Entrevistas


23 May 2022

Pré-candidato ao Senado, Cacá Leão fala sobre os desafios da Bahia, planos caso seja eleito e projetos futuros

O deputado federal Cacá Leão (PP) assumiu recentemente o lugar do pai, o vice-governador João Leão (PP), na chapa de ACM Neto como pré-candidato ao Senado. Aos 42 anos de idade, é um dos mais influentes parlamentares do Congresso e já foi também deputado estadual. Nesta entrevista, ele fala sobre a disputa pelo Senado e diz estar "muito entusiasmado de agora poder fazer política pela Bahia ao lado de ACM Neto". Ainda revelou o sonho de, quem sabe um dia, ser governador e presidente da República.
 
O senhor assumiu o lugar de seu pai, o vice-governador João Leão, como pré-candidato ao Senado. Como tem sido esse início de caminhada?

Cacá Leão:
A receptividade tem sido muito boa nas nossas andanças pela Bahia. Tenho recebido diversos apoios, tenho sido abraçado pelos amigos do nosso partido e de outros partidos também. Estou muito animado.
 
Pelo que vemos nas redes sociais, o senhor já passou no teste do piseiro, né?

Cacá Leão: A campanha tem sido bastante movimentada. Acho que virou uma marca registrada da nossa caminhada esse ‘piseiro’. A alegria, a música, a felicidade, enfim. João Leão saiu do páreo por conta de um piseiro que ele não conseguiu dançar tudo, né? Então, a gente chega com essa missão, também, de dançar o piseiro.
 
O senhor acredita que, por também ser jovem, assim como ACM Neto, a mensagem de renovação fica ainda mais forte?

Cacá Leão: Estou nessa missão substituindo João Leão pelo destino. Não estava nos meus planos agora ser pré-candidato ao Senado, mas acabou acontecendo e, como falei, estou muito animado na caminhada. Com certeza, acho que nossa faixa etária acaba facilitando para levar essa mensagem, levar para a população essa condição de juventude, de expectativa, de muita vontade ainda de realizar. Tanto Neto como eu. Ele não quer ser só governador da Bahia, eu também não quero parar no Senado Federal; Então, com certeza, acho que agrega, e muito, na caminhada.
 
O senhor, mesmo ainda muito jovem, conquistou protagonismo no Congresso, sendo eleito destaque parlamentar, além de já ter relatado o Orçamento da União. Acredita que este histórico facilitou sua escolha como pré-candidato ao Senado?
 
Cacá Leão: Desde que cheguei a Brasília, procurei me dedicar ao máximo. Na verdade, tudo o que eu pego para fazer na minha vida procuro fazer da melhor forma possível. Não foi diferente na minha atuação parlamentar. Fui deputado estadual por quatro anos, onde construí muitos amigos, onde construí um relacionamento muito bom dentro da Alba. Depois, fui deputado federal, agora fui reeleito. Sou ainda o único parlamentar de primeiro mandato que chegou à relatoria do orçamento, que é a relatoria mais importante do Congresso Nacional. Depois fui líder da minha bancada. Durante esses anos todos participei da lista dos parlamentares mais influentes do Brasil e no último ano fui escolhido o parlamentar mais bem avaliado de todo o estado da Bahia. Então, tudo o que eu procuro fazer, faço bem feito. E assim tem sido a minha atuação desde que cheguei à Câmara dos Deputados. Essa mesma caminhada quero levar para o Senado Federal caso consiga ser eleito senador da República.
 
O seu partido, o PP, acabou deixando a base do governo e se juntando ao grupo de ACM Neto recentemente. O que o senhor acha que o PP agregou a Neto?
 
Cacá Leão: Nosso partido é um partido com uma capilaridade política muito grande na Bahia. Nós temos mais de 100 prefeitos no estado e diversos vereadores, além de grandes bancadas na Alba e na Câmara dos Deputados. Então, a gente agrega essa capilaridade, além da experiência do vice-governador João Leão, que conhece essa Bahia como poucas pessoas na política atualmente.
 
As campanhas proporcionais e majoritárias têm características muito diferentes. Como o senhor vê esse desafio pela frente de concorrer ao Senado?
 
Cacá Leão: Eu troquei uma reeleição onde todo mundo dizia que eu seria um dos deputados federais mais votados da Bahia justamente por acreditar no projeto do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Por acreditar que a Bahia pode mais. É com esse sentimento que tenho caminhado pelos quatro cantos do nosso estado. Me apresentando, muitas vezes. Quando a gente é deputado, faz campanha voltada para uma parte do estado. A campanha para senador é mais ampla. Então, tenho procurado me apresentar em diversas regiões da Bahia em que eu não era votado como deputado. Terei a oportunidade agora, como pré-candidato a senador, de mostrar a nossa atuação parlamentar, que é uma atuação de resultado, com benefícios reais para a Bahia, mudando a vida do nosso povo.



Quais são os maiores problemas que o senhor observa hoje na Bahia?

Cacá Leão: Hoje, o estado é campeão dos índices de violência no Brasil. É inadmissível que a gente tenha a segurança pública desta forma que está colocada no nosso estado. Como também é o último lugar nos números do IDEB, nos números da educação pública no Brasil. A gente não pode permitir que os baianos continuem sofrendo com a insegurança e com a falta de educação de qualidade. Todos os dias recebo telefonema de pessoas que estão há dias ou meses, tem gente que está há anos na fila de regulação buscando atendimento médico. Isso é inadmissível. Como também na última semana, a Bahia recebeu mais um título ingrato, que foi a de campeã do desemprego do Brasil. Então a gente chega com vontade de mudar esses índices, de melhorar a vida do nosso povo. Essa é a nossa maior missão, nosso maior desafio.
 
