Entrevistas


29 Nov 2019

Alô Alô Bahia entrevista Érico Brás

O ator e apresentador Érico Brás prepara para comandar o talk "Eu me aceito. E você?", no TEDx Rio Vermelho, em Salvador, no próximo dia 7 de dezembro, onde irá promover reflexões importantes ao público. Em entrevista ao Alô Alô Bahia, ele adiantou um pouco das suas expectativas com o evento, além de fazer um balanço sobre o ano de 2019 e contar como gosta de passar as festas de fim de ano. Vem ver!


Alô Alô Bahia - O que o público pode esperar do seu talk no TEDx Rio Vermelho, em Salvador, e quais são as suas expectativas para o evento?

Érico Brás - Eu sempre achei legal a iniciativa do TED, porque é um espaço onde as pessoas colocam as suas ideias de solução para os problemas do mundo. Eu sempre quis fazer. Já assisti alguns ao vivo, outros na internet. E acho que, como um pensador, alguém da arte, uma pessoa que, hoje, apresenta um programa e que sempre questionou a forma como os negros são tratados no Brasil, eu me sinto apto a fazer um TED. A minha expectativa é que as pessoas que irão lá apresentar o TED consigam trazer ideias inovadoras para a sociedade brasileira.

 

AAB - Com o ano perto de finalizar, qual balanço você faz de 2019 no que diz respeito a sua carreira profissional e no que diz respeito ao Brasil?

EB - Em relação à minha carreira profissional, foi muito bem. Eu abracei mais um desafio – que foi de ser apresentador. Para mim, é um sucesso, porque sempre quis ocupar esse espaço. Hoje eu sou um ator-apresentador e apresentador-ator. Do ponto de vista do Brasil, eu acho que, ultimamente, se deu um retrocesso. Em alguns setores da sociedade, a gente deu uma parada e, em outros, a gente até retrocedeu. E eu posso citar a arte como um desses mais prejudicados. A arte brasileira foi a mais prejudicada nesse retrocesso todo. Eu falo porque eu sou da arte e sei o quanto a gente perdeu, o quanto a gente não conseguiu avançar mais, e tudo isso por conta do corte de incentivo, pela desvalorização da arte no Brasil. Isso foi uma das maiores perdas que tivemos esse ano.

 

AAB - Mais especificamente no âmbito da arte e cultura, quais você acredita que tenham sido as boas novidades e os bons destaques de 2019?

EB - A gente não teve muita novidade, não. O que vale ressaltar é a resistência. O cinema e o teatro foram muito resistentes nesse ano de 2019. A gente sabe que a arte não morre, mas que foi desconfortável esse ano, foi. Portanto, há de se louvar a resistência do cinema e do teatro em meio a tanta desordem e desvalorização que a arte passou, esse ano, no país.


AAB - Quais são as suas projeções profissionais para 2020? 

EB - Eu tenho coisas. Eu estou querendo a voltar a fazer teatro. Até o início desse ano, eu estava com um musical e parei por conta do “Se Joga”. Mas, ano que vem, eu quero fazer alguma coisa de teatro e mais algumas coisas de cinema – embora o tempo esteja um pouco curto.


AAB - Você tem superstições com relação à virada de ano? Onde vai aproveitar o Natal e o Réveillon?

EB - No Natal e no Réveillon, eu vou ficar em Salvador. Não tenho superstições, eu tenho crenças. Eu sou do candomblé, religião de matriz africana, então eu passo de branco, eu faço os meus agradecimentos, eu faço os meus pedidos e passo sempre em família.


 


22 Nov 2019

Artista multimídia, a cantora Lia Paris fará show intimista em Salvador

A artista multimídia Lia Paris lançará em Salvador o álbum MultiVerso, nesta sexta-feira. O show, apenas para convidados, será realizado, a partir das 19h, no rooftop do Hotel Fasano, na Praça Castro Alves, onde ela irá apresentar faixa por faixa desse seu terceiro trabalho musical.
 
O novo disco conta com sete grandes coprodutores, em uma mistura de influências que faz parte da sua obra autoral soft-eletrônica e tropical.
 
No clima intimista, característico do Fasano, Lia aproveitará a oportunidade para contar sobre o processo criativo de algumas canções. Na estreia europeia de MultiVerso, a cantora e compositora se apresentou no Clube Silencio, do cultuado diretor americano David Lynch, em Paris, onde mostrou toda a sua mescla de música contemporânea com influências artísticas de todo o mundo. Além da capital francesa, ela também fez shows na Alemanha, Espanha e Portugal.  
 
Como foi a estreia europeia de MultiVerso ?
 
A minha estreia na Europa foi um sonho realizado. Foi logo depois de um show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, que também foi um outro sonho, porque é um grande palco. Lançamos em Paris, no Clube Silencio, que foi idealizado pelo David Lynch. Tinha tudo a ver com a proposta conceitual do meu disco, que tem uma pegada, uma proposta surrealista. E o lugar é maravilho. É um clube secreto em Paris.
 
Qual sua expectativa para o show de hoje, no Fasano?

É maravilhosa porque é um lugar muito lindo. Eu sempre fui muito bem recebida no Fasano. Eu fiz esse ano uma mini turnê Fasano. Fiz show no hotel de Belo Horizonte, no Londra (no Rio), em São Paulo e agora aqui. E todos eles foram diferentes. Fiz com banda e hoje vai ser a primeira vez que farei numa proposta diferente, em formato voz e violão.
 
É a primeira vez que se apresenta na capital baiana? O que mais lhe atrai na cidade?
 
É a primeira vez que eu faço um show na capital baiana. A semana passada fiz em Trancoso. Estou muito feliz de estar aqui de volta. A Bahia pra mim é um lugar mágico, poderoso. Me atrai muito as cores, os sabores, os cheiros, a mistura, a cultura. Estou muito feliz, muito especial.
 
Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia

13 Nov 2019

Alô Alô Bahia entrevista Bruno Reis

Constantemente citado como possível candidato à prefeitura de Salvador, Bruno Reis não tem parado nos últimos dias. Anteontem, participou da inauguração do Senai Cimatek Park, em Camaçari. Em seguida, embarcou para São Paulo, de onde nos deu essa entrevista. Vice-prefeito e Secretário de Obras de Salvador, Bruno fala a seguir sobre projetos, carreira política e diferenças e semelhanças com ACM Neto.

Vice-prefeito, um dos homens de confiança do prefeito ACM Neto, secretário de Infraestrutura, tocando obras importantes e com uma agenda extensa de inaugurações. Acredita que estes fatores podem te fazer ser o escolhido de Neto para disputar a prefeitura?

A vida me ensinou que obra nenhuma funciona se a gente não pensar no cidadão que pode ser beneficiado por ela. Então, para tocar obra é preciso conhecer as pessoas. Se essa forma de ver o mundo e fazer gestão me ajudar a ser o candidato do nosso grupo, vou ficar muito gratificado.
 
Muitos acreditam que, por tudo isso, você é o favorito na corrida. Concorda?

Na condição de vice-prefeito, é natural que eu possa ser candidato a suceder o prefeito ACM Neto. Mas nenhuma candidatura se sustenta sem o apoio do povo. Nas ruas, eu tenho sido tratado com carinho.
 
