de Magalhães Correia, diretora-executiva do CORREIO, para entender como a pandemia mudou os rumos dos negócios de jornalismo e quais são os projetos para o veículo em 2021. A gestora contou ainda sobre sua experiência e trajetória pessoal à frente deste jornal líder em audiência digital não só na Bahia, mas também no Norte e Nordeste do país. 

Joca Guanaes: Você é mulher, tem uma diretora comercial mulher, que é Luciana Gomes, uma diretora de redação, Linda Bezerra, e uma diretora de marketing, Marta Souza, todas mulheres. Ou seja, você traz em sua administração um exemplo de empoderamento feminino. O que vejo, na maioria dos jornais, é um Clube do Bolinha. Uma característica do Correio é a marca feminina e é um sucesso de audiência.

Renata Correia: Sem dúvida nenhuma, as mulheres fazem parte do Correio. Hoje, nossa gestão tem a presença feminina de forma muito contundente. Não foi algo planejado, surgiu pela capacidade e pelo desempenho que essas mulheres foram apresentando ao longo da minha gestão. Sem elas, não estaríamos hoje aqui e não teríamos alcançado esses resultados, seja na nossa audiência, seja em projetos inovadores. O Correio é muito plural, não só em relação à presença feminina, nós somos multi-raciais, multi religiosos. Porque a Bahia é isso. Se o Correio é a Bahia, tem que estar traduzindo isso. Acho que a gente consegue, de fato, que quem se relaciona com o Correio, seja nossos leitores, parceiros comerciais, nossos colaboradores, tenha esse sentimento de que é um jornal plural, que dialoga com vários públicos e que consegue traduzir a miscigenação da Bahia. Eu acredito que é a mistura que faz com que dê certo: homens, mulheres, brancos, negros, católicos, protestantes, do candomblé. 

Joca: É comum a gente ver isso no discurso, mas não vê na prática. Muita gente fala de empoderamento, de movimento racial, de religiões. 

RC: O que eu digo à minha equipe é que não adianta a gente ficar no discurso. A gente precisa entregar atitudes. É mais importante entregar um projeto como o Afro Fashion Day do que apenas discutir a inclusão do negro. De forma enfática, a gente precisa valorizar o que nossa cultura tem de forte, do que fazem de belíssimo, do que eles têm de talento e muito mais do que só escrever. A verdade se apresenta quando ela acontece e só acontece com fatos.

Então, digo sempre à minha equipe para que tenham esse papel pleno de multiplicidade racial, política, religiosa, mas que isso se concretize na atitude do dia a dia. Se isso for concretizado, todos perceberão: os parceiros, os leitores, os colaboradores. Há 15 dias, fazendo um balanço do ano, falei que um dos nossos objetivos para 2021 é, cada vez mais, traduzir a pluralidade do Correio. Não apenas levantar uma bandeira. Muitos levantam, mas defender uma causa, ser transparente com ela e mostrar que se é, de fato, plural é uma atitude do dia a dia.

JG: Você leva a comunicação e o empreendedorismo no sangue. É neta do falecido político baiano Antônio Carlos Magalhães, que foi ministro das Comunicações do Brasil, e filha de ACM Júnior, que é presidente do conselho de administração do conglomerado de empresas de comunicação intitulado Rede Bahia, e sua mãe, Dona Rosário, faz um trabalho social de empreendedorismo na periferia. Você tem o DNA paterno e o materno. Quando você percebeu que essa era sua vocação?

RC: Minhas referências familiares são muito importantes na minha formação, em quem eu sou hoje, nas minhas escolhas pessoais e profissionais. Meu avô deixou um legado de amor à Bahia, foi um comunicador nato, um exemplo de inspiração. Eu acabei optando por seguir a carreira de meu pai, sou administradora de empresas de formação. Quando fui escolher minha profissão, eu tinha dito que queria ser publicitária, e meu pai me disse que eu poderia trabalhar com comunicação sem ser publicitária e que a administração me daria uma visão maior, mais ampla, e me proporcionaria mais caminhos a seguir. Eu optei por seguir os passos dele.

Comecei com agência de publicidade aos 18 anos, ainda estudante, e trabalhei desde cedo, experimentei desde cedo. Comunicação é envolvente, encantadora e vai lhe puxando para esse universo. Eu experimentei outras áreas, trabalhei em outros lugares, como Odebrecht, Vivo, mas acabei voltando e vim ser o braço direito do meu pai. Minha mãe me deu um exemplo de força de mulher, importante para conduzir e tomar atitudes corretas, e também o meu irmão, que é um exemplo de gestão para a cidade e mostrou sua competência com aprovação lá em cima no fim do mandato. Então, eu me orgulho da família que tenho, das minhas origens.

Hoje, além de ser diretora do jornal, faço parte do conselho de administração da Rede Bahia, com meu pai, e a gente olha para a comunicação com paixão e projetando o futuro porque é um setor que está com efervescente transformação com a digitalização. Todos os meios de comunicação estão tendo transformações significativas e, para isso, a gente tem que estar se preparando para o futuro para que a gente possa acompanhar e sempre estar à frente. Sempre fomos vanguardistas como exemplo de ser diferente, de ser inovador na comunicação, então continuamos com esse projeto de seguir com as transformações. 

JG: Você nasceu de uma família de líderes políticos e você é extremamente low profile, discreta. Você está com 40 anos e na sua gestão manteve o jornal líder não apenas na Bahia, mas também no Norte e Nordeste num ano de pandemia, em que o mundo quebrou e que o mundo digital transformou todos os negócios. Qual o desafio de conduzir um jornal líder em audiência?

RC:
Desde que eu assumi o jornal, eu trouxe um time para perto de mim. Sozinho você não alcança resultado nenhum. O time de gestores do jornal são meus braços direitos. A gente tenta antecipar e acompanhar as transformações. O meio impresso vem passando por uma transformação muito grande por causa do digital, da sustentabilidade que a mídia impressa tem dificuldade de alcançar por diversos fatores. A gente tenta trazer inovações no digital e por isso a gente é líder no impresso. Com muito esforço, porque a gente entrega o que o leitor quer ler. A gente consegue traduzir a linguagem moderna, que combate a fake news, que dá um leque de oportunidades para tirar suas próprias conclusões.