Os adversários de ACM Neto têm buscado uma nacionalização da eleição. Como o senhor vê essa questão?
 
Cacá Leão: Os adversários tentam escalar nas suas muletas nacionais. O nosso pré-candidato ACM Neto tem procurado se abraçar com o povo da Bahia. É isso que ele tem dito e é isso que ele tem feito nas nossas caminhadas pelo interior. Até porque, a partir de 1º de janeiro, quem vai sentar na cadeira de governador e quem vai ter que resolver os problemas do nosso estado não é o presidente A ou o presidente B. É por isso que ele tem se agarrado no povo da Bahia, que é quem tem sofrido com os problemas no nosso estado.
 
Uma pauta que ACM Neto tem falado muito é sobre o desenvolvimento regional, aproveitando as potencialidades das regiões da Bahia, e sobre a industrialização no interior. Qual sua opinião sobre essa pauta?
 
Cacá Leão: Acho que a industrialização é o segredo. Levar essa industrialização para o interior da Bahia. Tem muitos municípios em que o principal empregador, às vezes até o único, é a própria prefeitura. Precisamos elevar essa condição de gerar emprego, gerar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para o interior da Bahia essa é uma pauta muito importante. ACM Neto tem abraçado essa pauta, tem dito isso nos seus discursos e tem ouvido muito esse pleito no interior. E, se eu chegar ao Senado Federal, com ele no Governo da Bahia, com certeza vamos fazer uma parceria muito grande para resolver de fato esse problema. Industrializar o interior da Bahia, gerar emprego para os baianos que moram no interior para que não precisem sair das suas cidades em busca disso.
 
Hoje o senhor caminha com ACM Neto, mas mesmo quando o PP estava no grupo governista todos sabemos que havia uma boa relação entre o senhor e Neto...
 
Cacá Leão: A gente nunca escondeu de ninguém a nossa amizade, apesar de estarmos em grupos políticos opostos no nosso estado. Mas, para mim, tem sido muito gratificante. Eu nunca escondi de ninguém a admiração que tenho pela pessoa e também pelo político ACM Neto. Sem sombra de dúvidas, um dos políticos mais brilhantes da minha geração. Tenho certeza absoluta que ele tem capacidade muito grande de resolver os problemas do nosso estado. Acabou acontecendo, ninguém esperava ou queria o rompimento, mas ele acabou vindo. E o que posso dizer é que estou muito feliz nessa caminhada, muito animado, muito entusiasmado de agora poder fazer política pela Bahia ao lado de ACM Neto.
 
Quais pautas o senhor pretende abraçar na disputa pelo Senado?
 
Cacá Leão: Primeiro, quero ser a voz da Bahia no Senado Federal. Trabalhar para melhorar a vida do nosso povo. Eu lembro muito bem, com bastante saudosismo, da atuação do ex-senador Antônio Carlos Magalhães no Senado. Quando era preciso, ele parava o Congresso para defender os interesses da Bahia. Os baianos têm sentido falta desse dinamismo. É com essa mesma vontade que quero chegar ao Senado Federal, buscar recursos para melhorar a vida do nosso povo, fazer obras estruturantes e ajudar o governador da Bahia a resolver os problemas.
 
O senhor falou sobre desejos pra sua vida política, que não iria querer parar no Senado. Quais são seus sonhos para o futuro?
 

Cacá Leão: Eu acho que um dia, quem sabe, quero ser governador da Bahia, ser até presidente da República. Mas meu foco nesse momento é ajudar os baianos e as baianas no Senado Federal.





 

17 May 2022

Presidente do iFood, empresário baiano revela trajetória em entrevista inédita

O empresário Fabricio Bloisi participou nesta terça-feira (17) de uma live do curso Leading the Future, promovida em parceria com a Forbes. Fabricio fundou o Grupo Movile, startup de logística sediada em Campinas (SP). É também presidente do iFood.

Bloisi é natural de Salvador (BA) e ainda jovem mudou-se para São Paulo para realizar seu sonho: estudar ciências da computação. Ele passou pelas principais escolas de negócios do mundo como a Harvard Business School e a Stanford University School of Business. Os detalhes sobre essa trajetória de sucesso foram contados na conversa com o CEO da HSM e co-CEO da SingularityU, Reynaldo Gama.
 
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Relembre a trajetória de Fabricio Bloisi:

Sonho grande

 “O sonho grande começou pra mim aos 17 anos. Eu estava me preparando para o vestibular e li um livro que dizia ‘pense metas muito grandes, pense metas incrivelmente grandes para daqui a 20 anos. Só que tem que ser grande o suficiente para que, se você contar para os seus amigos e a sua família, eles riam e digam que isso é completamente impossível. Se eles disserem isso, é grande o suficiente.

Pense esse sonho para daqui a 20 anos. Depois pense em outro, intermediário, para 10, depois para 5, depois para 1, depois para 6 meses, depois para 1 mês.’ Esse mesmo livro diz que se você teve uma ideia ou um sonho e ele é realmente importante para você, anote, porque se você não teve disposição para anotar isso, não era importante e significativo o suficiente.

Esses poucos conselhos definem como funciona um monte de coisas na minha vida, desde os 17 anos. E talvez definam como funcionam o iFood e a Movile, porque a gente tem essa disciplina de sonhar grande, colocar no papel, colocar data, contar para todo mundo e ir executando com disciplina, passo a passo, até chegar lá.

