Entrevistas


22 Sep 2021

Sommelier do Grupo Fasano, Manoel Beato comandará jantares harmonizados em Salvador

Considerado o mais respeitado sommelier do Brasil, Manoel Beato desembarcou nessa terça-feira (21) na capital baiana. Hoje e amanhã, ele é o convidado do chef Lomanto Oliveira para comandar dois jantares harmonizados, em quatro tempos, no Fasano. Em entrevista ao Alô Alô Bahia, Beato falou sobre o assunto e destacou a importância de combinar os pratos e os vinhos durante uma refeição. Confere!

Qual a expectativa para a primeira edição do Jantar Harmonizado no Fasano Salvador?
 
A expectativa é muito positiva, será uma conversa aberta para mostrar as inúmeras possibilidades de harmonização. Será muito importante falar sobre o conceito de harmonização neste jantar no Restaurante Fasano Salvador.
 
Qual a importância de combinar os pratos e os vinhos em um jantar?
 
Combinações na vida todos fazem, mas a importância da harmonização é para dar prazer, e não ser apenas para aprender.  Neste tipo de evento gastronômico, busca-se equilibrar os elementos que se tem no prato, com os presentes na bebida servida, e se eles têm ou não afinidade. Harmonizar não é deixar morno, mas sim uma conversa sensorial sobre vinhos e comida para abrir mais as percepções.
 
Há quase 30 anos como sommelier do Fasano, como foi a evolução do padrão de consumo para o público da alta gastronomia?
 
O brasileiro começou a aprender sobre vinhos de uma maneira bem diferente do europeu. Aqui, esse aprendizado é um pouco mais formal, mais rebuscado – o que obriga os profissionais da área a trabalhar mais e estudar mais para atender clientes que pesquisam antes de pedir o vinho. Além disso, o universo do vinho é hoje muito mais amplo, abriram-se muitas janelas. Também houve uma migração de diversos apreciadores de destilados, como uísque, que passaram a consumir vinho.
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Fotos: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

2 Sep 2021

“Sobrevivemos à pandemia sem fechar as portas”, diz provedor da Santa Casa da Bahia em Almoço de Negócios

 José Antônio Rodrigues Alves e Eduardo Queiroz, respectivamente, Provedor e Superintendente da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. 

Nem o Hospital Santa Izabel, que realiza 635 mil consultas/procedimentos e 17 mil cirurgias anuais, e nem outras instituições de saúde administradas pela Santa Casa da Bahia precisaram fechar as portas por conta de surtos graves durante a pandemia. O provedor da Santa Casa da Bahia, José Antônio Rodrigues Alves, vê o fato como um processo de muito cuidado e esforço. Ele foi um dos convidados do Almoço de Negócios pós-quarentena realizado pelo Alô Alô Bahia, na última terça-feira (31), no restaurante Amado, na Avenida Contorno.

“Nós sobrevivemos a todo este período de pandemia sem ter surtos graves em nossos hospitais. Nem no Santa Izabel e nem nos hospitais que administramos foi necessário fechar as portas por isso. Acho que isso tem muito do processo educativo da linha de cuidados e de todo o esforço que os executivos fizeram para manter o hospital sobrevivendo e prestando serviço à comunidade”, ressaltou Rodrigues Alves.

O provedor da Santa Casa da Bahia também parabenizou o evento: “É um prazer estar aqui. Eu acho que são momentos como esse que a gente pode fazer uma discussão mais responsável e objetiva, além de ter a oportunidade de conhecer pessoas de outros setores”.

Em conversa com o Alô Alô Bahia, José Antônio ainda falou sobre a retomada das atividades na área da saúde: “Nenhuma atividade de saúde, como a nossa, pode se manter sustentável, pelo menos com o nosso tamanho, apenas com atendimento da urgência e emergência. Então o movimento eletivo vem com força e é o momento que a gente efetivamente precisa se relacionar com o restante da cadeia produtiva”, disse.