Hoje, seus principais "adversários" são da base do prefeito ACM Neto - tem Leo Prates, Geraldo Júnior e o próprio Guilherme Bellintani, que tem corrido por fora. Como você observa isso? Por que você acredita que a oposição está tão carente de nomes?

O nosso grupo político, o grupo liderado pelo prefeito ACM Neto, teve a capacidade de criar novos gestores. Eu me orgulho de me incluir entre eles. E isso é bom. No momento certo, o nosso candidato será escolhido. Se a escolha recair sobre o meu nome, lutarei para levar a melhor gestão do país adiante com o intuito de fazer muito mais. O problema da oposição cabe a eles resolver.
 

Sabemos que ser prefeito de Salvador é um dos seus sonhos, talvez o principal deles. Em sua carreira política, tem outros sonhos? Ser governador, presidente, quem sabe?

Se eu tiver a chance de ser prefeito de Salvador, não tenham dúvidas, farei dessa a oportunidade da minha vida. Esse é meu foco, um sonho de cada vez.

Imaginemos Bruno Reis prefeito. Qual seria a primeira ação deste prefeito na cidade?

Implantar um inovador programa social transversal, com ações integradas, nas áreas de educação, empreendedorismo, esporte, cultura e reparação, para enfrentar e combater, de forma incisiva, as desigualdades históricas em Salvador, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável para a população, especialmente a mais pobre, nas periferias da capital baiana, para as quais já destinamos 76% dos recursos municipais.
 
Você e ACM Neto são muito amigos. Na política, quais as diferenças e semelhanças entre vocês dois?

ACM Neto é um irmão que a vida me deu. Um homem de grande coração, extremamente generoso, o que se reflete na política social da capital baiana – com diversos programas e iniciativas que servem como referência para todo o país. Porém, tenho que dizer: cada um é produto da sua própria vida. E a vida me fez passar por uma série de dificuldades e de obstáculos. A necessidade de superar tantas adversidades contribuiu muito para a minha formação como ser humano. Não tenham dúvidas de que o prefeito ACM Neto e eu temos os mesmos princípios, valores, pensamentos e ideias para fazer a nossa cidade avançar em todos os setores, como já tem acontecido. Mas, cá entre nós, eu sou uma pessoa mais “de boa” e paciente – ou zen, como dizem, do que ele. Isso no trabalho. Na vida privada, ambos somos desencanados e descontraídos...
 
O que te deixou mais feliz até hoje nas suas ações como vice-prefeito? E qual a obra em Salvador mais te deixa entusiasmado? 

Tenho que confessar: estou no momento mais feliz da minha vida. Vocês não imaginam o quanto é bom trabalhar e estar, de domingo a domingo, nas ruas da minha cidade, iniciando ou inaugurando, pelo menos, duas obras diariamente, sem parar. Corto a cidade de norte a sul, de leste a oeste, semanalmente. Em qualquer comunidade que chego, sou muito bem recebido pela população. São tantas mensagens de apoio, abraços, pedidos para tirar selfies, que eu fico ligado nos 220v. Não há melhor forma de recarregar as minhas baterias do que receber tanto carinho da população, que confia e reconhece o nosso trabalho e o nosso compromisso com a capital baiana. Salvador virou um canteiro, com obras importantes em todas as áreas e bairros, mas o programa que mais me deixa entusiasmado, sem sombra de dúvidas, é a requalificação integrada da Bacia do Mané Dendê, no Subúrbio Ferroviário. Essa é uma das áreas mais pobres da cidade, onde ainda existem pessoas vivendo em condições subumanas. E, com esse projeto, que terá investimento de mais de R$ 400 milhões, em saneamento e esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem, obras de infraestrutura e habitação, vamos transformar de verdade a vida das pessoas quem moram nessas localidades.

Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.


10 Nov 2019

Alô Alô Bahia entrevista o chef Kaywa Hilton

A capital baiana vai receber no próximo dia 28 de novembro, no Pelourinho, mais uma edição do Mesa Nômade com o chef estrelado Kaywa Hilton. Em conversa com o Alô Alô Bahia, ele destaca quais são as expectativas com o evento, além da sua experiência com a gastronomia francesa e principais desafios do ofício. Vem ver!


Alô Alô Bahia – Como surgiu o desejo de trabalhar com gastronomia e o que ela representa na sua vida?

Kaywa Hilton - A minha paixão pela gastronomia vem de berço. Com mãe francesa e pai baiano, a gastronomia sempre esteve presente na minha vida. Logo aos dezessete anos, não me identificava com o ensino clássico escolar, então decidi migrar para algo mais específico, gastronomia, e juntamente com a minha família decidimos que o melhor seria morar na França onde teria a oportunidade de aprender com os melhores tutores e chefs de grandes hotéis e restaurantes parisienses. Hoje tenho 11 anos exercendo essa profissão e acredito que ela representa muito a minha vida.


AAB – Quais foram as experiências que você considera que mais te moldaram enquanto profissional e quais foram os principais desafios e aprendizados profissionais que você teve até hoje nos lugares por onde passou?

Kaywa Hilton - A experiência mais construtiva como cozinheiro foi a vivência de 7 anos na França, onde aos dezessete entrei no mercado profissional trabalhando em um dos mais tradicionais restaurantes estrelados de Paris, La Grande Cascade, onde colaborei por dois anos e até hoje acredito ter sido o meu maior desafio, onde lutei contra meus medos, cruzei fronteiras culturais, chorei, sorri e aprendi muito. Após esses dois anos de aprendizado, me senti pronto para continuar ascendendo e decidi integrar a equipe do estrelado Hotel Plaza Athene em Paris. Foi um total de 4 restaurantes durante esses anos. Em 2014 cheguei ao Rio de Janeiro, onde fui o sous chef da clássica cozinha de Roland Villar (chef francês baseado no Rio) no Sofitel, após um ano de trabalho em conjunto fomos premiados com uma estrela no guia Michelin, um dos momentos mais lindos que vivi na minha vida profissional.


AAB – Quais são as principais marcas da sua gastronomia e quais são os aprendizados mais marcantes que você carrega da sua experiência na França?

Kaywa Hilton - Acredito que a gastronomia vai além do paladar. A minha cozinha tem a intenção de tocar as pessoas através de todos os seus sentidos, despertando uma experiência sensorial. Apaixonado pelos ingredientes hoje as minhas maiores preocupações são o cuidado e a procedência do produto. Temos que buscar nos aproximar dos produtos e produtores para assim garantir que seja bom para nossos clientes e também para o nosso planeta.


AAB – Você tem algum ingrediente ou prato favorito? 

Kaywa Hilton -
 Ingredientes são inúmeros, tanto descobertos quanto aos muitos para descobrir. Creio que o aprendizado é constante e infinito, como no surf estaremos sempre atrás do ingrediente perfeito ou o que ninguém usou, também acredito que hoje temos que nos voltar para os produtos de estação e ter mais consciência de que isso é o melhor para todos, respeitando assim a nossa natureza.


AAB – Quais são as suas expectativas com a próxima edição do Mesa Nômade Bahia, em Salvador, e qual será o conceito envolvido no menu degustação que você vai preparar? 