Comecei com o sonho grande de ser um piloto de helicóptero, que é uma paixão minha, mas também o de criar uma empresa muito grande, de ser honesto no longo prazo e de contar essa história para ser referência de que é possível fazer as coisas direito. [Outro sonho grande era] que eu ia passar em vários vestibulares e ia estudar o que eu queria, que era tecnologia. Esse foi o primeiro desenho de quais seriam meus sonhos grandes, aos 17 anos. Os próximos 20 anos vão ser melhores ainda, então eu tô bem animado”.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Criatividade e disciplina

 “Eu não faço as coisas iguais todos os dias: eu mudo tudo, tenho ideias diferentes, tenho ideias loucas e mudo de ideia, e acho isso super importante. São duas coisas que eu falo sempre: a importância de ser criativo, ao máximo, e ao mesmo tempo disciplinado. É daí que a gente fala um pouco de ambidestria.

Eu sou criativo, naturalmente eu sou mais aberto a fazer coisas diferentes, sempre. Mas descobri que, para atingir objetivos grandes ou fazer coisas grandiosas, é preciso ter disciplina e se manter mais ou menos na mesma direção, mesmo com as coisas dando errado, fazendo pequenos ajustes.

Mesmo eu não sendo naturalmente disciplinado —aliás, algumas pessoas dizem: ‘Fabricio, você sabe falar em público, falar no longo prazo, você sabe ser disciplinado—, a maior parte desses pontos eu aprendi porque achei que eram características boas para construir a história que eu queria construir. Então dá para aprender a falar em público, a ser disciplinado, mesmo não sendo assim naturalmente. Para construir uma empresa, um sonho, um propósito que é difícil, você precisa de disciplina ao longo do tempo.

Então eu me forcei a ter o lado criativo, mas ter o lado que fala ‘olha, eu tenho esse plano, que vai ser executado desse jeito, essas são as datas, vou ter a disciplina de juntar as pessoas, contar, comunicar, cumprir aquela agenda. Foi fundamental ter esse lado para fazer a história do iFood e da Movile andar”.
 
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Fabricio no dia a dia

 
“Minha rotina, hoje, envolve exercício físico de manhã, quatro vezes por semana eu faço ginástica, uma hora, duas, três. Normalmente no final de semana faço duas ou três horas e, durante a semana, uma hora. Isso foi super importante para mim. Não tinha nada a ver com a minha vida há cinco anos, eu era totalmente zero exercício. Agora eu acho que faz muito bem para a saúde, faz muito bem para a cabeça.

Eu sempre começo o dia com o exercício, depois tento ficar algumas horas sem fazer muitas reuniões pré-marcadas das 9h às 12h, para eu ter alguma flexibilidade no dia. Eu sempre faço reuniões nesse horário, mas marco na véspera, porque assim eu tenho alguma flexibilidade no meu dia.

Depois eu tenho dez reuniões por dia, de meia em meia hora, sem parar, de muitos assuntos. O difícil de ser presidente de uma empresa muito grande é que são muitos assuntos muito diferentes e não conectados. Às vezes eu tenho meia hora de reunião sobre contabilidade, finanças, outra com alguém da Colômbia, da Europa, dos Estados Unidos, aí leio um livro sobre criatividade, reunião de inovação.

Conseguir organizar essa mudança de contexto várias vezes por dia é um desafio enorme, mas também faz parte da diversão de ter uma empresa assim. Dá para fazer muitas coisas diferentes, aprender e viver coisas diferentes, conhecer pessoas diferentes, que eu admiro, acho isso o máximo.”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 


Sonhos pessoais

 “Meus sonhos grandes pessoais: continuar sendo uma pessoa que inspira, que é honesta, que constrói um país legal, continuar a estar muito perto da família, ter uma família feliz, mais do que bem-sucedida e que dinheiro, que viva bem e goste do que está fazendo.

Eu sou de Salvador, morei lá até os 18 anos, minha família é não só de Salvador, mas de Ilhéus e de Mutuípe. Eu sempre, desde pequenininho, sonhei em trabalhar com tecnologia, e computadores, com robôs, com espaço, com inovação, com aprender coisas novas. É uma paixão de verdade minha. Eu estudo muito e trabalho muito porque acho que estou fazendo algo muito legal, com um propósito e uma direção que eu gosto. Aliás, algo que eu sempre falo é: o segredo de dar certo é ser apaixonado pelo que você faz.

Eu adoro o que eu faço desde que eu comecei a trabalhar com computação. Eu comecei a estudar computação com oito anos de idade e a vender software de computador com 13 anos. Eu saía andando nos shopping centers tentando vender meus softwares, ninguém comprava. Errei bastante nos 13, 14, 15 anos. Minha mãe comprou bastante software meu, os parentes também, e depois eu comecei a vender um pouquinho para fora. Então sempre foi uma paixão divertida. Eu me divertia no caminho, em aprender, testar, dar errado, dar certo”.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 


Fotos: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

12 May 2022

Diretor da EY em sustentabilidade explica como práticas de ESG podem contribuir para reduzir desigualdades

Fazer do capitalismo um modelo mais inclusivo a partir de iniciativas próprias do sistema privado com apoio da esfera pública. Uma missão que, para muitos, pode ser considerada impossível, mas que, para Leonardo Dutra, sócio-diretor da Ernst & Young para área de sustentabilidade, está ao alcance do sistema econômico em que vivemos hoje. De acordo com Dutra, as boas práticas ambientais, sociais e de governança, base da filosofia de ESG, sigla que significa Environmental, Social and Governance, são o caminho para tornar o capitalismo mais inclusivo. 