O Almoço de Negócios foi uma realização do portal Alô Alô Bahia com patrocínio do Grupo Civil, Grupo GNC, Alphaville Urbanismo, Sebrae, Circuito G10, Escola Concept, BP Investimentos, Óticas A Fábrica, Shopping Barra, Hospital Santa Izabel e Achei Meu Ponto! e apoio do Hiperideal, Jornal CORREIO, Fera Palace Hotel, Fernanda Brinço Produção & Decoração, TD Produções, CDI Segurança Privativa e Dr. Edson Freitas.

Veja fotos do evento. 
 
Foto: Elias Dantas. Siga o insta @sitealoalobahia.

18 Aug 2021

PODER entrevista o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta

Com sua habitual simpatia e eloquência, Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde e presidenciável do DEM, foi entrevistado por Joyce Pascowitch na live de PODER desta terça-feira (17). Também ex-deputado federal, ele manteve na entrevista suas críticas ao governo Bolsonaro e, principalmente, à figura do presidente.

Bolsonaro foi, para Mandetta, um “chefe ausente”, “sem capacidade de focar o que você está dizendo”. Para exemplificar, o ex-ministro disse que a fatídica reunião ministerial de abril de 2020, a famosa reunião da “passagem da boiada”, cheia de gritos, xingamentos e desabafos aparentemente sem objetividade, não foi uma reunião de exceção. “Todas as reuniões ministeriais eram iguais àquela.”
Ainda sobre o presidente, Mandetta afirma que acha que “ele nunca sentou com um ministro da Educação para saber quais eram as avenidas de educação. O Brasil é tocado pelos ministros. De vez em quando tentam alguma ação interministerial”.

Sobre o chamado “gabinete do ódio”, que Mandetta confirmou a existência e chamou de “horror”, falou que “você nunca sabe de onde vem o tiro”. “O gabinete presidencial parecia uma feira, tinha muita gente lá dentro, e aí começavam a chegar pessoas querendo conversar com você que eram alheias ao governo.”

O presidenciável, que não tem plano B político em 2022 caso sua candidatura não decole, porque atua como médico e se diz bastante feliz com isso, sugeriu cautela a quem já pretende voltar à vida normal, como se estivéssemos livres da Covid-19.

“Existem 8,5 bilhões de pessoas no mundo, precisaríamos de 17 bilhões de doses para vacinar todo mundo, não chegamos nem a 10% disso, e cada vez que o vírus entra numa pessoa ele faz pequenas modificações. As vacinas são instrumento de proteção coletiva, por isso quando há menos gente circulando, menor probabilidade de novas variantes, mas a circulação está muito alta. No Brasil, tudo leva a crer que vamos precisar de uma terceira dose, ainda este ano, para os maiores de 70 anos. E as crianças e adolescentes vão se contaminar.”


Com informações da Revista Poder



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2 Aug 2021

Conheça 'Douglas do Vigor', atleta do vôlei que virou a mais nova celebridade digital nas Olimpíadas

Imagine dormir com em torno de 250 mil seguidores no Instagram e acordar com quase 1 milhão. Imaginou? Apesar do exagero, foi mais ou menos assim que aconteceu com o jogador de vôlei Douglas Souza, integrante da seleção brasileira que está em Tóquio para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Com vídeos que viralizaram, o atleta viu seus pouco mais de 250 mil seguidores no Instagram antes da competição saltarem para mais de um milhão em apenas 48h. Hoje, já ultrapassou a marca de 3,1 milhões, com pouco mais de uma semana desde o início das Olimpíadas.

Carismático, Douglas já é chamado de "Gil do Vigor do vôlei", devido a semelhanças apontadas entre ele e o integrante da última edição do BBB, reality show da TV Globo. Primeiro gay assumido publicamente no vôlei brasileiro de alto rendimento, Douglas conquistou a torcida brasileiro com seu carisma.