Esse tem sido nosso papel na linha editorial do jornal. Nossa liderança é contundente porque a gente consegue se atualizar, temos redes sociais atuantes, trabalhamos com grupos de WhatsApp, conseguimos fazer projetos que, mesmo com essa pandemia, conseguiram, com uma velocidade grande, se adaptar ao mundo digital. O Agenda Bahia é um projeto nosso consolidado, junto com o Afro Fashion Day e uma série de projetos. Somos uma referência para leitores, parceiros e anunciantes. Eles sabem da nossa qualidade no conteúdo. O que a gente sabe fazer é informação e é por isso que a gente tem essa audiência. 

Joca: A administração é uma área ainda monopolizada por homens. Você é administradora e, além disso, é administradora de um jornal. Como é isso numa família que sempre foi muito comandada por homens? Você sofreu preconceito?

RC:
Eu 'sofri' estímulo, um estímulo muito grande de meu pai. Sempre me apoiou e me deu desafios porque reconhecia que eu podia entregar. Considero que sou o braço direito dele na administração das empresas, já que meu irmão fez uma escolha diferente, e foi para a política. Num ambiente empresarial, ainda é predominante o sexo masculino. Na maioria das reuniões, dos conselhos que participo, há uma predominância masculina, mas já vejo [mudança] nos jornais.

No Paraná, a RBS é muito liderada por mulheres. É um movimento que acontece também no Ceará, com a Luciana, no Correio do Povo, a Ana Amélia no Paraná, a gente tem uma força feminina mais ativa e presente. Eu nunca tive na minha experiência algo que causou uma situação constrangedora. A gente tem que ter autoconfiança e acreditar que é capaz. Se a gente está ali é porque é capaz de estar e entregar. Não temos que nos preocupar com o que acham da gente. Se acho que sou capaz e que estou ali por merecimento, não tem por que se preocupar e se contaminar com opiniões e preconceitos por faixa etária, por ser mulher, por orientação sexual, política, enfim. Com a sua confiança, e se você está ali por merecimento, certamente você vai ser respeitado.

JG: Sua mãe, Dona Rosário, tem um trabalho significativo como presidente de honra do Parque Social. Qual a influência da sua mãe na sua vida? 

RC: Há oito anos, quando ACM Neto assumiu, minha mãe disse que não queria assumir um papel de ser assistencialista, queria transformar vidas e transformar vidas é mostrar para as comunidades como elas podem se desenvolver. O empreendedorismo é o que você não dá o pão, e, sim, o que ensina a fazer. O trabalho dela foi pioneiro em Salvador em levar isso para as comunidades. O jovem precisa estar inserido nesse mercado porque ele é o futuro, é o agente transformador da comunidade. Eles precisam encontrar a forma de fazer. Minha mãe é inquieta e quer ver essa transformação chegar de forma estrutural. Isso passou para mim. Ela é um exemplo de força e trabalho, nunca a vi não trabalhar. 

JG: Estamos vivendo a maior crise na história do mundo, milhares de pessoas morreram, e tem uma transformação na comunicação acontecendo, que está impactando televisão, jornal, rádio. Como foi direcionar a empresa na pandemia e que ganhos como empresária e administradora você teve esse ano?

RC:
Em março, se você me perguntasse o que íamos fazer, honestamente eu ia te dizer: "Não sei". Quando a gente foi surpreendido, que tudo ia ter que fechar e ter que transformar a forma de trabalhar, foi algo que assustou bastante e criou uma instabilidade grande, para a gente não foi diferente. Com calma e paciência, você chega onde precisa. A gente teve que transformar o conteúdo e projetos. Deixamos de ter os conteúdos tradicionais fortes, a pandemia tomou o noticiário, teve que partir mais para o digital porque os assinantes se sentiam inseguros de manusear o impresso, então tivemos o cuidado de ensacar os jornais. Tivemos que transformar nossos projetos que aconteceriam de forma presencial, apoiamos a cultura, a gente fez lives de forró para apoiar a um setor que foi mais afetado, a gente teve que partir para novos formatos antes não experimentados. O Agenda Bahia virou virtual através de lives.

Logicamente, tivemos que ser austeros internamente, com reduções de jornadas, nas despesas porque não ia ter o mesmo patamar de receita. O Segundou também é um dos resultados que veio da necessidade de outros conteúdos porque a gente já não aguentava mais só ouvir sobre pandemia. Fomos vitoriosos, dentro do que poderia ser. A gente tem que agradecer por estar com saúde e conseguindo manter os empregos porque é uma responsabilidade do empresário com as famílias que a gente tem que dar suporte. Fico feliz de ter chegado ao fim de 2020 tendo superado as dificuldades. 

JG: As marcas e jornais têm papel fundamental contra as fake news. Como o jornal trabalha para manter a confiança do leitor?

RC: A gente busca mostrar os fatos da forma como acontecem. Nossa audiência tem esse patamar justamente pela nossa credibilidade. Temos profissionais qualificados e renomados no nosso time. A gente tem um trabalho de checagem de notícias falsas. Então, nosso leitor reconhece isso. Nossa audiência é resultado da nossa credibilidade e do combate à fake news. O papel do jornalista hoje é importante no mundo porque na internet você tem acesso a todo tipo de informação, então tem o papel relevante de criar uma sociedade justa e igualitária e que possa não ser contaminada por informações falsas que são um desfavor à sociedade.

JG: Como é conduzir um jornal que pertence a uma família de políticos mantendo a isenção necessária para que o jornal tenha credibilidade?

RC: Esse modelo de que famílias com políticos tinham vínculo com os meios de comunicação foi uma política de um momento passado na história do Brasil. Hoje, nenhum leitor aceita e nenhum político vai conseguir ter sua credibilidade utilizando-se de veículos de informação. São ambientes separados. (com informações do CORREIO)


 

29 Dec 2020

BP Investimentos faz balanço de 2020 e dá dicas de como o investidor deve agir em 2021

Apesar das turbulências causadas pela pandemia de covid-19 em 2020, a BP Investimentos conseguiu obter um saldo positivo em seu balanço. Líder no segmento private, o escritório recebeu 1,3 mil novos clientes e, somando o valor sob assessoria dos novos e veteranos assessorados, a BP atingiu a marca de 2,4 bilhões - mais um dado que demonstra a força do único escritório do Nordeste a fazer parte do G20 da XP Investimentos, uma seleta lista que reúne os 20 maiores e melhores escritórios do Brasil.