Palestrante do I Fórum ESG Salvador, evento promovido em Salvador pelo Jornal CORREIO e o portal Alô Alô Bahia que teve abertura nesta quarta-feira (11) no Porto de Salvador, o sócio-diretor da Ernst & Young deu mais detalhes sobre como isso é possível no palco que abriu a série de debates de ESG na capital baiana. Ele falou ainda sobre como o Brasil, que tem na Amazônia 80% das umidades da América Latina e pode ser o principal provedor de carbono do mundo, pode caminhar neste sentido. 

Além de ser sócio-diretor da Ernst & Young para área de sustentabilidade, Leonardo Dutra tem formação em direito e business. Ele tem uma carreira de 20 anos trabalhando, tanto com consultoria como com auditoria, dentro do que conhecemos como ESG, mas é genericamente chamado de sustentabilidade. Dutra conversou com a reportagem e deu as principais respostas relacionadas ao que apresentou na abertura do I Fórum ESG Salvador.

Como o capitalismo pode ser mais inclusivo?
"O que se critica hoje é como o valor que é gerado nesse modelo é distribuído. E a distribuição correta e justa do dinheiro e dos valores gerados pelo capitalismo é o que eu entendo que o ESG tem o potencial de trazer", afirma. 

Médias e pequenas empresas podem ter o ESG como prática?
"É importante a gente pensar que as pequenas e médias empresas fazem parte de um ecossistema em que as grandes também estão inseridas. O ESG não é algo tão complexo que só as grandes empresas podem fazer. As outras também podem desenvolver na medida do seu tamanho e direcionando para o seu setor. O ESG está alinhado a continuidade do negócio, a forma como você sustenta sua empresa ao longo do tempo. Pensando que toda empresa almeja ser maior um dia, é importante dizer que essas práticas são um caminho para todos", fala.

Em que lugar o Brasil está na adoção do ESG dentro da indústria?
"O Brasil tem muitas questões a endereçar. No pilar ambiental, a gente tem uma grande oportunidade ao ser visto como principal provedor de carbono para o mundo, temos esse compromisso. No pilar social, temos uma grande desigualdade que precisa ser corrigida, esse é o principal gargalo. Na governança, precisamos cuidar da transparência e ética, que precisam ser melhoradas", avalia.

O que o país pode fazer para avançar nessas práticas?
"Pelo lugar que ocupamos na América Latina, como maior mercado daqui, o Brasil está atrás e precisa evoluir. É preciso, para isso, uma convergência entre as esferas público e privada. A iniciativa privada tem potencial para executar práticas de ESG e o público de entender para que os dois sejam parte da solução e não do problema", completa.

O I Fórum ESG Salvador é um projeto realizado pelo Jornal Correio e Alô Alô Bahia com o patrocínio da Acelen, Unipar, Yamana Gold, Bracell, BAMIN, Socializa e Suzano, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e Sebrae, apoio de Contermas, Battre, Termoverde, Terra Forte, Hela, Retec, Ciclik, Larco, Grupo LemosPassos, Fundação Norberto Odebrecht e Hiperideal, parceria de Vini Figueira Gastronomia, Fernanda Brinço Produção e Decoração, Uranus2, TD Produções, Vinking e Suporte Eventos.

Foto: Paula Froes. Siga o insta @sitealoalobahia.  

11 May 2022

Anitta estrela capa da conceituada revista Billboard

A cantora Anitta é o destaque da edição de maio da revista americana Billboard, uma das publicações de música mais conceituadas do mundo. Em entrevista, a artista falou sobre sua visão de mercado, relembrou sua estreia no Coachella e contou que seu objetivo com a carreira internacional é “abrir portas para outras pessoas”. Na ocasião, ela falou que acredita que ser um artista internacional é “ser capaz de impactar áreas culturalmente diferentes ao mesmo tempo”.

“Eu nunca poderia simplesmente ir a outro mercado e fazer o que quer que seja. Qual seria o propósito: Fama? Dinheiro? Eu já tinha isso, e esse não é o ponto para mim”, afirmou.

Entre os desafios que precisou enfrentar para alcançar seus objetivos, Anitta destacou que precisou declinar contratos e turnês no seu próprio país, além de não ter muitos exemplos de outros artistas brasileiros que tiveram um sucesso internacional duradouro. “Isso significava que eu abandonaria tudo o que tinha feito. Eu sabia que se eu falhasse, todos no meu país iriam rir de mim. Isso é o que acontece com todos que tentam e falham. Eu não queria me tornar uma piada. Eu queria que isso acontecesse de verdade.”

Recentemente, a artista brasileira conquistou importantes marcos neste sentido, colocando o hit Envolver em primeiro lugar mundial e trazendo ao seu mais novo álbum, “Versions of Me”, músicas em português, inglês e espanhol. "Entendi que tinha que arriscar e ter coragem de continuar insistindo. Não é fácil nem rápido, especialmente quando você já está acostumado a ser tratado como uma estrela em um país e depois vai para outro mercado e é tratado como ninguém, conta.

 

14 Apr 2022

Luiza Possi celebra 20 anos de carreira e realiza turnê ao lado da mãe, Zizi Possi; confira a entrevista

O ano de 2022 está sendo de realizações para Luiza Possi. Além de rodar pelo país com a turnê de “Show”, em que divide o palco com a mãe, Zizi Possi, – e que terá apresentação única no Teatro Castro Alves, em Salvador,  em 1º de maio -, a cantora está preparando o espetáculo que celebra seus 20 anos de carreira musical. Casada com o diretor de televisão, Cris Gomes, e mãe dos pequenos Lucca, de dois anos, e Matteo, de apenas cinco meses, a artista de 37 anos administra a vida pessoal com a agenda cheia e sem perder o humor: “É uma loucura, é muito assunto. E eu vou vivendo cada dia”. Confira a entrevista exclusiva concedida ao Alô Alô Bahia.
 