Kaywa Hilton - Esperamos nessa próxima edição do Mesa Nômade surpreender e compartilhar novas histórias. O menu será ao redor do fogo a lenha e sempre buscando o conceito do km 0, valorizando os pequenos produtores da nossa região. Será um menu de 5 etapas harmonizado pela Mestre cervejeira Débora Lehnen, da Cervejaria Proa, que para mim é uma referência em cerveja artesanal. Essa edição será dia 28 de novembro, no Pelourinho, e com certeza cheia de surpresas.

 

29 Out 2019

Entrevista: ACM Neto de um jeito que você nunca viu

Ontem à tarde, instalado na cabeceira da mesa de seu gabinete, que tem vista de 180 graus para a Baía de Todos os Santos, o prefeito e presidente Nacional do Democratas, ACM Neto, nos recebeu para uma entrevista exclusiva, onde falou principalmente sobre os preparativos para o seu último verão à frente da Prefeitura de Salvador. No próximo, só será prefeito no início. Durante a conversa, ACM Neto também revelou detalhes do atual cenário político e sobre a inauguração do Centro de Convenções, que irá ocorrer em dezembro ou janeiro.
 
 
 Alô Alô Bahia - Prefeito, embora 2020 ainda esteja longe, as eleições estão na boca do povo. Hoje, todos os candidatos mais competitivos são da sua base (Bruno Reis, Leo Prates, Guilherme Bellintani). Como o senhor vê isso?

ACM Neto – Eu acho que essa é a maior demonstração de que a nossa passagem pela prefeitura contribuiu também para formar uma nova geração de políticos competentes, qualificados e reconhecidos em Salvador e na Bahia. Eu sempre tive isso na cabeça, que era preciso mesclar experiência com renovação, mas que a minha passagem tinha de abrir espaço para projeção de novos quadros. Todos os nomes que você citou aí, e nós poderíamos citar outros tantos, foram nomes que tiveram oportunidade de apresentar os seus trabalhos ao longo da nossa gestão e, é claro, contribuíram cada um em sua área, para o sucesso que a cidade teve nos últimos anos. Veja que felizmente, hoje, nós podemos nos dar o luxo de escolher, de ter opções e de fazer uma escolha que seja a mais sensata e que possa garantir a continuidade desse trabalho e, mais do que isso, que a gente possa ter uma perspectiva de futuro, em que diversas políticas públicas que iniciamos em nossa gestão possam ser consolidadas.
 
Alô Alô Bahia - Neste cenário, é possível que tenhamos dois candidatos de ACM Neto, cada um representando uma parte de sua base?

ACM Neto – Não. Eu me comprometi e reafirmo esse compromisso - pretendo em dezembro desse ano apresentar o nome do meu candidato. Quero unificar toda a minha base em torno de um único nome.
 
Alô Alô Bahia- Destes nomes, os seus rivais políticos tentam cooptar Guilherme Bellintani, que foi seu secretário e hoje é presidente do Bahia. Como o senhor vê este movimento? 

ACM Neto – Acho que mais uma vez mostra que os melhores quadros estão no meu campo político, foram projetados a partir da minha administração e foram revelados a partir da passagem nossa pela prefeitura. Para mim, fica muito claro que a passagem do PT no Governo da Bahia, desde 2007 até hoje, não deu a mesma contribuição que nós demos. Eles não tiveram essa mesma capacidade de renovar os quadros, de projetar novos nomes. E aí, hoje, por exemplo, cogita-se a hipótese de buscar um nome que foi forjado na vida pública dentro do nosso campo, dentro da nossa administração, para ser um eventual e possível candidato deles. Isso só reforça ainda mais o acerto que eu tomei no início da minha gestão de dar oportunidade e de revelar novos quadros para a política de Salvador e da Bahia.
 
Alô Alô Bahia- Após as eleições de 2018, o senhor disse que o Democratas trabalharia um candidato à Presidência desde já para 2022. Como está esse processo?

ACM Neto – De fato, nós temos o desejo de trabalhar um projeto próprio nacional em 2022, seja com um dos quadros internos que já atuam no Democratas ou mesmo trazendo nomes novos que tenham condição de ganhar projeção política no país.

Alô Alô Bahia – Um desses nomes poderia ser Luciano Huck?

ACM Neto – Por que não? Eu tenho tido muito cuidado em falar de 2022, porque eu acho que não é hora da gente tratar de 2022. Aliás, eu critico os políticos que se debruçam sobre especulações há cerca de 2022 agora, ou mesmo alguns pretensos pré-candidatos já postos. O país vive uma crise muito séria, o eleitor não quer nem ouvir falar de eleição nesse momento. O eleitor quer ouvir falar de trabalho, de resposta. Não dá para a gente ficar especulando sobre 2022 nesse momento. Mas, no plano da hipótese, eu não posso descartar nenhum nome. Da mesma forma que eu não posso apontar o dedo e dizer que já temos um nome. Pelo contrário, não temos. Não é hora de tratar do assunto, mas também não vou descartar ninguém.
 
Alô Alô Bahia - Este é seu último verão como prefeito de Salvador. No próximo, só será prefeito no início. O verão passado registrou números históricos. O que podemos esperar desse verão de despedida de ACM Neto? E o Carnaval, que também será o seu último como prefeito?
 
ACM Neto – Podemos esperar que seja o melhor verão de todos os tempos e que a gente faça o carnaval dos carnavais. Portanto, também, o melhor carnaval de todos os tempos. A cidade veio se preparando para isso. Os resultados que nós alcançamos no ano passado, de certa forma, já são frutos que estamos colhendo de sementes plantadas lá atrás, a partir de 2013. Quando eu cheguei à Prefeitura, a alta estima da cidade estava comprometida. Nem o soteropolitano falava bem da cidade, quiçá os turistas. Nós então começamos todo um trabalho de restruturação da cidade, de reposicionamento de Salvador. Isso vem associado à requalificação dos espaços públicos, especialmente da orla. Isso vem associado a esse conjunto extraordinário de investimentos que estamos fazendo no Centro Histórico e na Cultura. Isso se soma a entrega do Centro de Convenções, que vai mudar inteiramente o patamar de Salvador, a partir de 2020, como um destino, sobretudo, do turismo de negócios. Isso também se soma a entrega da duplicação do Aeroporto, que não foi uma ação direta da Prefeitura, mas que nós batalhamos muito no governo passado para que houvesse a concessão e que pudéssemos ter um aeroporto à altura de Salvador – e agora teremos. E, a isso se soma, um calendário de eventos que virá bastante recheado de conteúdos.

Alô Alô  Bahia – O senhor pode adiantar algumas atrações que farão parte do Festival Virada Salvador?

ACM Neto - Vocês vão acabar dando um furo em primeira mão. Porque, na verdade, até o momento, nós ainda não falamos da grade. Falaremos após o lançamento, em São Paulo, no próximo dia 06, mas vou adiantar algumas atrações que já estão confirmadas, como, por exemplo, Claudia Leitte, Bell Marques, Ivete Sangalo, Léo Santana, Daniela Mercury, Dennis DJ, Vintage Culture, Alok, Anitta, Jorge e Mateus, Luan Santana, Gusttavo Lima, Wesley Safadão e Aviões do Forró. Nós vamos ter nos cinco dias de festa e atrações para todos os gostos, mesclando um pouco de cada ritmo. A virada desse ano será a maior de todos os tempos.
 