O primeiro vídeo que viralizou foi com Douglas sambando e pulando na cama das instalações da seleção em Tóquio. Daí em diante foi só sucesso. Os vídeos com a "cobertura" do dia a dia da seleção de vôlei viralizaram e tornaram Douglas a mais nova celebridade digital do país. Em alguns vídeos, Douglas não poupa brincadeiras com quem ele chama de "Jorges", que é o também jogador da seleção Maurício Borges.

Ele é natural de Santa Bárbara d'Oeste (SP) e está na sua segunda Olimpíada. Disputou em 2016 no Rio de Janeiro, quando a seleção conquistou a medalha de ouro, e agora, aos 25 anos, representa o país em Tóquio. Ele joga a Superliga de Vôlei pelo EMS Taubaté Funvic.

Em entrevista recente ao UOL, ele disse que as pessoas estão conseguindo olhar para a seleção brasileira de vôlei de forma diferente. "Para que elas torçam de alguma forma, que seja por mim e tal. Sinto que eu estou representando todo mundo. O vôlei é um esporte coletivo e se você quiser torcer pelo Douglas, você precisa torcer pela seleção em si, pelo time todo, para todo mundo jogar bem. Acho que o vôlei é o esporte mais coletivo do mundo", afirmou.
 
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18 Jul 2021

“Falei sobre a minha orientação sexual para me apresentar por inteiro”, diz Eduardo Leite

Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, de 36 anos, está convencido de que seu estilo conciliador e seu êxito como gestor, aliados à juventude, o credenciam para ser o nome do PSDB para concorrer a Presidência da República em 2022. Por isso, o líder gaúcho iniciou uma série de viagens por todo o país e, sexta-feira (16), desembarcou em Salvador.

Na cidade, foi recebido pelo empresário e prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB), que o homenageou com pequeno jantar no apartamento do Corredor da Vitória, com as presenças do presidente nacional do Democratas, ACM Neto (DEM), do prefeito municipal, Bruno Reis (DEM), e do deputado Adolfo Viana (PSDB). O encontro, claro, rendeu declarações públicas e elogios entre os presentes, inclusive de ACM Neto, que definiu Eduardo como “um dos grandes nomes da nova geração de políticos do Brasil”.

No dia seguinte, sábado (17), Leite seguiu para a sede da Associação Bahiana de Supermercados (ABASE), onde se reuniu com filiados do PSDB. Antes da reunião, ele conversou com o Alô Alô Bahia. Na ocasião, destacou que evidenciou sua orientação sexual para que “se apresente por inteiro para a população”. Também, na oportunidade, falou sobre a corrida eleitoral do ano que vem, o voto dado ao presidente Jair Bolsonaro em 2018 e apoios internos no PSDB.

Declaração

Recentemente, em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, Eduardo Leite revelou ser gay. “Eu falei sobre a minha orientação sexual para me apresentar por inteiro para a população, porque falta integridade na política nacional. Integridade significa ser por inteiro e não pela metade. Eu nunca menti, nunca tentei fazer as pessoas acreditarem que não fosse gay. É uma coisa que toca na minha vida. Eu espero que o Brasil chegue ao ponto de não se importar com a cor, com a crença religiosa, com gênero, com a orientação sexual”, nos disse o político.

“Nesta política que a gente vive hoje, em que políticos escondem Mensalão, escondem Petrolão, escondem rachadinhas e escondem superfaturamento de vacinas, fiz questão de começar essa trajetória em nível nacional me apresando por inteiro para as pessoas, para que elas saibam quem é Eduardo Leite na inteireza”, continuou.

Voto em Bolsonaro

Sobre ter declarado voto em Jair Bolsonaro (Sem partido) na última eleição, ele disse que o que estava em jogo naquele momento era a volta do PT ou o atual presidente. Era, na visão dele, uma disputa plebiscitária. "De um lado nós tínhamos o PT, com graves escândalos de corrupção comprovados, casos de desvio de dinheiro e a volta ao poder do partido naquelas condições poderia significar chancelar aquelas práticas. O modelo econômico adotado pelo PT quebrou o país e a sua volta significaria aumento da pobreza e da miséria no Brasil, com um modelo econômico errado e pouco responsável para o futuro do Brasil", declarou. Entretanto, Eduardo Leite fez questão de dizer que não fez campanha para o presidente. “A escolha pelo Bolsonaro não foi um apoio, de fazer campanha junto, defender, pedir votos. Isso nunca eu fiz”.