Como tem sido o retorno aos palcos?
Retornei em novembro para shows fechados, corporativos, mas veio a omicron e paramos. Agora estou com a turnê com minha mãe, que começou sábado passado, em Santo André (SP). A gente tinha feito seis lives durante a pandemia, mas tinha muito tempo que eu não cantava com minha mãe no palco e foi muito emocionante. Chorei o show inteiro. Esse espetáculo vai passar ainda por Recife (PE), Salvador, Brasília (DF), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).
 
Em 1º de maio, você e Zizi Possi chegam em Salvador com espetáculo “Show”, no Teatro Castro Alves, mas não é sua vez nesse palco nem na cidade. Fale um pouco de sua relação com a capital baiana.
Já me apresentei no TCA. Foi com Daniela (Mercury), em 1º de setembro de 2018. E Salvador é uma cidade que eu amo. Minha mãe morou muito tempo, meu tio (o diretor de teatro José Possi Neto) também e sempre que eu vou sinto um pouco minha também. Lugar de cultura vibrante, latente, conheço muita gente boa em Salvador. 
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Qual a expectativa de vocês para essa apresentação em Salvador?
A gente tem a expectativa de encontrar um grande público em Salvador e vai ser muito emocionante para minha mãe porque é onde ela começou a carreira dela, no espetáculo musical Marilyn Miranda, de 1975, que meu tio (José Possi Neto) dirigia. Ela tinha 19 anos e o Nizan (Guanaes) ia todos os dias assistir essa peça. Ela cantava tão bem que todo mundo ia só para ouvir a parte dela. Salvador é importante pra ela e claro que isso tem um impacto muito grande sobre mim.
 
E o show dos 20 anos de carreira?
Também estou preparando esse show, que será no Tokio Marine Hall, em São Paulo, em 26 de junho, quando comemoro meus 38 anos. A data marca os 20 anos em que a música “Dias Iguais” foi para as rádios e ficou em primeiro lugar por nove meses.
 
O que esperar desse repertório?
Ainda não defini, mas com certeza teremos sucessos de cada disco - são nove álbuns e quatro singles -, algumas mais ‘lado B’ que os fãs adoram e que estão sendo indicadas em enquetes na internet, e, também, algumas do meu show Luiza Tá On, que é de festa e que eu tenho feito muito em eventos fechados. Quero mostrar um pouco dele nos 20 anos.
 
O ano de 2022 está, de fato, bem movimentado para você. Como você tem administrado sua agenda?
É uma loucura, é muito assunto. E eu vou vivendo cada dia. Não tem uma receita nem está tudo resolvido, mas eu não aguentava mais o estado pandêmico, de ficar quieta, parada. Isso estava me matando, então estou vendo como eu lido, tem dias eu lido melhor, dias que sinto mais saudade.
 
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Além de uma artista reconhecida por seu trabalho, você se tornou uma influencer, seguida por 1,5 milhão de pessoas no Instagram. Como você se sente sobre isso?
A troca é muito legal. Tem gente que segue as coisas que eu falo e faço e, com isso, eu tenho uma responsabilidade sobre o outro. Tenho esse feedback e isso me deixa esse estado de alerta. Eu não prometi que ia ser um exemplo, mas acabo me tornando, de alguma forma.
 
Você deve ter sido comparada à sua mãe alguma vezes. E agora, com 20 anos de carreira, estão em turnê, com um show que traz um repertório com escolhas musicais das duas. Como tem sido essa experiência?
É um prazer e uma honra. Sinto que conquistei um espaço meu, principalmente por ser muito diferente da minha mãe. Quando comecei a cantar, nem sabia que ia ter comparação, fui muito ingênua, acreditando na minha relação com a música. Quando me senti segura, pude olhar e ver como é bacana cantar junto com ela.
 
Você tem dois filhos: Lucca, de dois anos, e Matteo, de cinco meses. Qual a diferença entre ser mãe de primeira e de segunda viagem?
Quando engravidei do primeiro filho, bate uma coisa diferente de parar de lutar pelas coisas e passar a ver as coisas acontecendo. No segundo filho é bem mais fácil, tive mais facilidade. Mas cada mãe tem sua fórmula, tem seu jeito. Cada uma encana e desencana com coisas diferentes. Então, eu vou descobrindo qual é meu jeito de ser mãe. É uma responsabilidade muito grande.
 
Como é a avó Zizi Possi?
Muito coruja. Lucca é louco pela ‘bobó Guigui’ e ela por ele. Ela faz coisa com ele que não fazia comigo, por exemplo. Como ele mora no interior de São Paulo, a agente não se vê todo dia, mas passa fins de semanas ou temporadas juntos e é muito bom.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Na próxima semana, Luiza Possi será a entrevistada de Joca Guanaes no Segundou, programa que vai ao ar, ao vivo, às segundas-feiras, às 19h, no perfil do Jornal Correio no Instagram. Com o publicitário e consultor, a cantora vai falar sobre o tema "Legado e identidade".

Fotos: Lucas Mennezes. ​Também estamos no Instagram (@sitealoalobahia), Twitter (@Aloalo_Bahia) e Google Notícias.