Em entrevista, André Luzbel, sócio e assessor de investimentos da BP, explica como o sucesso foi atingido e dá dicas para investidores nesta reta final do ano e para 2021.

“2020 vai ficar gravado na nossa história como ano que fizemos mais ações, crescemos na adversidade, principalmente por causa do coronavírus que impactou muito a Bolsa no início do ano e a taxa de juros no país, havia muito investidor acomodado com a renda fixa pagando super bem ao mês e ao ano. Foi um ano de muitas dificuldades e desafios, mas também de superação e de expansão, nós trouxemos grandes profissionais para o time, pois entendemos que essas pessoas irão nos levar para outro patamar e já temos sentido o efeito desses novos sócios que chegam com a capacidade de fazer uma empresa que já é grande ficar ainda maior”, explica.

Estar ao lado do cliente foi a principal estratégia para enfrentar o ano desafiador. “Conseguir crescer em um ano tão difícil foi surpreendente, acabávamos sendo às vezes ‘mais psicólogos do que alocadores de recursos’, que é a nossa principal função perante os clientes. Em meio a pandemia não tivemos baixa na nossa equipe, pelo contrário, nossa equipe só cresceu e saiu mais forte, lançamos o BP Money, a BP Plans entre tantas outras conquistas”, celebra.

Estratégias para vencer a crise mundial  
 
Antes da pandemia, a BP Investimentos tinha uma ideia de que 2020 seria um ano de crescimento forte e sem grandes turbulências, já que o Brasil estava apresentando uma reviravolta para um campo bem positivo, mas todos fomos pegos de surpresa.

“Veio a pandemia e tudo teve que ser revisto, sem dúvidas esse foi um dos anos que mais trabalhamos, do início do dia até o fim da noite falávamos com nossos clientes o tempo inteiro, detalhando como estavam essas carteiras, como estava a situação do mercado, não só no Brasil mas também no exterior e o que tinha de oportunidades, então todos os sócios e assessores exerceram brilhantemente sua função de defesa, meio de campo e ataque, apesar de toda a pressão, sempre estivemos prontos para orientar o cliente a tomar as decisões mais assertivas, e fazendo também com que os clientes não fraquejassem nos momentos de crise, porque no nosso entendimento  é na crise que surgem as oportunidades. Um ponto muito importante desse processo foi a criação da BP Money, que é o nosso braço de formação e comunicação rápida e direta com a ponta final que são os investidores e os clientes, trazendo muito conteúdo educacional, criamos vários cursos para ajudar o nosso público no momento onde haviam tantas dúvidas”, afirma André Luzbel.

Dicas para os investidores em 2021 

A BP Investimentos orienta que em 2021 é preciso alocar a carteira de forma diversificada a ponto de nos deixar preparados para uma crise como a que passamos em 2020.  “Vale lembrar que risco e investimento não é aquilo que a gente imagina que pode acontecer e sim aquilo que ninguém imaginou que pudesse acontecer. O que é uma carteira diversificada? Nada mais é do que ter uma parte do patrimônio em resgate imediato, apesar de render pouco, é um dinheiro que você vai poder usar em novas oportunidades ou no seu dia a dia. Uma carteira diversificada também deve ter ativos de renda fixa de longo prazo e ativos de renda variável, 2021 parece ser muito promissor, o caminho que temos de crescimento é muito alto, porém é preciso ter atenção aos perigos das ações da moda, que são ações mais caras, o investidor precisa ser seletivo nas escolhas das ações e dos fundos imobiliários, olhando mais para a parte de renda variável, é importante também buscar bons gestores que tenham expertise comprovada e de longa data, os clientes que tem assessoria performaram muito melhor na crise, dando principalmente apoio psicológico para que o cliente não vendesse tudo, calma e estratégia sempre serão as palavras que apontarão para o melhor caminho”, finaliza.

 

13 Nov 2020

Bloco na rua

E de repente, o mundo parou. A pandemia adiou sonhos, congelou projetos e nos obrigou a reinventar a forma de produzir e consumir cultura e entretenimento. Emanuelle Araújo lançou, em fevereiro deste ano, o álbum "Quero viver sem grilo - uma viagem a Jards Macalé". E quando se preparava para iniciar os shows com este novo trabalho, veio a necessidade de se manter o isolamento social.

É claro que, como a maioria dos artistas dizem, nada substitui um show ao vivo e a sensação de ter o público vibrando, ali pertinho. Mas Emanuelle vai enfim conseguir dar o pontapé em sua turnê. O formato ainda é o remoto, pois as pessoas poderão assistir o show de suas casas. Mas ela vai poder sentir o gosto de entrar em um estúdio e cantar ao vivo com sua banda.

O show será gravado em São Paulo, em um estúdio escolhido a dedo pela cantora, para que a qualidade do som seja a prioridade. A transmissão será no Youtube e acontecerá no dia 21 de novembro, às 20h. A venda de ingressos está disponível no Sympla (link). 


Qual é o sentimento de realizar um show após todo esse tempo? 

Uma grande alegria. Mesmo ainda sendo em um formato remoto, é a primeiro vez que entro em um estúdio após todo esse tempo, para ensaios e realização de um show com músicos. Os ouvidos parecem mais aguçados, e é imenso o prazer de cantar com meus parceiros da música, ouvindo o timbre dos instrumentos de perto.

E como é levar para o público as canções de seu último álbum? 

Este trabalho tem grande importância pra mim. Reverenciar  a obra do Jards Macale é um sonho antigo. Lancei o disco no dia 7 de fevereiro, e tive que cancelar os shows que começariam em meados de março, foi uma grande frustração. Mas, ao mesmo tempo, parecia que a poesia do Macalé fazia mais sentido diante de todas as incongruências desse período pandêmico. Sua poesia fala da dor, das profundezas dos sentimentos, e joga luz em tudo isso. Agora é cantar ao vivo essas músicas para que o público possa ouvir, mesmo que do sofá de casa.


Você é cantora e tambem atriz. Com uma presença forte no cinema. Como avalia sua trajetória na sétima arte? 

Eu amo fazer cinema. Fechei 2019 rodando um filme e comecei 2020 trabalhando em outro. Todo o universo da produção me fascina, do dia a dia de filmagens até o resultado na telona. Começo 2021 com as filmagens de um novo longa, “ O Meu sangue ferve por você", dirigido por Paulinho Machline. É uma história sobre o amor de Sidney Magal e sua esposa, Magali. Eles se conheceram quando ela ainda era adolescente, e eu faço a mãe da Magali - que não era muito contente com o romance. É uma comédia musical e estou animadíssima.