Falta de compaixão

Adversário determinado, o governador gaúcho fez severas críticas à gestão de Jair Bolsonaro frente à pandemia do Covid-19. “A falta de compaixão do presidente na pandemia foi total. Colocou vidas humanas em risco para sustentar a sua ideologia e discurso (de incentivar a divisão), lançando os brasileiros ao risco de contrair um vírus mortal. Sem dúvida nenhuma, ele foi responsável pela perda de milhares de vidas”, pontou.

Prévias do partido

Apesar da ênfase das suas posições e da autoconfiança, antes da eleição de 2022, Leite terá que ganhar seu próprio partido, o PSDB, que possui pelo menos mais três nomes buscando viabilizar as suas campanhas para a Presidência: Tasso Jereissati (senador pelo Ceará), Arthur Virgílio Neto (ex-prefeito de Manaus) e João Dória (governador de São Paulo). Adversário determinado, Eduardo Leite fez questão de ressaltar que “não é um contra o outro, mas a favor de um projeto, de uma agenda, de uma visão de futuro para o Brasil. Então, eu tenho muita identidade e afinidade com o PSDB da Bahia e confio que a gente vai estar junto dentro desse processo de prévias”.

Pé na estrada

Após a coletiva em Salvador, ainda no sábado, Eduardo Leite seguiu para Maceió, em Alagoas. Por lá, conheceu a região dos bairros Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Mutange, visitou o Instituto Mandaver, no Vergel do Lago, e participou de encontro com correligionários e filiados do partido em uma casa de eventos no bairro do Farol. Foi recepcionado pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB).
 
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7 Jul 2021

Nova RP do Fasano Salvador, Rafaela Meccia fala sobre objetivos à frente do cargo

A promoter baiana Rafaela Meccia é a nova integrante do Grupo Fasano. Ao lado de Licia Fábio, irá comandar a área de Relações Públicas do restaurante e hotel Fasano Salvador. Aqui, ela compartilha os seus principais objetivos à frente do cargo.  
 
Na sua trajetória profissional, o que representa assumir o posto de PR do Fasano Salvador?  

Depois de vários anos trabalhando como promoter, entrar para o Grupo Fasano é uma conquista muito importante, por admirar muito a marca e o trabalho sério que eles desenvolvem no ramo de hotelaria e gastronomia. Esta é uma marca que sempre admirei! Tive a honra de fazer alguns trabalhos em parceria com a marca anteriormente, e agora concretizar essa união me deixa muito feliz. Espero me dedicar e honrar o peso que o Fasano representa e que construiu. 
 
  Como será conciliar suas atividades como promoter no Rio de Janeiro e este novo desafio em Salvador? 
 
Depois da pandemia, o trabalho online ficou mais respeitado. Tenho 4 anos morando no Rio e durante esse tempo continuei com minha empresa em Salvador, atendendo aos clientes de eventos e trabalhando como promoter. Mantive minha relação com a cidade, o mercado, os amigos e fornecedores.  Sempre com muita seriedade em tudo que me dedico. Mas o Fasano me fará estar ainda mais presente em Salvador. 
 
Quais são seus planos para o Fasano Salvador? 
 
Aproximar e conectar cada vez mais os baianos com a marca. A Bahia precisa valorizar o que tem de melhor na terra e o Fasano é uma dessas coisas. Trazer a hotelaria e a gastronomia para o cotidiano dos baianos e recepcionar os nossos turistas, integrando o time Fasano nessa atuação, que já vem sendo realizada com maestria. Espero realizar um trabalho contínuo, vestindo a camisa, e me dedicando muito como em tudo o que faço! 
 