9 Mar 2022

Sergio Marone declara: “A Bahia é meu lugar de reenergização”; leia entrevista

Após alguns dias entre Salvador e Morro de São Paulo, no final de fevereiro, numa rotina mista de descanso e trabalho, o ator e empresário Sergio Marone conversou com exclusividade com o Alô Alô Bahia. Na pauta, claro, a relação com a Bahia, novos projetos no cinema e um pouco sobre sua conexão com ações sociais e ambientais, das quais nasceu a marca própria Tukano, de produtos essenciais e sustentáveis.

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- Sergio, nos conta um pouco da sua relação com a Bahia e o que costuma te trazer aqui...

Nos últimos anos, tenho ido pelo menos uma vez no ano à Bahia. Tem sido, neste período de pandemia, meu lugar de renovação, de reenergização, sabe? E tenho alguns amigos aí...

- Quando vem a Salvador, tem algum lugar específico que goste de ir e que não pode deixar de visitar?

Eu adoro o Carmo e adoro o Mercado Modelo! São dois lugares por onde sempre passo. Adoro ver o pôr do sol do Cafelier e adoro ver as coisas típicas e regionais que são vendidas no Mercado Modelo.

- Sobre a Tukano, lançada no final de 2021, de onde veio a ideia?

A Tukano surgiu porque acredito que estamos aqui para cuidar um do outro e do planeta. Não dá para continuarmos consumindo como fizemos até hoje, sem se preocupar com a origem dos produtos, com a boa remuneração da mão de obra... a Tukano surgiu para gerar uma mudança nessa forma de consumo irresponsável. Com o surgimento de empresas assim, a gente pressiona os grandes players do mercado a se adequarem, a serem mais responsáveis social e ambientalmente.

- Como começou sua relação com temas relacionados à sustentabilidade?

Sempre estive muito conectado com esse tema, acho que nada é mais importante do que isso, discutir essa crise climática que estamos vivendo e a responsabilidade do homem nela. Sempre fui muito ligado a essas causas sociais e ambientais. Em 2011, criei o movimento Gota D'Água, que foi contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, que estava sendo construída no Rio Xingu. Levantamos 1 milhão de assinaturas em uma semana, com o apoio de vários colegas de trabalho, como Dira Paes, Murilo Benício, Paulo Gustavo...

- E nas telas, algum projeto novo à vista?

Espero, ainda esse ano, estrear Jesus Kid, meu primeiro filme como produtor, assim que a gente conseguir voltar a ter uma frequência mais ou menos normal nas salas de cinema.

Confira postagem no Instagram: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Fotos: @iude. Siga o insta @sitealoalobahia


6 Mar 2022

“As crianças precisam de liberdade para se expressarem”, defende educadora Samara Pinheiro, da Escola Ybá do Quintal

A Escola Ybá do Quintal deu início ao seu ano letivo em Salvador e posiciona a capital baiana entre os projetos educacionais inovadores ao redor do mundo. Pautada na neuroarquitetura, com toda a estrutura física planejada para contribuir com os processos de desenvolvimento das crianças, a escola foca na primeiríssima e primeira infância, trazendo a educadora Samara Pinheiro à frente do projeto. De acordo com a profissional, o objetivo principal da escola é que as crianças possam viver a sua infância sendo respeitadas em seus direitos, envolvendo as infinitas formas de expressarem as suas linguagens. Os percursos de aprendizagem ocorrem enquanto as crianças vivem o seu cotidiano. Em um bate-papo com o Alô Alô Bahia, Samara conta detalhes do projeto.
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Alô Alô Bahia - A Escola Ybá do Quintal deu início ao ano letivo em fevereiro. Qual a proposta por trás do projeto?

Samara Pinheiro - A Ybá do Quintal é uma escola baiana, nordestina e brasileira com foco em crianças bem pequenas e pequenas, validando a força da infância, a capacidade das crianças e todas as questões que envolvem o seu desenvolvimento integral. Aprendem com experiências do próprio cotidiano para que haja sentido. O nosso olhar é absolutamente atento a todos os percursos de aprendizagem de cada criança sob uma escuta atenta e observação constante das educadoras, havendo uma simultânea e efetiva reflexão da nossa prática para que possamos potencializar suas hipóteses através da coparticipação dos adultos envolvidos, pensando em transformar suas vivências dentro e fora da escola, promovendo o seu caminhar na vida - em suas relações com o outro (seja o espaço, a natureza, outras crianças, adultos). Estamos no século XXI, não podemos fechar os olhos e desconsiderar o empoderamento infantil.
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AAB - A escola é inspirada na experiência educacional iniciada em Reggio Emilia, no Norte da Itália pós segunda guerra, mas traz também uma proposta autoral, correto?

SP - Sim. Reggio Emilia é uma experiência de sucesso, que foca nesse respeito aos direitos da criança. Somado a isso, nós trouxemos a minha longa experiência no segmento de educação infantil, chegando a uma proposta pedagógica autoral, pensando em todos os aspectos que envolve o desenvolvimento integral das crianças. Isso contempla, inclusive, a arquitetura da Escola: os amplos espaços, abertos, arejados, cobertos ou não, de forma intencional para que a criança sinta que é acolhida, que tem vez e voz, cuidado e acompanhamento efetivo, que é o centro do currículo, o foco da nossa prática. Através da documentação pedagógica, trazemos para elas e familiares, para toda a comunidade, a visibilidade dos processos das aprendizagens durante os percursos de construção do conhecimento, com um olhar individual e personalizado.
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AAB – A estrutura física é pautada na neuroarquitetura. De que forma isso se revela na escola?