Alô Alô Bahia – Carlinhos Brown esteve recentemente com o senhor. Vem alguma novidade em relação a ele?

ACM Neto – Brown ficou fora do Carnaval no ano passado por escolha dele. Eu disse a ele que a gente faz toda questão da presença dele no Carnaval de 2020. Aí tem dois projetos bacanas sendo pensados: um que eu não posso adiantar, porque é um projeto dele, mas eu posso dizer que é com uma grande atração internacional. E o outro, é que eu pedi para ele pensar numa grande abertura para o Carnaval. Ele saiu desse encontro comigo com esse dever de casa para nos ajudar a bolar algo diferente, inusitado, para a abertura do Carnaval.

Alô Alô Bahia - O Centro de Convenções está próximo de ser inaugurado. O que está sendo articulado pra festa de inauguração? Vai ter atração internacional? Já tem data confirmada?

ACM Neto – Nós estamos em dúvida se vamos fazer a inauguração em dezembro ou em janeiro. O Centro de Convenções vai estar pronto em dezembro. A priori, a data que ele deve ser concluído é dia 12 de dezembro. Então, a partir do dia 12, ele já pode ser inaugurado. Mas, pode ser que eu deixe para janeiro.

E aí existem alguns fatores que estão contribuindo para minha avaliação: um fator é que a empresa que ganhou a concessão é francesa, os executivos internacionais querem participar da inauguração e a gente sabe que final de ano todo mundo tem período de Natal, etc. Segundo: Eu não quero que haja nenhum prejuízo para a montagem e desmontagem do Réveillon.

Sendo assim, nós iremos avaliar a data mais adequada para definir. A ideia é que sejam dois dias de inauguração, um dia patrocinado pela empresa que vai operar o Centro de Convenções, para convidados, e um segundo dia, promovido pela Prefeitura, para toda a população em geral.

Alô Alô Bahia– Partindo agora para a esfera pessoal, como consegue conciliar sua rotina com a criação de suas filhas?

ACM Neto – Essa é a parte que mais me dá mais prazer na vida. Eu diria que a minha grande terapia são minhas duas filhas (Livia e Marcela). Ser pai me realiza. Eu digo a todo mundo que eu não posso pensar em cuidar de três milhões de pessoas que vivem nessa cidade, se eu não der o exemplo cuidando muito bem de duas, que estão de baixo da minha asa. E as meninas são a principal coisa que me traz alegria na vida. Para mim, estar com elas é motivo de uma realização que não tem tamanho. Além disso, eu tenho excelente relação com Lidia, minha ex-esposa, que é uma grande mulher, uma grande mãe. Hoje, nós somos muito amigos. Ela também é uma pessoa que tem uma vida profissional bastante intensa e muito reconhecida, é uma grande médica, e a gente vai sempre se ajudando, sempre compreendendo um ao outro, ajustando as agendas.
 Livia Magalhães, ACM Neto e Marcela Magalhães. 

Alô Alô Bahia – O senhor está solteiro? Pensa em se casar novamente?

ACM Neto – Meu coração está totalmente em paz, eu acho que é a coisa mais importante. Estou solteiro, completamente solteiro. Óbvio que eu tenho planos de constituir novamente família, de casar novamente. Agora, isso tem que ser resultado, tem que ser consequência de uma relação muito madura, de uma decisão que tenha a vocação de ser definitiva. Acredito muito no amor e tenho certeza que vou encontrar um grande amor e que vou seguir a minha vida constituindo família. Não adianta você ter apenas a realização profissional, você também tem que estar realizado na vida pessoal, sempre tive isso muito definido em minha cabeça.  
 
 
Bate-bola
 
Fez se forte para? Para enfrentar as adversidades da vida.

Onde um homem não pode errar?  No mesmo erro pela segunda vez.

Melhor qualidade? Bom coração.

Um delírio? Largar tudo e montar uma pousada em Morro de São Paulo.

Síntese da política? A boa política é o instrumento pelo qual as pessoas vocacionadas podem mudar a vida do próximo, especialmente fazendo pelo coletivo.

Inspiração? Meus pais e minhas filhas.

Em quem confia? Tenho muitos amigos. Amigos verdadeiros, de trinta anos de amizade. Esses amigos fazem muita diferença em minha vida.

Maior adversário? A injustiça.

Sobre o futuro? É obvio que eu pretendo ter um futuro na vida pública. Mas, confesso, que não sou muito de ficar fazendo planos a longo prazo. Único plano que eu me permito fazer nesse momento é concluir bem a Prefeitura e deixar um legado para a cidade.  

ACM Neto por ACM Neto? Uma pessoa que tem alguns defeitos, que tem muitas qualidades. Acho que acima de tudo sou um bom filho, um bom pai, um bom amigo e procuro fazer da melhor maneira possível a minha missão de ser prefeito de Salvador.
 
Foto: Valter Pontes. Siga o insta @sitealoalobahia

25 Out 2019

Alô Alô Bahia entrevista Ícaro Silva

Ícaro Silva se prepara para retornar à capital baiana com o espetáculo "Ícaro and the Black Stars", que promete agitar o público com uma verdadeira celebração à Black Music, e contou ao Alô Alô Bahia como andam suas expectativas para as apresentações, como tem sido o seu processo de preparação, além de revelar quais artistas da Black Music têm dominado a sua playlist atualmente. "Ícaro and the Black Stars" se apresenta nos dias 26 e 27 de outubro, às 20h, no Teatro Jorge Amado, com participações especiais de Ilê Aiyê e Lazzo Matumbi. Confira!


Alô Alô Bahia – O ‘Ícaro and the Black Stars’ é uma verdadeira celebração à Black Music que já rodou diversos locais do Brasil. Quais são as suas expectativas com esse retorno à capital baiana e o que o público pode esperar do espetáculo?

Ícaro Silva - Eu tenho um amor e uma curiosidade muito grandes por Salvador. Amo saber que a cultura afro tem uma visibilidade real na cidade, mas fiquei impressionado com a baixa quantidade de pessoas pretas na plateia na minha última passagem pela cidade. Pra esse retorno eu gostaria muito de ver um teatro “afrolotado” (risos). É claro que o show é para todas e todos, mas tem um alcance especial com aqueles que se reconhecem etnicamente na manifestação cultural que estamos explorando no palco.
 
AAB – Quais têm sido os artistas que você mais tem escutado? Tem alguma música ou cantor(a) da Black Music que marcou algum momento de uma forma mais especial na sua vida?

IS - Nossa, tem muitas músicas! Na adolescência, eu tinha uma playlist chamada “Blacks Tensos”, era um barato sair de carro com os amigos ouvindo, pura liberdade. Já nesse momento, tenho ouvido o de sempre: músicas bem velhas! Costumo dizer que sou um alienado das tendências musicais e isso porque sempre estou recorrendo à música do passado para me inspirar. Stevie Wonder, Tim Maia e mesmo Usher no início de carreira têm dominado minha playlist.
 
AAB – Mesmo com certo tempo de espetáculo, o nervosismo antes de subir no palco ainda é comum? Como você costuma se preparar?