São quantos filmes para estrear? 

Eu tenho 3 filmes para serem lançados: "O Barulho da noite", de Eva Pereira; "Juntos e enrolados", de Rodrigo Vanderput e Eduardo Vaisman; "Diário de Intercâmbio", de Bruno Garoti: e "O Meu Sangue Ferve por Você", de Paulo Machline - sendo que este último ainda está em produção.

Você tem ainda um espetáculo para o próximo ano, correto? 

Sim, em abril começaremos os ensaios do espetáculo musical da Broadway, “ Chicago”. A produção foi adiada devido à pandemia, e retomar esse trabalho será uma grande alegria. Apesar de ser cantora e atriz, Chicago será o meu primeiro musical, e me instiga muito viver essa personagem arrebatadora que é a Velma Kelly. A estreia está prevista para junho . 

Você será musa do Bola Preta. Como recebeu esse convite, ainda mais num ano tão incerto para o carnaval?

Estou muito feliz com este convite do Cordão da Bola Preta. Este é o bloco de maior tradição  do carnaval carioca, é nosso patrimônio cultural. Já canto na folia deles há dois anos, e agora ser da corte real do bloco me deixa muito feliz e orgulhosa. O Bola é símbolo de cultura e resistência. Inclusive está com uma campanha de doações importante para os profissionais do carnaval impactados pela pandemia. O link está na redes do bloco. Estou ansiosa para que possamos chegar a uma vacina, sem jogatinas políticas para que possamos botar nosso bloco na rua.

Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia 

1 Nov 2020

Cresce 98% o número de pesquisas por transtornos mentais na internet

A saúde mental das pessoas está pedindo socorro. Essa é a constatação de uma preocupação silenciosa, mas bastante preocupante, que se emerge em meio a pandemia: cada vez mais pessoas estão buscando informações sobre transtornos mentais na internet.

Recentemente, o jornal “Estado de São Paulo” publicou que o Google notificou o aumento de 98% das buscas por temas sobre transtornos mentais. São quase 8 meses que muitos se isolaram pela pandemia e é possível constatar que a maioria das pessoas sofreu mudanças radicais em suas rotinas.

Síndromes mentais invadem 2020 com a força de um ciclone. Essa afirmação é do neurocientista e psicanalista luso-brasileiro Fabiano de Abreu, que conversou com o Alô Alô Bahia sobre o tema. 

Quadros de ansiedade, depressão e pânico aumentaram em todo o planeta, e no Brasil não foi diferente. Como e por que isso aconteceu?
A pandemia atravessou fases. A primeira delas foi o fator surpresa e o medo do contágio, que nos levou ao distanciamento social para prevenir a disseminação do vírus, logo em seguida veio o medo da quebra da economia e de não conseguir viver com dignidade”, enumera Abreu. Esses fatores se somaram aos longos períodos de confinamento e convivência familiar, com as crianças sem poderem ir à escola, tendo aulas online. Logo surge também a preocupação sobre o ano escolar dos filhos, se de fato estão aprendendo como devem. 

Você acha que esse aumento na busca por transtornos mentais na internet prova que a pandemia veio para acentuar os problemas já existentes na sociedade? 
Antes do vírus aparecer, as nossas vidas já estavam muito atribuladas, a saúde mental já vinha sendo discutida por conta do aumento dos índices de depressão no mundo todo. O que mudou é que o estado constante de alerta alcançou níveis insuportáveis para milhões de pessoas e começaram a falar sobre isso muito mais intensamente. Além disso, o adoecimento mental, psicológico e emocional foi revelado, nos deixando a mercê de síndromes que até então pouco líamos a respeito, só se tivesse afetando a nós de alguma maneira ou aos nossos parentes e amigos próximos.

Quais foram os prejuízos do isolamento para a saúde física e mental?
As pessoas estão mais sedentárias, não se preocupam em receber boas doses diárias oriundas do sol, de vitamina D e, por causa da perda do convívio social, estão cada vez mais deprimidas, ansiosas e com insônia. Sendo assim, acabam procurando muito mais por assuntos sobre transtornos nas páginas de busca na internet.

A internet também está tendo um papel importante na divulgação de informações e compartilhamento de experiências. Não é?
Sim. Globalmente uma grande dor está sendo compartilhada, inclusive por quem nunca havia sentido qualquer problema semelhante antes. Assim, a importância de estarmos organizados mentalmente refletiu em nossa rotina de forma direta, pois os conteúdos internos começaram a emergir sem filtros, atravessando o comportamento e nos limitando as ações práticas. O que era interno e invisível passou a ser externo e visível. Basicamente, agora estes problemas vieram à tona, a pandemia jogou luz a assuntos que estavam embaixo do tapete.

Isso quer dizer que nós, seres humanos - independentemente da pandemia - ainda temos que trabalhar muito a inteligência emocional?
Os que buscaram desenvolver os seus recursos internos emocionais estão sabendo lidar melhor com a situação atual. Não é possível ter saúde sem que a mente esteja sã, portanto deverá haver uma percepção maior da importância do psicológico, do emocional com a saúde em dia. Todos verão que uma vida de qualidade se faz urgente. O nosso código genético não está pronto para mudanças tão abruptas. Nascemos para sobreviver e estamos utilizando instintos para a sobrevivência, como a ansiedade, por exemplo, para variadas metas de curto prazo que nos viciaram e nos tornaram dependentes em dopamina (hormônio da recompensa). Ele serve apenas como uma motivação natural para nos impulsionar a conquistas para a própria sobrevivência, mas hoje está sendo canalizado em vários aspectos desnecessários.

Foto: Divulgação / MF Press Global. Siga o Insta @sitealoalobahia.

30 Oct 2020

Luis Martins lança primeiro trabalho audiovisual com canções autorais

O cantor Luís Martins lança nesta sexta-feira (30) seu primeiro trabalho audiovisual intitulado 'Sonho Live', homenageando a música popular brasileira.

Produzido pela Arroz de Hauçá, o projeto inclui canções autorais e novos arranjos para clássicos de Caetano Veloso e Chico Buarque e também conta com projeção mapeada de 180º, além de uma diversidade de instrumentos.