SP - Bárbara Becattini é uma arquiteta premiada, especializada em Neuroarquitetura, e ela é responsável pelo projeto arquitetônico da escola. Nos unimos para que a estrutura física atendesse às necessidades da proposta pedagógica. Compondo experiências profissionais sobre um lugar estruturado, planejado para contribuir efetivamente nos processos de desenvolvimento do sujeito. O mobiliário, por exemplo, é adequado a cada faixa etária, a iluminação favorece a tranquilidade e concentração, as cores interferem também nas possibilidades estéticas para evidenciar a produção das crianças, há uma intencionalidade estética também, pensando no belo como ferramenta para afetar de forma positiva e fomentar a curiosidade e o desejo de pesquisa e exploração. Além disso, ela trouxe o princípio de biofilia na escolha dos materiais e no traço arquitetônico, promovendo conexão com a natureza, com muita ventilação, com cores em tons terrosos, para promover o acolhimento. Há um conjunto de estratégias entre as iluminações de fonte natural e artificial, em respeito e harmonia ao ciclo circadiano.
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AAB - Partindo disso, quais os serviços que a escola Ybá do Quintal oferece e como se divide sua estrutura?

SP – Toda a Escola é considerada um grande ateliê, mas temos um espaço específico que é o de Artes. Um lindo e bem equipado espaço no qual as crianças irão produzir suas estruturas de argila, produzir suas paletas de cores com tintas, utilizar recursos tecnológicos como canetas microscópicas como ferramentas de pesquisas. Trata-se de um espaço devidamente organizado para estimular a criatividade das crianças, desenvolver e ampliar novas habilidades. Temos também uma sala multissensorial, sala de balé, pátios cobertos amplos, um grande quintal natural, banheiros infantis adequados à faixa etária de cada grupo. Para além das atividades que compõem o currículo regular, contamos com um Programa Bilíngue da Cultura Inglesa que atende crianças de 3, 4 e 5 anos. Oferecemos aulas extras de Capoeira, Ballet e Teatro.
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AAB - Considerando que o foco é na primeiríssima e primeira infância, quais são as idades possíveis para as matrículas e quais os turnos em que essas crianças poderão estar na Escola Ybá do Quintal?

SP - Matriculamos crianças entre 1 e 5 anos, em turnos regular (matutino e vespertino), integral opcional (2, 3, 4 ou 5 dias) e ampliado (até 13h). Recebemos visitas de pais interessados através do agendamento prévio. Para qualquer dúvida, disponibilizamos o número de whatsapp: (71) 99669-5528 ou utilizando o link na bio do instagram @ybadoquintal.

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27 Jan 2022

Saiba quais são os programas preferidos de Erasmo Viana no Verão da Bahia

Quando tinha 18 anos, o empresário e influencer Erasmo Viana já tinha conquistado o mercado de Salvador como modelo e partiu para São Paulo, onde construiu uma bem-sucedida carreira. Aos 36, voltou a passar mais tempo na capital baiana para acompanhar de perto um de seus negócios, a unidade da Studio Kore em Lauro de Freitas, onde é um dos franqueados. Morando metade da vida fora da cidade onde viveu na infância e adolescência, ele tem uma lista afetiva de lugares, sabores e sensações que compartilhou com a gente aqui no Alô Alô Bahia.
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Alô Alô Bahia: Como você divide seu tempo hoje?
Erasmo Viana: Atualmente estou morando em Salvador e em São Paulo por ter projetos profissionais em ambas. Depois de passar metade da minha vida na capital paulista e em outros países, estou de volta, provisoriamente na Pituba até nossa casa na Praia do Flamengo ficar pronta. Decidi fazer uma reforma grande junto com a 2A Arquitetura e a Moros Engenharia e devo ficar em Salvador por mais três meses, mas estou sempre viajando a trabalho. Em São Paulo, eu moro no Campo Belo.
 
AAB: O que você mais sente falta e curte quando está em Salvador no Verão?
EV: Este ano, o Verão da Bahia infelizmente está um pouco atípico, mas, além das praias, o que eu gosto de curtir bastante são os ensaios das bandas, como Harmonia do Samba, Timbalada e Psirico, além do Carnaval.
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AAB: Onde você pratica exercícios?
EV: Temos o Studio Kore, que eu sou suspeito pra falar. Lá tem um treino supercompleto, dinâmico e animado. Fora isso, eu gosto muito da BodyTech, aqui em Salvador, e a própria Orla da cidade, que também é superconvidativa.
 
AAB: Qual o melhor banho de mar, na sua opinião?
EV: Não tem como comparar o Porto da Barra com qualquer outro banho de mar por conta da calma da maré e da claridade.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

AAB: Qual seu pôr do sol preferido?
EV: Eu gosto muito da vista atrás do Farol da Barra, fica uma galera tocando música, todo mundo reunido pra ver o pôr do sol. Eu acho uma vibe bem legal, fora o visual, que é alucinante, então, sempre que dá, eu vou ali na praia do Porto da Barra e curto o pôr do sol no Farol.
 
AAB: Quais seus três restaurantes preferidos?
EV: Meu top três são o Soho, que além da comida tem uma vista incrível, o Mistura, pela qualidade do menu de frutos do mar, e o Mariposa, que é mais simples, mas tem um buffet maravilho que eu amo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

AAB: No quesito bebida, qual seu drinque preferido?
EV: Atualmente estou na fase do gin, gosto muito de cerveja, gin e uísque. São as bebidas que mais gosto. Aqui em Salvador, gosto de caipiroska de seriguela e lá no Soho tem uma muito boa.