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10 Jun 2021

"Tem muita gente em busca de holofotes", diz Coronel sobre CPI da Covid

O senador Angelo Coronel (PSD) afirmou que integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado estão em busca de holofotes. Para ele, a CPI está "muito em cima da cloroquina", e deveria focar mais no sentido de pressionar o governo federal para comprar mais vacinas contra o coronavírus.

"Ate então a CPI tem muita gente em busca de holofotes, muito em cima da cloroquina. Eu acho que o que se tem que fazer são pressões para que o governo compre mais imunizantes. Esse negócio de ficar debatendo em CPI cloroquina para mim não vai à frente, porque é coisa do passado. Nós temos que pensar no presente e no futuro", afirmou, em entrevista ao Alô Alô Bahia.

Questionado pela reportagem, citou o senador cearense Eduardo Girão (Podemos). "É candidato a governador do Ceará, aí sai atirando pra todo lado para aparecer", disse.

"Criminalizar alguém só depois do relatório final, que o Ministério Público vai ver as provas acostadas e vai abrir inquérito ou não. Temos que pensar em salvar vidas de hoje para a frente. Qual o papel da CPI? Ela investiga, encaminha para o Ministério Público e cabe ao Ministério Público abrir processo ou não. Se o Ministério Público ver que no relatório final não foram acostadas provas concretas, ele pode simplesmente arquivar toda a investigação", complementou.

Coronel ainda se posicionou contra a abertura do Senado neste momento. "Não adianta reabrir o Senado, que é uma Casa que é um mundo de gente todo dia. O Senado é um covidário, já morreram três senadores, assessores. Ninguém pode arriscar", finalizou.
 
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7 Jun 2021

Escritor baiano Flavio Fernandes conta como a escrita o ajuda a lidar com uma doença autoimune

O escritor e advogado soteropolitano Flavio Fernandes, que em 2018 teve um diagnóstico de policondrite recidivante – doença autoimune que provoca a inflamação das cartilagens, encontrou na escrita um meio para lidar com os desafios da doença e levou sua experiência para as páginas do livro Contos de Awnya: RAVEL. 

Em entrevista inédita, Flavio conta mais sobre a doença, o processo de tratamento e a escrita do livro, além de revelar detalhes exclusivos da obra e deixar uma mensagem inspiradora para os leitores.

Por que você decidiu, entre tantos gêneros, escrever uma fantasia? Teve algum escritor ou escritora como inspiração?

Flavio Fernandes: Fantasia, especificamente fantasia medieval, sempre foi meu gênero favorito. Desde pequeno me divertia com as histórias de “Willow na terra da magia”, Krull, entre outros. Na adolescência, através de jogos de RPG descobri Tolkien e foi amor à primeira vista. Então, por amar tanto esse gênero não teria como ser diferente. Grande parte de meu repertório de histórias são ambientadas em mundos fantásticos, especialmente no mundo de Awnya. Minhas grandes referências como escritor são JRR Tolkien e Andrzej Sapkowski.

Como surgiu sua paixão pelas histórias fantásticas?

Flavio Fernandes: Vem desde pequeno. Quando criança eu passava as tardes assistindo tokusatsus. Acredito que ali foi plantada a semente do fantástico em minha mente. Depois vieram os animes, os quadrinhos os jogos etc. A escrita foi um pouco mais tarde, surgiu quando e tinha 15 anos. Foi quando eu decidi escrever as primeiras histórias no mundo de Awnya, muito influenciado pela leitura de O senhor dos Anéis de Tolkien.

Na história, Ravel é um mago que tem alergia à sua própria magia. Quais desafios ele teve de enfrentar para chegar à autoaceitação? E na sua vivência pessoal, como isso ocorreu?