Em entrevista ao Alô Alô Bahia, Luís conta detalhes sobre a proposta do álbum, suas principais influências, além de processo de produção. Confira!
 
Alô Alô Bahia: Como surgiu sua relação com a música e qual foi a principal motivação para a criação deste projeto?
 
Luís Martins: Tenho no meu histórico de vida um pai sanfoneiro e admirador da música. No contexto em que vivi a música e os livros era convivência obrigatória. Com a consolidação do meu primeiro negócio, não tive dúvida da minha nova caminhada. Sonho Live surge como compilado dos meus dois álbuns e um single, tínhamos uma agenda de shows para esse ano, com a pandemia abriu-se um hiato onde não nos permitiu a seguir com a nossa turnê. Não aderindo as lives, desenvolvemos com a equipe um projeto que traduzisse a realidade do palco para todos. Nesse momento chamo a banda e começamos os ensaios que duraram 20 dias. Seguimos todas as normas de segurança e gravamos esse novo álbum audiovisual.
 
AAB: Quem são as suas principais referências no mundo da música?
 
LM:Chico Buarque, Caetano Veloso, Cartola, Noel Rosa, Dominguinhos e meu pai.
 
AAB: Como se deu a escolha do repertório?
 
LM: Sonho Live é um compêndio dos dois álbuns e um single anteriormente lançados. E de algumas músicas de outros compositores que quis homenagear e já apresentei em alguns shows.
 
AAB: Qual é a principal mensagem que esse projeto busca transmitir ao público?
 
Mediante a inserções de culturas diversas esse projeto traz o que temos de melhor, que é a essência das nossas raízes. Por isso, retratamos o baião, o samba, o samba-chula, a bossa e a valsa. Também trazendo elementos rítmicos que compõe a nossa música popular, como: o prato, o agogô, a cuíca.
 
Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.

1 Oct 2020

Maior Assessoria de M&A do Brasil desembarca em solo baiano

Neste último mês de setembro, o empresário Sérgio Costa selou acordo para fixar a bandeira da Studio Brokers em território baiano. A rede especializada em M&A (fusões e aquisições) do grupo Studio, assessoria empresarial de origem gaúcha com maior capilaridade operacional do país, também atua nas áreas fiscal, contábil, energia, agro e societária.

O Alô Alô Bahia conversou com Sérgio sobre este ambicioso projeto que promete aquecer o mercado baiano através do estreitamento de relações com grandes fundos nacionais e estrangeiros de private equity e venture capital. De olho!

Nos conte um pouco sobre a Studio Brokers. De que forma a empresa pretende contribuir com o empresariado baiano?
A Studio Brokers é o braço de fusões e aquisições do Grupo Studio, assessoria empresarial com mais de 6 mil clientes e 1000 escritórios espalhados pelo país. Nossa missão é ajudar a movimentar a economia do estado apoiando as empresas locais, estreitando o relacionamento com os principais fundos de investimentos do país e auxiliando os empresários com ferramentas capazes de otimizar indicadores com foco não apenas em equity como estratégia de saída, mas também no planejamento sucessório e em expansões no buy side.

O que é e como funciona um processo de M&A?
Em linhas gerais, primeiramente realizamos uma avaliação da empresa (valuation) para alinharmos expectativas. Posteriormente, ocorre o que chamamos de "Roadshow", que é uma "ida a mercado" para apresentar o ativo aos potenciais investidores. Essa etapa é realizada de forma anônima, sem permitir a identificação do cliente, visando proteger o mesmo. Em seguida, é assinado um contrato de confidencialidade e entramos em fase de negociação, que inclui discussões de valuation, ofertas, due diligence e contratualizaçãoda compra.

Quais setores e perfis de empresas que podem se beneficiar da assessoria de M&A oferecida pela Studio Brokers?
Via de regra, qualquer empresa pode se beneficiar. Dependendo do setor, os valuations podem estar "mais esticados" devido às expectativas e concorrência por bons ativos. É o que acontece em setores como Saúde, Educação e Alimentos atualmente. 

Você mencionou que, além das operações de venda de equity, a Studio Brokers também auxilia as empresas no processo de expansão e planejamento sucessório. Conte-nos um pouco sobre essas duas alternativas para os empresários que não pretendem se desfazer por completo de seus respectivos negócios.
Nossa capilaridade é inigualável no mercado de M&A: praticamente não existe empresa no Brasil a mais de 200km de um escritório do Grupo Studio. Isso traz vantagens para a atividade de expansão através de aquisições, pois conseguimos identificar e nos aproximarmos das melhores oportunidades com muita rapidez. O planejamento sucessório é um serviço intimamente ligado a atividade de M&A: um dia os ativos construídos pelo empresário deverão ser passados para seus herdeiros. Especialmente num país com excesso de impostos como o Brasil, é vital que esse movimento seja minuciosamente planejado para evitar contratempos e custos desnecessários.

Como se encontra o mercado de M&A diante do cenário de pandemia que vivemos atualmente?
Naturalmente o setor foi impactado pois muitos investimentos foram colocados "on-hold" até que o cenário fique menos incerto. O número de fusões e aquisições está 17% menor que do ano passado, no entanto, a tendência é que com o horizonte se aclarando o mercado recupere essa redução.

De que forma a desaceleração econômica provocada pelas restrições impostas pelo coronavírus pode afetar o valuation das empresas? 
Os valuations estão desconsiderando o ano de 2020 das bases de projeções. Foi um ano completamente atípico e seria injusto usar ele como base de precificação, e os investidores estão cientes disso.

O que espera da retomada de crescimento da economia no cenário de pós-pandemia? Quais oportunidades se apresentam para as empresas baianas na atual conjuntura? 
Muitos investimentos foram pausados durante a pandemia e, ao mesmo tempo, diversas reformas econômicas pró-economia vem sendo discutidas no congresso. A tendência é vermos um movimento muito grande de dinheiro se movimentando para o Brasil no pós-pandemia e, naturalmente, a Bahia, como um dos principais estados, é um dos alvos. E nós vamos estar aqui para trazer as melhores oportunidades para o estado.

Qual a projeção das regiões mais beneficiadas?
A Bahia é um estado muito grande, repleto de oportunidades, com muitas empresas "fora do radar" de fundos de private equity e consolidadores. Nosso foco vai ser contribuir para a pavimentação de um caminho de investimentos no estado: de Juazeiro até Mucuri, de Luís Eduardo Magalhães até Salvador.