IS - Sempre! Esse nervosismo é o que nos mantém vivos em cena, a possibilidade de conhecer uma nova plateia e de mostrar algo totalmente novo pra eles, isso é excitante, assustador e mágico e, pra mim, é importante estar com o corpo aquecido e os olhos atentos aos parceiros de palco. Sempre acontece uma “rodinha” entre elenco e equipe antes de começar justamente para ativar esse “olho no olho” e todas as pontes místicas que o teatro inevitavelmente cria.
 
AAB – Você já realizou trabalhos em diversas vertentes da arte, seja atuando na TV, no teatro, no cinema, dublando, dançando, cantando. Tem alguma dessas 'áreas' que seja mais desafiadora e alguma que você se sinta mais confortável?

IS - Eu acho que o desafio não está na plataforma, mas em como aquele trabalho me abraça, em como me toca artisticamente. Amo estar no palco, é onde me sinto mais confortável no mundo, mas já estive em montagens que me traziam o sentimento oposto. Cada processo é novo e é preciso respeitar e abraçar isso, justamente para manter o frescor que o teatro pede, a novidade, a vida acontecendo naquele momento.
 
AAB – Qual o próximo sonho que você deseja realizar como artista?

IS - Eu tenho o sonho de ver a população preta, jovem e periférica representada de forma diferente, heróis da própria história, porque é isso o que são. É esse o caminho dos meus sonhos.

   
 

24 Out 2019

Do mercado internacional para o Brasil: os novos passos do escritório do arquiteto Marcio Davi

Responsável pelo projeto do Blend Mercado Gourmet, recém-inaugurado no Caminho das Árvores, o arquiteto Marcio Davi, que atuou por mais de oito anos na África, bateu um papo com o Alô Alô Bahia sobre os novos projetos do seu escritório e as perspectivas para 2020. Vem conferir!
 
Alô Alô Bahia: Nos conte um pouco da sua trajetória no mercado de Arquitetura e Interiores. Fale também sobre o caminho do seu escritório até os dias de hoje.

MARCIO DAVI: A verdade é que ter o próprio escritório, atuar diretamente junto ao cliente, ser autor e responsável por cada uma das decisões arquitetônicas, sempre foi um sonho perseguido. Contudo, tive a oportunidade de estruturá-lo antes de mergulhar nele.

Minha trajetória na arquitetura começou dentro de obra, já que tive a felicidade de ter estagiado na época da faculdade dentro de grandes construtoras, bem como, ao me formar, seguir por esse caminho. Me mantive nessa área em busca da maturidade para, enfim, assumir meu sonho e montar meu próprio escritório.

Após 10 anos de formado, atuando, na ocasião, dentro da Odebrecht, em Angola, senti que estava empresarialmente maduro e tecnicamente qualificado a assumir o risco. Assim, me lancei no mercado como Empresário e Arquiteto em janeiro de 2017 e já são quase 3 anos de muito crescimento e aprendizado.

AAB: Como foi atravessar o período mais crítico da crise financeira no país? Divida com a gente como foi seu posicionamento diante disso.

MD: Quando pedi demissão, no final de 2016, eu já havia preparado meu espírito para um tempo difícil. Mesmo assim, para minha grata surpresa, ainda que não tenha sido fácil, foi bem frutuoso.

Tinha bem claro em minha cabeça que o momento de dificuldade é também o momento da construção de parcerias. Eu quero trabalhar, produzir ideias, provar minha capacidade e faturar, naquele momento, era uma consequência menos importante.

Dessa forma, formei parcerias com construtores que precisavam buscar oportunidades no mercado. Fizemos estudos, projetos, assumimos riscos e depois, então, começamos a ver o resultado de ter acreditado em nossos parceiros. A crise gerou uma oportunidade para as pessoas se precisavam mutuamente.
 
AAB: Como enxerga o posicionamento do seu escritório? Quais são os seus diferenciais, sua área e formas de atuação?

MD: O escritório sempre esteve dentro de mim, imerso dentro das obras que tive a felicidade de participar e amadurecer. Entendemos o impacto de cada uma de nossas decisões, as dificuldades, os custos. Sabemos aliar a estética a um bom custo-benefício, preservando a saúde financeira de nosso cliente.

Associado a isso, entendemos que prazo é compromisso e, já em nossas propostas, apresentamos nosso planejamento de projetos, seguindo-o à risca, respeitado as expectativas e ansiedades de nossos clientes.
 
AAB: Nos fale de seu relacionamento com a incorporação imobiliária. Qual a importância dessa aproximação?

MD: É uma área que me desperta muito interesse. Eu ministro um curso de legislação justamente porque tenho um carinho muito grande por essa área. Trabalhamos com parceria, com identificação e prospecção de novos negócios. Quando identificamos um possível produto, estudamos toda a viabilidade técnica desse negócio, apresentamos aos parceiros, construtores e incorporadores, a fim de tentar viabilizar. São obras de maior dimensão, de maior complexidade, tanto legal quanto técnica, e possuem impacto e porte.

São projetos também de uma maior projeção dentro do mercado e temos investido substancialmente na capacitação técnica, conhecimento, aprofundamento e no desenvolvimento de material.
 
AAB: Como está sendo o ano de 2019 para você?

MD: Muito importante e muito desafiador, pois conhecemos pessoas que contribuíram muito para a nossa inserção no mercado. Primeiramente, montamos um escritório físico e saímos do home office. Depois, aumentamos a equipe técnica, o que nos permite fazer projetos maiores. Este foi um ano de preparação.
 
AAB: Quais as tendências que chegaram para ficar, no segmento de arquitetura e interiores?

MD: Materiais com inspiração na natureza em geral estão em alta. Madeira e outros produtos em sua forma natural, que nos oferecem acolhimento, conforto e paz também terão uma maior preferência em nossas casas e até escritórios. O que já estava se mostrando aos poucos nas mostras de arquitetura e decoração, vai vir ainda mais forte e para ficar.

AAB: Nos conte sobre o seu último projeto entregue, o Blend Mercado Gourmet, inaugurado semana passada. Como foi desenvolver esse projeto?

MD: O Blend tem uma história muito interessante. Surgiu do sonho de alguns amigos que tinham a expectativa de abrir um negócio aqui em Salvador e eles já tinham uma proposta de, no mercado gourmet, oferecer um bistrô que produz tudo o que ele consegue encontrar do próprio mercado. Foi muito desafiador por ter um budget que não poderia ser ultrapassado, então foi um projeto que me apresentou o estilo industrial - pelo qual estou apaixonado dentro da arquitetura de interiores – e que me fez pensar fora da caixa, buscar alternativas que atendessem tanto as expectativas estéticas, como seu uso, manutenção, durabilidade e tivessem metodologia construtiva simples e ágil. A própria localização do projeto, no Caminho das Árvores, também nos lançou no mercado de uma maneira muito despida. Pra mim é um marco e um grande cartão de visitas.
 
AAB: Quais são os seus planos e projeções para 2020?

MD: Acredito que 2019 foi um ano de maturação em diversos sentidos e entraremos em 2020 sabendo onde dá pra apostar ou não. Particularmente, vejo com muito otimismo o que está por vir. Para nós, é um ano que representa uma aposta muito alta em todos os sentidos, desde a nossa estrutura física até a tecnológica, e estamos maduros e preparados para lidar com todo o crescimento que estamos planejando.