Flavio Fernandes: Alerta de Spoiler! Acredito muito que somos moldados pelo o que pensamos e acreditamos. Então, eu trouxe para o mundo de Awnya essa questão e fiz a metáfora com a magia. O mago precisa de uma mente afiada para conjurar feitiços. A partir do momento que essa mente adoece, sua habilidade também fica prejudicada. Então, os desafios que Ravel teve que passar, são aqueles que remeteram às suas próprias falhas. No meu caso, foi pura experimentação. A doença destaca os meus sentimentos e meu corpo. Percebi que a raiva, a ansiedade e o medo a potencializavam. E, agora, controlada, ela “belisca” meu corpo. Se estou ansioso, sinto o joelho fisgar, a cartilagem da orelha esquentar ou esterno doer, algo assim. Então, comigo foi um verdadeiro autoconhecimento. Compreendi como minha mente é capaz de me prejudicar. Assim, não foi difícil imaginar o contrário, como minha mente pode me ajudar.

De que forma a escrita te ajudou a superar o diagnóstico da policondrite recidivante? 

Flavio Fernandes: O ato de escrever, para mim, já serve de terapia, pois é algo que amo fazer. Então tudo que te proporciona prazer, já funciona como um remédio que acalma, descansa e desestressa. Porém, este livro em especial me ajudou porque eu precisei revisar em minha mente os fatos que antecederam o eclodir da doença. Com essa compreensão, estou conseguindo lidar melhor com ela. Consigo me antecipar a crises e a superar as que não consigo evitar.

Qual é a principal mensagem que "Contos de Awnya: RAVEL" traz aos leitores?

Flavio Fernandes: Nossa mente, nosso poder! Esse lema das escolas de magias do mundo Awnya é repetido várias vezes durante o livro e eu acredito que ele resume bem a lição da obra. Cuidado com o que pensa, com o que deseja, com o que almeja. Cuide de sua mente, semeie pensamentos positivos e faça o bem. Às vezes, temos um peso escondido em nosso subconsciente que carregamos com dor e nem percebemos. Contos de Awnya: RAVEL é um convite para a reflexão sobre o peso que levamos sem nos dar conta de suas implicações materiais.

Como se deu o processo de criação do protagonista? Quais são as semelhanças que ele tem com você?

Flavio Fernandes: Eu adoro magos! Em jogos de RPG eu sempre interpreto um mago. Então, já era um desejo antigo escrever um livro com um mago sendo protagonista. Quando me veio a ideia de usar a doença para ser retratada no livro, nada melhor que um mago para conduzir essa mensagem, afinal, qual herói usa tanto a sua mente como fonte de poder?  

Além desse lançamento, você pretende publicar outros livros ou uma continuação para a história?

Flavio Fernandes: Sim! As aventuras no mundo de Awnya estão só começando. No meu site flavioasfernandes.com.br tem uma aba de contos e um mapa do mundo. Ou seja, tem muitos lugares para serem explorados. A fantasia tem a grande vantagem de poder exagerar fenômenos do nosso dia a dia de forma que se tornem mais fáceis a sua compreensão.



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26 May 2021

Alô Alô Bahia entrevista Manfred Stoffl

Após cinco anos na direção do Goethe-Institut em Salvador, Manfred Stoffl deixa o cargo para assumir a direção do Departamento de Teatro e Dança do Goethe-Institut em Munique. Seu retorno para Alemanha será neste sábado (29).  Antes disso, ele conversou com o Alô Alô Bahia sobre a experiência na capital baiana e a emoção de receber o título de cidadão soteropolitano concedido pela Câmara de Vereadores.


Alô Alô Bahia - Sua gestão à frente do Goethe-Institut foi marcada por abrir portas para produções artísticas de grupos ligados à comunidade negra, LGBTQIA+ e da periferia. O que te motivou a trazer essa diversidade para o centro da sua atuação?