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17 Sep 2020

Diretor do Instituto Cervantes fala sobre relações entre Brasil e Espanha e revela planos para o pós-pandemia

O diretor do Instituto Cervantes de Salvador, Daniel Gallego Arcas, acredita que a retomada do turismo entre Brasil e Espanha será lenta e feita com muita cautela devido à pandemia do novo coronavírus. Contudo, após esta fase mais crítica, ele opina que "a recuperação será espetacular, pois as pessoas depois do confinamento vão querer viajar, se a economia permitir".
 
Na capital baiana desde o ano passado, Daniel Gallego chegou ao Brasil em 2011 e conhece bem as semelhanças e diferenças entre as culturas brasileira e espanhola. Nesta entrevista ao Alô Alô, ele fala sobre estas relações culturais entre os dois países, conta sobre suas origens na Espanha e relata como foi passar a pandemia em Salvador. "A preocupação com a saúde de amigos e família tornou-se algo bastante real naquele momento", diz.
 
Além disso, ele também fala sobre os planos para o Instituto Cervantes com a retomada das atividades em Salvador. Por enquanto, o instituto mantém sua programação de maneira virtual e, agora em setembro, terá programação para celebrar o Dia Europeu das Línguas e, em dezembro, uma Mostra de Cinema Argentino, que contará com uma seleção de variados e premiados filmes da recente e exitosa produção daquele país.
 
Sob uma perspectiva individual, como você avalia a relação Brasil-Espanha, sobretudo nos aspectos econômicos?
 
Um espanhol ao mudar-se para o Brasil por motivos profissionais, a primeira ideia que vem à cabeça é: um país grandioso - o principal mercado latino-americano e com uma das economias emergentes mais destacadas no mundo. Tanto as relações culturais como as econômicas com a Espanha sempre têm sido muito intensas, e nas últimas décadas, vêm evoluindo muito fortemente. Estas relações não se baseiam apenas na presença de uma importantíssima colônia de espanhóis e descendentes na região Nordeste.
 
A Espanha é o terceiro investidor direto estrangeiro no Brasil, depois dos Países Baixos e Estados Unidos. São muitos os que ainda desconhecem este fato, e se surpreendem profundamente ao descobrir a grande aposta que as empresas espanholas fazem há mais de um quarto de século na quinta potência mundial em tamanho e população e nona economia do mundo.
 
No ano passado, a União Europeia apresentou um estudo sobre a presença no Brasil das empresas europeias, no qual mostrava que geravam cerca de 250 mil postos de trabalho. Pois bem: mais de dois terços destes postos de trabalho foram gerados graças a empresas espanholas, contemplando assim o Brasil como uma extensão de sua atividade produtiva. Algumas dessas empresas são: Aena, Santander, Acciona, ACS, Iberdrola, Siemens-Gamesa, CAF, Roca, Telefónica, Estrella Galicia, Fini.
 
 
 Para além da similaridade da língua, como povos latinos, temos uma relação cultural muito interessante entre Brasil e Espanha. Qual o papel do Instituto Cervantes na manutenção desses elos?
 
Para a Espanha, o Brasil é um país parceiro cultural importantíssimo. Aqui, nosso país possui a maior rede de Institutos Cervantes do mundo: oito centros em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador e Curitiba. O Cervantes é um órgão da Administração Espanhola encarregado de promover a cultura espanhola em todas as suas variantes, bem como de executar a política cultural do Estado espanhol no Brasil.
 
A coordenação e colaboração entre os oito Institutos é constante, o que se reflete em um grande número de eventos culturais conjuntos e ações comuns de promoção da cultura espanhola. Esta colaboração tem seu equivalente nas intensas relações mantidas pelo Conselho Cultural da Embaixada da Espanha com o Ministério da Cultura do Brasil, com os diferentes atores culturais do estado da Bahia, bem como com inúmeras instituições brasileiras ao redor do mundo. Todos eles são instrumentos muito úteis para projetar ao público brasileiro as atividades e manifestações culturais do nosso país em toda a sua diversidade.
 
Como foi para você passar por uma pandemia estando no Brasil e também acompanhando as notícias do seu país?
 
Nos primeiros meses da pandemia, a Espanha foi um dos países mais atingidos por esta grave doença. Enquanto o Brasil ainda vivia uma relativa tranquilidade, o número de atingidos na Espanha crescia assustadoramente, fato que determinou a implantação de um dos mais rigorosos lockdown de toda Europa. A preocupação com a saúde de amigos e família tornou-se algo bastante real naquele momento. Já no Brasil, muito devido a seu tamanho continental, a propagação do vírus ocorreu pontualmente em algumas grandes cidades para depois se espalhar numa velocidade mais branda, mas ao mesmo tempo, de forma mais prolongada em seu território. Eu acredito que tanto Espanha quanto o Brasil ainda têm grandes desafios pela frente, mas tenho confiança que ambos sairão com grandes lições.
 
Qual sua expectativa para a retomada do turismo entre Brasil e Espanha?
 
Sem a vacina à disposição da população, não haverá uma recuperação real, e sim, muito tímida. Esta recuperação vai ser lenta e, em princípio, até que os números melhorem, será necessária muita cautela. Mas com o potencial turístico do Brasil, assim que o perigo diminuir, a recuperação será espetacular, pois as pessoas depois do confinamento vão querer viajar, se a economia permitir. O principal problema que parecemos enfrentar no “novo normal” será nossa capacidade de controle e adaptação.
 
O potencial de belezas naturais, paisagens culturais e históricas e os encantos do Brasil são impressionantes. O país tem muito mais potencial para tirar mais proveito de todas essas vantagens, mostrando ao mundo todos os seus encantos, ainda desconhecidos para o turismo, já que não é só samba, praia e Rio de Janeiro. São os espaços naturais, as selvas, os rios, o interior do país e o patrimônio cultural, os museus, a história, cidades como Ouro Preto, Brasília, Gramado e claro, Salvador. Sem esquecer a rica gastronomia com os seus inúmeros produtos, alguns deles tão desconhecidos, mas ao mesmo tempo tão versáteis como a mandioca nas suas infinitas versões.
 
Há quanto tempo você está no Brasil à frente do Cervantes?
 