AAB: Quais dicas você daria aos futuros profissionais da área?

MD: O principal conselho seria agarrar as oportunidades. Seja na faculdade, onde existem diversos mestres que podem contribuir para o crescimento, quanto no dia a dia, entendendo os estágios como uma oportunidade de começar a fazer e fortalecer o seu nome no mercado, atuando com responsabilidade.
 
Marcio Davi Arquitetura
Av. Luis Viana, 6462, Ed. Wall Street, Torre A, sala 923, Paralela, Salvador – Bahia
Email: contato@marciodaviarquitetura.com
Contato: (71) 98806-0572

Fotos: Rodrigo Melo. Siga o insta @sitealoalobahia.  
 

22 Out 2019

Alô Alô Bahia entrevista Carol Peixinho

Certamente o ano de 2019 tem sido bastante intenso para Carol Peixinho. Desde que saiu do Big Brother Brasil, a baiana não para e tem experimentado diversos projetos que envolvem teatro, moda, saúde, entre outras coisas. Agora, ela está morando em São Paulo, onde faz até dezembro um curso na escola Wolf Maia em busca do seu sonho de crescer profissionalmente como comunicadora. Com tantos projetos e compromissos, ela reservou um tempo para contar ao Alô Alô Bahia as novidades dessa agitada fase de sua vida.


Alô Alô Bahia - Como tem sido o início de rotina morando em São Paulo e a experiência fazendo o curso na escola Wolf Maia?

Carol Peixinho - Eu estou amando essa mudança pra São Paulo. Nunca pensei em vir morar aqui, mas o curso e essa minha nova fase foram o grande empurrão para esta mudança. Sabia que o curso era um curso bom, requisitado, tinha pesquisado sobre, mas não criei nenhuma expectativa. E que surpresa eu tive! Curso completo, onde em apenas dois dias na semana conseguimos trabalhar muito a teoria e a prática. Tem sido muito enriquecedor e divertido, já vejo drasticamente (rs) a minha melhora.


AAB - Após a saída do BBB 19, você já passou por diversas experiências, como estrear no teatro, desfilar, dançar com o FitDance, lançar uma coleção de acessórios. Qual o seu sentimento com essa fase de tantas novidades e quais sonhos você ainda tem a realizar?

CP – Com certeza são muitas experiências, que eu jamais pensei em viver e em tão pouco tempo. Meu sentimento é de MUITA e TOTAL felicidade! Tenho muitos e muitos planos, tanto com relação a lançamento de marca, quanto à realizar o sonho de ser uma comunicadora.


AAB - O que te motivou a participar do Big Brother Brasil? Após meses do término, você faria algo diferente dentro da casa? Qual foi o seu momento preferido e seu maior aprendizado dentro dessa experiência?

CP - Quando entraram em contato comigo (fui convidada por olheiro), achei a maior loucura e, primeiramente, disse não. Mas coloquei a cabeça no lugar (rs), analisei meu momento de vida e vi que não tinha nada a perder, pelo contrário, só a ganhar. Considero minha história no BBB toda linda, não mudaria quase nada. Talvez nos jogos da discórdia, seria ainda mais firme com o que acreditava. Mas consegui mostrar ao público tudo que precisava. Tiveram muitos momentos especiais, me diverti muito, não teve um preferido, os 88 dias que fiquei confinada foram incríveis. O BBB é uma experiência única de vida, que você está consigo mesma e acaba se conhecendo ainda mais. Aprendi a ser uma mulher ainda mais forte, segura, a confiar em mim, respeitar a individualidade das pessoas... só bons aprendizados.


AAB - Quem te acompanha sabe que, faça chuva ou sol, os treinos são praticamente sagrados na sua rotina. Como foi que esse hábito surgiu na sua vida e como você faz para manter a disciplina? O que os treinos representam pra você e qual mensagem você busca passar ao seu público através disso?

CP - Tive o prazer de ‘conhecer’ os exercícios na minha adolescência. Desde essa época fui inserindo aos poucos no meu dia a dia, experimentando várias modalidades e, hoje, digo com propriedade que o exercício muda a vida do ser humano. De dentro pra fora e vice-versa. Com todos os benefícios que o exercício me trouxe, fiquei viciada assumida e, com isso, ficou muito fácil manter a disciplina. Não tenho um segredo, é acordar e ir. Tento da maneira mais leve e prazerosa possível passar isso para o meu público. Acredito que o exercício não tem que ser uma obrigação, as pessoas devem, primeiro, experimentar para saber o que sentem e encontrar alguma modalidade que lhes dê prazer (não precisa ser dentro da academia). Com isso, vai ser fácil perceber as mudanças que ele faz nas nossas vidas, seja desde o humor até enfrentar nosso dia a dia com mais leveza.


AAB - Recentemente, você foi destaque no Prêmio Jovem Brasileiro com troféu na categoria Influencer Fitness. Qual aprendizado esse reconhecimento te deixou e como você vê que a internet e as redes sociais contribuem para o seu trabalho?

CP - Fiquei muito feliz em receber este prêmio. Pelo reconhecimento, pela categoria ser tão a minha cara e por fazer parte de um projeto que vem mostrando a força dos jovens para a construção e desenvolvimento do nosso país na valorização da cultura, das artes, dos infuenciadores digitais e diversos segmentos da geração jovem. Nem consigo imaginar trabalhar nesta área sem o apoio da internet e das redes sociais, hoje em dia tudo está voltado pra esta plataforma. Elas só contribuem positivamente, seja para divulgar meus trabalhos, meus parceiros, mas também para mostrar um pouco do meu dia a dia para meu público, e deixa-los por dentro dos cursos que venho fazendo, das minhas conquistas, do meu crescimento.


AAB - Alguma novidade ou projeto em vista?

CP - Como falei, tenho muitos planos, projetos e sonhos. Logo mais, prometo dar um spoiler pra vocês (rs).


Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

14 Out 2019

Alô Alô Bahia entrevista Simon Carrazzone, da Noha Shoes

O Alô Alô Bahia conversou com o empresário Simon Carrazzone, que comanda a Noha Shoes, marca de moda masculina que abriu há cerca de dois meses sua primeira loja na Bahia, localizada no Salvador Shopping. Nesta conversa, ele fala sobre o DNA da marca, o olhar para as tendências do mundo e antecipa as novidades do verão 2020. Vem ver!

Alô Alô Bahia – Nos conte um pouco sobre a origem da marca

Simon Carrazzone – A Noha Shoes nasceu há três anos em uma viagem despretensiosa que eu e meu sócio fizemos para a Itália, pois passamos a perceber que os homens italianos tinham uma preocupação muito grande com o visual, ao contrários do que víamos aqui, onde o homem tem dois pares de sapato e acaba não se preocupando tanto com a sua forma de se vestir. Dentro disso, os sapatos foram um item que nos chamou a atenção, pois lá cada um passava com um sapato de estilo, tendência e design diferentes. Foi então que enxergamos a oportunidade de trazer um pouco dessa moda italiana para o mercado nacional, falar abertamente sobre a moda masculina e trazer essa preocupação estética que, até então, os homens não tinham. Buscamos mostrar o quanto o visual pode ser importante e mudar a forma como os homens são vistos e como isso pode trazer benefícios para eles.