Manfred Stoffl - Antes de assumir a direção do Goethe-Institut em Salvador, eu administrava o Goethe-Institut em Montreal, no Canadá. Minha gestão por lá foi reconhecida pelas ações que abriram as portas da unidade para todas as pessoas. Em qualquer lugar do mundo, o Goethe-Institut se define como um espaço aberto, independentemente de classe social, gênero, orientação sexual, religião ou raça. Ninguém precisa falar alemão para vir até nós, as portas estão abertas. Em Salvador, no entanto, um episódio me abriu os olhos à necessidade de ações continuadas. Em 2016, quando estive à frente da implantação do Programa de Residência Artística Vila Sul, recebemos a ativista Grada Kilomba. Ela falou com mais de 200 mulheres, em sua maioria negras, em nosso pátio. Naquela ocasião, conversei com mulheres que relataram as impressões que tinham a respeito do Goethe-Institut. Para elas, era um lugar organizado e pensado para os brancos. Ali ficou evidente que algo precisava ser feito.

AAB – Como diretor da instituição, qual foi a sua reação diante desse episódio e quais foram os principais desafios nesse processo?

Manfred Stoffl - Minha reação foi ouvir, entender e, em seguida, buscar meios para tornar o Goethe-Institut esse espaço que hoje é, reconhecidamente, plural nas suas atividades. Essas mulheres me ajudaram a perceber que grupos sociais historicamente subalternizados sentem o não pertencimento em um local que fica no Corredor da Vitória em um imóvel com traços coloniais. Eu, pessoa branca da Europa, não sei a sensação de ter locais fechados para mim por causa da minha origem. Esse episódio me deixou absolutamente convencido de que a exclusão deve ser rompida. As fronteiras entre periferia e centro devem se tornar permeáveis. O maior desafio é que você não pode mudar algo assim da noite para o dia e que existem problemas estruturais que você não pode resolver sozinho. As mudanças precisam de muita força e persistência.

AAB – O que representa para você receber o título de cidadão soteropolitano e o que você acredita que levará de bagagem da sua experiência na Bahia para a sua atuação na Alemanha?

Manfred Stoffl - Antes de tudo, este título é uma grande honra. Nunca esperei receber algo com tamanha representatividade. Estou muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho. Sei que nossos projetos nem sempre agradaram a todos e que chocamos algumas pessoas, mas essa conclusão me diz que, em geral, tudo deu certo. Eu não poderia ter imaginado uma despedida melhor. Espero levar a leveza e descontração da Bahia comigo para a Alemanha. Também quero permanecer vigilante e continuar a ouvir todos os grupos a fim de poder atender a muitas necessidades, se possível.

AAB – A partir do trabalho realizado e do legado deixado pela sua gestão, quais são os próximos passos e desafios do Goethe-Institut de Salvador?

Manfred Stoffl - Em tempo de pandemia, nosso maior desafio é manter o trabalho. Nós gerenciamos cursos da língua alemã, uma programação cultural e o Programa de Residência Artística Vila Sul. Nada disso deve parar. Seguimos nosso trabalho em formatos alternativos, como pode ser conferido em nossas redes sociais. O Goethe-Institut de Salvador possui uma equipe de trabalho engajada e atenta a esses desafios. 

AAB – Quais têm sido os principais desafios em atuar com cultura neste período de pandemia e qual você acredita que seja a perspectiva de futuro para este segmento?

Manfred Stoffl - A arte e a cultura prosperam nos encontros entre artistas e o público. Os festivais são o oposto de distância, significam condensação, contato, muitas vezes o contato físico. Nada disso é possível durante a pandemia. A mudança para o digital tem funcionado bem em alguns casos, mas também ameaça excluir pessoas sem possibilidades técnicas e dispositivos de acesso à internet. Espero que, em breve, retornemos aos eventos físicos, mas o digital permanecerá, mudará e será expandido. Um dos desafios é isso acontecer sem barreiras. Por exemplo, é preciso ter acessibilidade técnica às pessoas com deficiência visual. A sociedade, de modo amplo, precisa se comprometer com a cultura. A cultura não é um luxo que desperdiça dinheiro. A cultura é a força vital de uma sociedade com pessoas que precisam ter, pelo menos, renda suficiente para sustentar a si e os seus familiares.