Em 2011, cheguei a São Paulo onde morei durante cinco anos na cidade que jamais descansa. Nesse período, trabalhei com funções de administrador do maior Instituto Cervantes do Brasil e, desde o primeiro momento, o povo brasileiro, com esse caráter amável e acolhedor, me recebeu de braços abertos. Em 2016, fui transferido para Brasília onde continuei desempenhando as mesmas funções no Instituto Cervantes na capital do país. Em 2019, fui nomeado Diretor do Instituto Cervantes de Salvador, localizado na Ladeira da Barra, com vista para a Baía de Todos-os-Santos e para a Ilha de Itaparica. Foi com essa mesma impressionante vista que o pintor Maíno, encarregado pelo rei espanhol Felipe IV, em 1634 relatou “A Recuperação da Bahia de Todos os Santos” num extraordinário quadro que agora ocupa uma das principais salas do Museu do Prado, ao lado dos grandes mestres como Velazquez, Zurbarán, Tiziano, El Bosco. Nesse quadro, relata-se a batalha naval da Espanha junto a Portugal para expulsar aos holandeses da Bahia e da cidade de Salvador a qual tinham tomado um ano antes. O quadro foi destinado a ser colocado no salão dos Reinos do Palácio do Buen Retiro, centro do poder do rei espanhol.
 
Qual a sua origem na Espanha?
 
Mesmo tendo um sobrenome que faz referência a uma região do norte da Espanha, a Galícia, sou natural de uma cidade da Andaluzia, na beira-mar do Mediterrâneo chamada Motril; cidade com uma paisagem muito parecida com a Bahia: abacateiros, mangueiras, gravioleiras, palmeiras e cana de açúcar, com cheiro de melaço e de rum, com o mar sempre presente e regulando esse microclima específico, motivo pelo qual a região é chamada Costa Tropical. Nessa cidade do Sul da Espanha, passei a minha infância e adolescência, e posteriormente segui meus estudos pela França, Inglaterra e Bélgica. Essa experiência multicultural me lançou numa carreira internacional e criou um desejo imparável de conhecer o mundo.
 
Quais os principais aspectos, na sua opinião, que aproximam os dois povos e as suas culturas? 
 
Se há uma pergunta que normalmente é feita pela família e amigos é:  em que somos parecidos os espanhóis e os brasileiros? Se por um olhar, somos povos bem diferentes, ainda assim, há uma extrema simpatia recíproca entre ambos os povos. Os espanhóis adoram e admiram o Brasil e sentimos uma atração irreprimível por todo seu povo. Creio que esta empatia seja recíproca, superando outros povos europeus.
 
Em qualquer caso, a ascendência latina compartilhada tanto pelo Brasil quanto pela Espanha não se resume apenas pela língua, mas também pela cultura. Não devemos também esquecer do clima que modela os povos e as pessoas, pois apesar de se encontrar em território europeu, a Espanha certamente é dos países de clima mais ameno de toda Europa. A espontaneidade das pessoas certamente é outro traço que une os dois países, assim os dois povos são mundialmente conhecidos como extremamente receptivos e comunicativos.
 
E quais as principais diferenças?
 
Como eu costumo dizer, nós espanhóis somos extremamente próximos aos brasileiros, mas ao mesmo tempo, totalmente distantes.  A assertividade é uma forte característica espanhola que às vezes pode ser confundida com uma certa rispidez. Em amabilidade, os brasileiros ganham de longe, pois nós espanhóis somos muito mais bruscos; os brasileiros são alegres, sensuais, espontâneos e otimistas. Nós espanhóis somos alegres e sinceros, mas sérios e trágicos e bem mais pessimistas. O brasileiro é sentimental e o espanhol, passional. Na Espanha, se alguém perguntar como você está, a resposta sempre tende a ser desfavorável; no Brasil, mesmo com o coração apertado, a resposta sempre vai ser positiva.
 
Para o pós-pandemia, o Instituto Cervantes está planejando alguma atividade ou novidade para as atividades aqui em Salvador?
 
Durante a pandemia, o Instituto Cervantes tem desenvolvido toda a atividade cultural de maneira virtual. No próximo dia 26 de setembro, junto com os centros culturais europeus que fazem parte de EUNIC [European Union National Institutes for Culture], vamos a comemorar o Dia Europeu das Línguas com projeções de cinema europeu no Cinema Drive In do Instituto Goethe, assim também vamos celebrar uma telejornadas de formação de línguas para professores entre as três Instituições Culturais Europeias em Salvador- Aliança Francesa, Goethe Institut e Instituto Cervantes de Salvador. Em novembro, está programada uma Mostra de Cinema Argentino, que contará com uma seleção de variados e premiados filmes da recente e exitosa produção daquele país.
 
Na etapa da pós-pandemia, ao voltarmos à nova normalidade com as atividades presenciais, estamos trabalhando para trazer para a Bahia um grande pianista para um concerto comemorativo do Dia Nacional Espanhol, assim como um concerto de Zarzuela em colaboração com uma das orquestras de Bahia.  Do mesmo modo, estamos planejando com muito afinco uma exposição de um fotógrafo espanhol em colaboração com fotógrafos baianos para realização conjunta de oficinas e exposições visando uma maior integração com o público baiano.
 
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7 Sep 2020

Fundadora da Singular Pharma: “O novo normal é ser uma empresa responsável e relevante”

Conteúdo sob medida Alô Alô Bahia.

A história da farmacêutica e empresária Edza Brasil é amplamente conhecida na Bahia. Pioneirismo, pensamento empreendedor e senso de oportunidade marcam a trajetória da baiana de Paramirim, que há 5 anos mudou completamente sua carreira e começou uma nova história no segmento de saúde e bem-estar ao fundar a Singular Pharma, ao lado do filho Bruno Brandão.
 
Nessa entrevista ao Alô Alô Bahia, Edza fala dos aprendizados obtidos com a pandemia de Covid-19, e as estratégias que fizeram a Singular Pharma registrar crescimento mensal de 400% nas vendas por delivery em comparação com o mesmo período do ano passado. Ela ainda conta um pouco dos segredos de saúde que a fazem continuar em forma e com o pique de uma iniciante.
 
A Singular Pharma tem lojas nos shoppings Paralela, Itaigara, Salvador e Parque Shopping Bahia, em Vilas do Atlântico (Lauro de Freitas), além da matriz, na Avenida Paulo VI, na Pituba. A marca também está presente em Vitória da Conquista, Remanso, Feira de Santana, Serrinha, Alagoinhas e Aracaju.
 