AAB – Quais são os diferenciais dos modelos da Noha Shoes?

SC – Pela Noha ter nascido com essa visão voltada para o design, a gente viaja uma vez por ano para a Europa buscando analisar tendências, comportamentos e novidades, além de pesquisarmos bastante sobre o que está acontecendo no mundo da moda. Costumamos dizer que o cliente da Noha está alinhado às principais tendências mundiais.  A partir daí, tornamos essa tendência um pouco mais comercial, deixando-a com a cara do Brasil. Nos preocupamos também em não trazer a tendência pela tendência, mas sim desenvolver um olhar crítico a partir do que observamos, criando a nossa própria visão sobre a moda masculina.

AAB – Como surgiu o interesse em investir no segmento de moda masculina?

SC – Com essa viagem a Itália que eu mencionei, percebemos que o homem estava mudando, passando a se preocupar um pouco mais com o visual, com a forma de se vestir, e o mercado de sapatos não estava acompanhando esse movimento. Enquanto consumidor, tínhamos muita dificuldade de comprar sapatos bacanas aqui na nossa cidade e no Brasil em geral, e acabávamos precisando comprar em outros lugares. Aqui, éramos clientes de marcas que tinham os sapatos apenas como complementos do portfólio, o que nos fez ver que existia espaço no mercado para esse tipo de segmento. Na verdade, sempre gostei muito de moda, apesar de não ser um estudioso da área em si, mas sempre tive uma preocupação estética legal e foi nessa área que eu me encontrei. Hoje, nossa marca é vista como uma referência nacional quando o assunto é moda masculina e temos a consultoria no nosso DNA, pois também nos preocupamos em dar dicas de moda aos nossos clientes visando a melhoria da imagem deles e, graças a Deus, temos tido uma boa aceitação.

AAB – Quais são as particularidades do público baiano?

SC – Antes de abrirmos a loja em Salvador, passamos uma semana viajando e frequentando shoppings, restaurantes e praças para observar o comportamento dos homens. Com isso, passamos a ver que Salvador é uma cidade muito cosmopolita, que tem todos os estilos, então vimos que é difícil achar uma característica que marcasse o estilo de uma maneira mais acentuada. Talvez seja um público mais casual e informal do que as outras praças nas quais estamos sediados, mas também encontramos homens mais vaidosos, que se preocupam com a forma de se vestir e estão alinhados com as últimas tendências. É uma praça onde sempre quisemos entrar e, pra nós, foi uma conquista muito especial ter entrado e sido bem aceitos no mercado de Salvador.

AAB – Quais são os planos de expansão da marca?

SC – Nascemos muito pequeninhos, na garagem dos meus pais, vendendo apenas para amigos e a expansão acabou sendo muito rápida. Com dois meses de funcionamento na garagem já passamos para uma lojinha de rua, ainda sem nenhum funcionário. Depois de seis meses abrimos uma unidade no principal shopping de Recife como convidados, onde a ideia inicial era que ficássemos um ano nesse projeto de loja temporária, e já acabamos sendo a loja de sapatos que mais vendeu nesse período, o que gerou uma boa repercussão na cidade. Foi ali que vimos que estávamos no caminho certo e, a partir do segundo mês dessa experiência, o shopping já nos convidou a firmar um contrato definitivo e abrir lojas em outras unidades deles. No primeiro ano fechamos com uma loja, no segundo fechamos com três lojas e, atualmente, vamos fechar com 12 lojas e expandindo para outras regiões além do Nordeste, como o Sudeste e Centro-Oeste. Em 2020 pretendemos fechar com 28 lojas e seguir com esse crescimento exponencial em busca do objetivo de, em cinco anos, ser a maior marca de sapatos masculinos do Brasil.

AAB – Quais são as principais apostas da marca para a temporada de verão 2020?

SC – Seguimos em uma corrente um pouco mais clássica, com sapatos mais elegantes, minimalistas, com menos costuras, no estilo mais clean. Estamos apostando bastante também nas cores e, nessa coleção, iremos incluir detalhes com tons mais marcantes, neons e vibrantes bem com a cara do verão, intercalando com cores mais sóbrias. Estamos preparando também uma linha de sandálias bem modernas e vamos vir cheios de novidades para a alta estação. Vamos lançar mais de 20 modelos em novembro com inspirações da última viagem que realizamos para a Europa.

 
 

11 Out 2019

Alô Alô Bahia entrevista Luciana Paraiso

Prestes a embarcar para a República Dominicana, onde recebe um prêmio pelo destaque entre os 10 mais atuantes escritórios de arquitetura e interiores da Bahia, a arquiteta Luciana Paraiso recebeu o Alô Alô Bahia para uma entrevista sobre carreira, planos e desejos. Confere abaixo como foi nosso bate-papo.
 
 
Alô Alô Bahia – Como é a sua história dentro da área da Arquitetura e Urbanismo?

Luciana Paraíso - Sou formada em Arquitetura e Urbanismo pela UNIFACS em Salvador. Sou filha de engenheiro e minha avó é apaixonada por decoração. Ao longo da minha formação acadêmica tive uma influência importante do meu pai, que me ensinou a ter um apreço pela área de exatas. No momento de escolher a faculdade, o gosto por essa área falou mais alto e optei por cursar Engenharia Elétrica. Em paralelo, comecei a cursar Relações Internacionais, pois sou fluente em inglês, gosto muito de viajar e tenho vontade de desbravar o mundo. Porém, depois do primeiro ano de faculdade, descobri que não era nada disso o que eu queria.

AAB – O que te fez descobrir que a Arquitetura e Urbanismo era o que você queria fazer?

LP – A faculdade onde eu cursei Engenharia promovia a Semana Universitária. Neste evento, ocorriam diversas palestras e debates relacionados aos cursos e uma das palestras daquele ano foi com a arquiteta Marcia Meccia. Aquela palestra foi o ponto de virada para que eu me encantasse pela Arquitetura. Fiz vestibular novamente, passei e me descobri dentro da área. Todos os anos do curso foram muito enriquecedores, fazia todos os trabalhos e estudava com o maior prazer.

AAB – Como se deu a sua iniciação profissional na área?

LP – Desde a graduação em Engenharia Elétrica, eu estagiava em uma empresa que administra terminais rodoviários e aeroportos, porém, não era no setor técnico de projetos relacionado à Arquitetura. Quando mudei de curso, pedi que me trocassem de setor, mas eles só contratavam estagiários que tivessem domínio do Autocad, e eu não sabia. Fiz um curso intensivo durante uma semana, consegui aprender e comecei a estagiar no setor técnico. Lá foi a minha escola com relação a ter o domínio e a prática desse programa.

Posteriormente, surgiu a oportunidade de estagiar em um escritório de Arquitetura e Interiores, o que também foi uma escola pra mim porque eu saí de uma escala macro - projetando terminais rodoviários e aeroportos - e fui para uma escala micro, que é pensar ambientes menores e desenhar móveis, o que foi muito enriquecedor. No período deste estágio, fui convidada a trabalhar na parte técnica de uma loja de iluminação que estava inaugurando em Salvador. Eu era responsável apenas por incluir os bloquinhos de luminárias nos layouts dos projetos dos clientes, mas foi uma experiência em que eu tive acesso a plantas de diversos arquitetos e pude aproveitar para aprender e abrir a minha mente por ver como era possível aplicar diversas soluções aos projetos.