AAB – Quais são as expectativas com os próximos desafios que você assumirá na direção do Departamento de Teatro e Dança do Goethe-Institut em Munique? Quais devem ser os próximos passos por lá?

Manfred Stoffl - Olha, confesso que meu primeiro passo é redescobrir a Alemanha. Estou há 15 anos longe do meu país de origem e preciso compreender os novos caminhos que se abrem por lá. O departamento que assumirei possui diversas demandas, uma delas é o apoio às turnês internacionais de grupos de dança e teatro. Quero, inicialmente, discutir com minha equipe se isso ainda é apropriado. A pandemia e a mudança climática nos mostram os limites das viagens e temos que nos perguntar se ainda é possível enviar companhias com muitos artistas para longas viagens ao redor do mundo. Talvez, no futuro, tenhamos que entregar peças a artistas locais, por exemplo. Além disso, os grandes teatros na Alemanha enfrentam uma grande mudança. As estruturas de poder dominadas pelos homens, em particular, estão sendo cada vez mais criticadas, e o apelo por diversidade e inclusão está se tornando cada vez mais alto. O teatro e a dança devem permitir a participação de todos os grupos. Esse é um cenário que Brasil e Alemanha têm em comum.



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24 May 2021

Alô Alô Bahia entrevista André Luzbel

A BP Investimentos atingiu, recentemente, a marca de R$ 3 bilhões sob assessoria e já se prepara para continuar crescendo em 2021. Em conversa com o Alô Alô Bahia, André Luzbel, sócio da empresa, destaca que, mesmo no cenário de crise econômica provocada pela pandemia da covid-19, houve um aumento no número de pessoas que buscaram o mercado financeiro. 

Alô Alô Bahia: O que você acredita que contribuiu para que a BP tivesse esse crescimento expressivo neste período de crise causada pela pandemia?

André Luzbel: A sensação que a gente tinha ali no meio do furacão é que seria um ano perdido, um ano que a gente iria sofrer bastante. Mas o que nós percebemos é que a postura do investidor mudou bastante. Antes, em momento de pânico, as pessoas fugiam do mercado financeiro. Mas o que nós percebemos ali em 2020 foi que o movimento foi contrário. Várias pessoas resolveram começar a investir fora dos grandes bancos. Então, você estava buscando ali melhores oportunidades ou melhores aplicações, investimentos que se adequassem de forma melhor ao objetivo de cada um. Dito isso, nós praticamente dobramos de tamanho no ano passado, foi muito trabalhoso, intenso. 

Alô Alô Bahia: Qual você acredita que seja o principal diferencial para que este resultado tenha sido alcançado?

André Luzbel: Nosso trabalho é pegar na mão do investidor, mostrar o mercado e tentar capacitá-lo para que em algum momento ele possa andar com as próprias pernas, mas sempre sob o nosso olhar. Então a gente nunca vai abandonar o investidor, mas vamos sempre educá-lo e acompanhá-lo nessa jornada.

Nós sempre acreditávamos que bolsa no Brasil ainda é pouco explorada, ela deveria fazer parte de forma maior da vida dos investidores. A gente tem hoje menos de 5% da população investindo na bolsa. Nos EUA, isso é 75%, 80%. Mas entendemos que é um processo de aprendizagem e que leva tempo para a gente chegar a um patamar maior. O que ajuda muito hoje é a facilidade de acesso a informação.


Alô Alô Bahia: Quais você acredita que sejam os desafios daqui pra frente?

André Luzbel: Mesmo com os problemas, a gente tem percebido que o brasileiro está aos poucos mudando sua cultura e isso tem nos beneficiado no sentido de que a gente está captando novos recursos, conseguindo atrair novos clientes, conseguindo manter o nosso índice de qualidade que é medido pelo NPS. Então, apesar do momento ainda ser muito nebuloso, e ano que vem deve mudar porque teremos eleição, a gente tem conseguido passar, de certa forma, bem pela crise. E fazendo jus ao ditado de que é na crise que surgem várias oportunidades.


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