1 – A pandemia foi um grande desafio para diversos segmentos. Como foi a experiência de vocês?
As sensações foram muitas e diversas. No início, um choque. Estávamos num processo acelerado de expansão, com lojas recém-inauguradas e um planejamento de novas aberturas até o final do ano. Ver esse investimento parado foi difícil. Logo depois, fizemos um exercício que está no DNA da marca. Olhar pra nós mesmos. Pensar naquilo que estava ao nosso alcance fazer para driblar o cenário de lojas fechadas. Foi então que fizemos uma reavaliação completa de nossas operações, entendemos onde poderíamos fazer mudanças e partimos pra ação. Assim surgiu o conceito do Easy Delivery, que sustentou nosso crescimento neste período e a decisão de não reabrir algumas unidades presenciais, mesmo quando tivéssemos autorização. Nos reinventamos e apontamos para outro caminho, que se mostrou acertado na medida em que a pandemia avançou.
 
2 – Mas o tempo parado, com lojas fechadas por mais de 3 meses não foi uma surpresa? Quando foi que vocês perceberam que a aposta no delivery era o caminho certo?
Por sermos uma empresa de saúde, temos muita interlocução com o meio científico. Sabíamos que a ideia de um fechamento rápido não era viável. Por isso, nós sempre trabalhamos com a ideia de uma suspensão de atividades não-essenciais por um tempo maior do que aquele que inicialmente era previsto. A nossa ficha foi caindo aos poucos. Primeiro, nós ressignificamos o conceito de serviço essencial. Sempre soubemos da importância do nosso trabalho, mas a pandemia potencializou isso. Começamos indo a público participar de pautas de serviço, colocamos nosso conhecimento à disposição da comunidade. Depois, entendemos que a presença física trazida pelas lojas poderia ser amenizada com uma presença simbólica e de utilidade pública. Optamos por estar perto, mesmo sem contato. Não acreditamos que o delivery é um caminho único. Mas que a presença vai além de ter uma farmácia em cada shopping da cidade. A presença é ser útil e que o novo normal é ser uma marca relevante.
 
3 - Mesmo durante a pandemia, a Singular Pharma se destacou como uma das marcas locais que investiu em marketing e comunicação. O que levou vocês a aparecer num momento em que muitas empresas optaram por não aparecer?
A comunicação foi essencial para conseguirmos mostrar a comunidade que não somos apenas uma farmácia, somos um centro completo de soluções para a saúde e o bem-estar, desde a prescrição de manipulados até a compra de suplementos, vitaminas, produtos que promovem o bem estar de maneira geral.  
 
E esse posicionamento foi sustentado com uma estratégia de comunicação em diversas plataformas: redes sociais, assessoria de imprensa e publicidade. Levamos ao ar uma campanha publicitária durante o período mais agudo do fechamento em Salvador. Ao mesmo tempo, participamos de matérias jornalísticas levando conhecimento e serviços à população, que, naquele momento, já sofria com a disseminação de informações falsas e sem comprovação científica. Nas nossas redes sociais, criamos uma série de lives com médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde para discutir os temas mais interessantes do momento.
 
Toda essa estratégia deu resultado: o público nos viu como parceira, como útil e comprometida com o momento delicado que continuamos vivendo.
 
4 – E o Easy Delivery? O que de fato é esse conceito? Como ele foi determinante para o crescimento registrado nesse período?
A modalidade de venda por delivery já existia. A novidade que trouxemos foi fazer isso de forma simples, próxima e humanizada. E isso só foi possível graças ao investimento grande que fizemos, seja em melhorias no call center da marca, ampliação da nossa estrutura logística e tecnológica e, principalmente, foco em treinamento, capacitação e mudança de processos internos. O nosso foco estava no ponto de venda antes da pandemia. Agora, o foco está na jornada do cliente e em como ela pode ser facilitada. Não abandonamos o modelo de venda física, mas analisamos caso a caso, estudando a performance de cada unidade física para chegar na operação que temos atualmente. Com a marca mais presente na vida das pessoas, com um investimento maior em tecnologia e marketing, o cliente chega até nós em qualquer lugar da cidade, com atendimento simples e entrega gratuita dos pedidos. 
 
5 – E o futuro da marca? Agora com a reabertura, qual futuro vocês enxergam para as lojas físicas, por exemplo?
A idéia de omnichanel vai se intensificar. Isso significa que continuaremos sim olhando pontos para abertura de lojas físicas e trabalhando forte na expansão via franquias. E a análise da localização e da dinâmica própria do ponto escolhido ganhou muita relevância. O Horto Florestal, por exemplo, está no nosso radar de expansão.
 
Ao mesmo tempo, o investimento em marketing e comunicação precisa ser consolidado já que as lojas físicas também funcionam como pontos de comunicação da nossa mensagem. Estaremos cada vez mais nas redes sociais, com campanhas de posicionamento e de conteúdo útil. Na publicidade, continuaremos a convidar nosso cliente a experimentar nosso atendimento e nosso mix de produtos de bem-estar, além de manter a comunicação técnica e transparente com a comunidade médica, de nutricionistas e outros prescritores.
 
Por fim, não podemos gerar dúvidas na cabeça do cliente. Ele aposta que a marca não será apenas relevante durante a pandemia, mas também no chamado novo normal, por isso nos engajamos numa campanha de apoio a denúncia contra a violência doméstica, treinando nossos funcionários para receberem clientes em situação vulnerável. E continuaremos a apoiar e realizar iniciativas de disseminação de conteúdo confiável, práticas saudáveis e atuação responsável.
 
6 – Pra terminar, queríamos saber um pouco dos seus segredos de bem-estar e saúde.
Eu digo que temos que ser reflexos da nossa empresa. Por isso, desde que fundamos a Singular Pharma, eu mudei completamente minha postura. Nos diversos seminários e cursos que faço, descobri que o intestino é o nosso segundo cérebro e, desde então, só permito que entre no meu corpo alimentos de verdade, com acompanhamento nutricional e de forma balanceada. Descobri a paixão pelo ciclismo e isso também ajudou no meu controle de peso e no equilíbrio do meu corpo. Tenho bons hábitos, uma família próxima e amigos queridos. Não tem segredo. É só lembrar que bem estar é uma decisão e que todo merece e deve se cuidar.


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