 Foi nessa ocasião que uma designer me convidou para participar com ela da CasaCor Bahia 2005, no Mercado do Ouro. Ela me chamou para fazer um Quarto de Bebê nessa mostra e eu topei. Foi ótimo porque consegui ter acesso aos detalhes de como funciona uma mostra de decoração, desde o relacionamento com fornecedores, até a escolha dos materiais, custos e os processos burocráticos e prazos. Consegui desenvolver relacionamentos com os profissionais da área e, com isso, surgiram convites de trabalhar em outros escritórios e eu fui topando esses desafios que apareciam de trabalhar com alguém diferente. 
 
AAB - Houve alguma experiência mais marcante dentro desses estágios que você realizou no início da sua carreira?
 
LP - Após a experiência na CasaCor, comecei a trabalhar em um escritório de design de interiores. Lá eu era responsável pela parte técnica dos projetos e isso me deu um senso de autonomia e confiança muito grande. Nesse período era o meu último ano de faculdade, então eu passei a conciliar o Trabalho Final de Graduação, duas matérias optativas e dois estágios. Até que, durante o desenvolvimento do TFG, estive no escritório da Prado Valladares para tentar ter acesso a projetos que pudessem me ajudar em minha pesquisa. Então, comecei a trabalhar com eles e fiquei de 2006 a 2011 no escritório. Em 2009, fiz uma especialização em iluminação e, a partir disso, fiquei responsável pela iluminação dos empreendimentos que o escritório estava lançando em Angola. 
 
AAB - Do que se tratou o seu Trabalho Final de Graduação?
 
LP - Desenvolvi um novo projeto para o Aeroporto Internacional de Porto Seguro, que até hoje tem uma pista de voo muito curta, o que limita a sua operação. Minha fonte de inspiração para esse projeto foi o trabalho do arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava. Meu aeroporto era em estrutura metálica, envidraçado e, como é localizado em uma região de Porto Seguro que tem plantação de eucalipto, o conceito dele foi inspirado na forma da folha de eucalipto. Um dia quem sabe não temos um novo aeroporto construído a partir do meu projeto?
 
AAB - Como foi a sua primeira experiência realizando uma mostra individual?
 
LP - No meu período no escritório Prado Valadares realizei a minha primeira mostra, a Morar Mais Por Menos, que foi realizada na Casa dos Carvalho, na Graça. Meu ambiente foi um Home e, apesar de eu ter fugido um pouco da proposta, esta experiência me gerou uma nova oportunidade. Na ocasião, Luisinha Brandão, franqueada da CasaCor Bahia na época, visitou o meu espaço e disse que ele tinha potencial para fazer parte da CasaCor. Fiquei feliz da vida. A partir dessa mostra, minha visibilidade no mercado também aumentou e eu passei a ter uma demanda de projetos que fez com que eu tivesse a necessidade de abrir meu próprio escritório. Logo depois, precisei optar por sair da Prado Valadares e trilhar meu sonho de consolidar minha carreira e me dedicar ao meu escritório. 

AAB – Conta mais detalhes de como foi a sua primeira experiência individual na CasaCor Bahia.

LP - Em 2013, participei pela primeira vez da CasaCor Bahia, que aconteceu no antigo Shopping Iguatemi, hoje Shopping da Bahia. Antes disso, eu até já havia tentado participar, porém, por ser recém-formada, os espaços que me eram oferecidos eram pequenos e eu sempre escolhia esperar outro momento. Foi então que, em 2013, no início do período da crise financeira, com muitos profissionais sem aderir à proposta da mostra, estreei com um dos principais ambientes daquele ano: um Loft de 110m². Minha homenageada foi Claudia Gama. Também convidei o artista plástico Marcelo Horta, que ficou responsável por criar as telas para compor o espaço. No fim das contas, na contramão do que eu escutava, tive muito retorno com essa CasaCor e consegui fortalecer a minha marca. Em 2018 participei pela segunda vez e meu ambiente foi uma Sala de Jantar. 

Com um fruto desse e de outros trabalhos, o escritório tem sido destaque desde 2015 na premiação nacional que elege os 10 mais atuantes escritórios de cada estado. Neste ano, o prêmio será entregue em Punta Cana, para onde viajo nessa sexta-feira (11). O projeto  que nos fez ganhar nesta edição foi escolhido para estar no anuário da Editora Kaza, que será lançado em dezembro em Miami. Assim, os planos internacionais já estão surgindo.

AAB – Quais são os planos internacionais que você tem para o seu escritório?

LP – Com a escolha do projeto para estar no anuário da Editora Kaza e viajar para Miami, já estou fazendo parcerias com imobiliárias e agendando reuniões com corretores locais para investir nessa expansão internacional. Já temos alguns clientes daqui do Brasil que estão adquirindo imóveis fora do país, mas estamos prospectando novos também. Quem sabe também não surge uma CasaCor Miami? (risos). 

AAB – Quais são as características do seu trabalho e as suas fontes de inspiração para a montagem dos ambientes que você cria?

LP – Iniciei minha carreira com uma inspiração muito grande vinda da minha avó, então o clássico era um traço muito marcante dos meus primeiros projetos. Sempre tinha dourado, móveis mais rebuscados, tachas, etc. Com o passar do tempo, fui começando a me encontrar, me autoconhecer e a desenvolver um estilo próprio. Meus projetos nunca são iguais uns aos outros, pois respeito muito as especificidades de cada cliente, mas tem algo em comum em todos eles, seja no projeto de um cliente mais high tech, seja de um cliente mais contemporâneo ou clássico. Acredito que viajar é muito importante para abrir a mente e ganhar novas referências. 

AAB – Quem são os profissionais que te inspiram?

LP – Na época em que formei, a minha fonte de inspiração e que teve influência no meu Trabalho Final de Graduação foi o Santiago Calatrava. Foi o meu mestre inicial para arquitetura de grande porte. Já para projetos residenciais, eu sou fã do Marcio Kogan e do nosso conterrâneo David Bastos. Para design de interiores, minha grande referência é Marcia Meccia, que foi inclusive quem me despertou para a Arquitetura. Também admiro muito o trabalho de Roberto Migotto e de Cris Hamoui.

AAB – Houve dificuldade na hora de planejar o seu próprio apartamento?

LP – O grande problema foi lidar com o meu cliente, que é o meu marido (risos). Foi o projeto mais desafiador que eu já fiz na minha vida, pois tudo o que eu pensava em fazer, ele dizia que eu já havia feito para meus clientes e que era pra eu ousar.

AAB – Quais são os planos para 2020?

LP - Já estamos fechando projetos aqui na Bahia e em São Paulo para 2020. Vou realizar uma mostra em Feira de Santana na próxima semana, que também acredito que trará bons resultados. Nosso escritório novo está em obras e deve ficar pronto no final de novembro, quando devemos preparar uma festa de inauguração. Também estou apostando tudo em Miami para 2020. Vou voltar em dezembro cheia de novidades!
 
 
Foto: Ana Varjão. Siga o insta @sitealoalobahia.