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13 Dec 2021

Lado B: Victor Igoh abre bar temático e fala sobre novos desafios: “Tenho uma história de empreendedorismo”

Ele foi ganhando notoriedade nas redes sociais aos poucos – atualmente, tem mais de 4 milhões de seguidores – mas, para muitos soteropolitanos, o produtor de conteúdo Victor Igoh é conhecido e querido há muitos anos, sempre circulando nas jovens rodas criativas da cidade, empreendendo desde a adolescência.
 
Aos 15, ele investiu na empresa de entretenimento Tequila Open e chegou a trabalhar, por 2 anos, na Rádio Transamérica, antes de abrir o Clube do Risco, estúdio de tatuagem de frente para a orla do Rio Vermelho, no núcleo do agito jovem da cidade. É um andar acima do estúdio, onde circulam figuras moderninhas e cheias de estilo, que ele inaugurou, há menos de 2 meses, o Clube In Fuego, um bar temático que complementa o conceito do primeiro negócio.
 
“Eu queria receber amigos num lugar aconchegante e temático, sem que tivéssemos hora pra ir embora”, explica o empresário, em conversa exclusiva com o Alô Alô Bahia. “Tenho uma história de empreendedorismo, de viver muita coisa que não deu certo, de errar muito, mas de aprender e de sempre apostar em novas experiências e criatividade”, complementa o jovem de 29 anos, que já teve também uma barbearia e uma sorveteria.3de2ded6-9d88-4494-84e9-2860988437e3
Apesar da idade, Victor tem mantido o pé no chão. Atualmente, faz investimentos, lucra com seus negócios e tem a internet como uma das fontes de sua renda. Arrancamos dele que dois novos projetos estão a caminho, mas, escorregadio, ele manteve tudo em sigilo, aguardando o momento ideal.
 
Descobrimos, no entanto, que os novos planos incluem idas e vindas entre Salvador e São Paulo, onde ele espera voos ainda mais altos, ignorando os haters. “O mais difícil é lidar com o julgamento e críticas de pessoas que não te conhecem, não sabem sua história”, reclama. O que importa, no entanto, é que a vida segue independente deles e o Victor cheio de planos está aí para quem quiser conhecer melhor. Desejamos sucesso e seguimos de olho!
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9 Dec 2021

Zabelê lança álbum com resgate musical dos Novos Baianos e reverência à obra dos pais

Dos Novos Baianos ao pop, passando por outras referências derivadas do seu amadurecimento musical, a cantora Zabelê resume tudo isso no seu mais novo álbum "Auê", lançado nesta quinta-feira (9), em todas as plataformas digitais. O projeto conta com as faixas  Preta Pretinha, Deusa do Amor, Menino Deus, Menina do Brasil, Telúrica, Masculino e Feminino e Toda Donzela, e traz parcerias com nomes como Ney Matogrosso, Carlinhos Brown, Mestrinho, Dadi e Evandro Mesquita.

Dando start ao trabalho, a artista estreia o videoclipe da nova roupagem para a faixa "Masculino e Feminino", com participação do cantor Ney Matogrosso. Em bate-papo com o Alô Alô Bahia, Zabelê conta detalhes sobre o novo disco, suas referências musicais e projetos para 2022. Confira!


Alô Alô Bahia - Quais foram os principais desafios envolvidos no processo de produção desse álbum?

Zabelê -
Um dos principais desafios foi escolher um número limitado de faixas no meio de tantas obras lindas e maravilhosas dos meus pais e toda a reverência que eu faço, mas eu consegui escolher algumas e pude botar um pouquinho da minha releitura, da minha visão no momento dessas músicas. E isso foi um grande desafio para mim, mas foi gostoso. São muitas que marcaram a minha história musical como cantora e fizeram parte de toda a minha construção, são as minhas referências musicais
 

Alô Alô Bahia - Quais são as principais referências e características da sua musicalidade presentes nesse álbum?

Zabelê -
Uma das características principais neste álbum é que ele tem um lado pop muito forte. Eu costumo dizer que eu vou de Novos Baianos a Michael Jackson, eu tenho muitas influências da minha geração. Acho que a gente não tem que se prender muito a ter um rótulo. Como artista, eu tenho um leque musical de informações grande e procuro sempre explorar o máximo possível.

Meu primeiro álbum foi o que eu tive um pouco mais de referências bem brasileiras nos arranjos, em toda a produção musical. Agora, eu estou explorando um pouco mais da Zabelê pop. Então, acho que o público está podendo me ver de todas as formas e conhecer a Zabelê por inteiro, entender que eu sou todas essas referências e que eu tenho isso dentro de mim, dentro do meu sangue.
 

Alô Alô Bahia - Como foi o processo de escolha das parcerias?

Zabelê -
A ideia de trazer essas parcerias foi surgindo aos poucos. Eu escolhi alguns nomes que eu aprecio a obra, todo o trabalho musical, e também pessoas que eu sabia que iam ter muito amor e muito carinho diante dessa parceria. Eu sabia que eles iam ter uma visão muito carinhosa de todo o processo e isso foi o que aconteceu tanto com Ney [Matogrosso], quanto com Carlinhos, Dadi, Evandro, Mestrinho... Eles também são fãs dessas obras e ficaram muito tocados, se emocionaram. Foi muito legal porque a gente compartilhou da mesma emoção nessa referência musical.
 

Alô Alô Bahia - De que forma a obra dos seus pais está presente na sua construção como artista?

Zabelê -
A obra dos meus pais está presente em tudo. Todos nós como filhos lá em casa sempre tivemos uma liberdade de expressão muito forte, isso sempre foi um traço da nossa educação, nossos pais sempre nos deram liberdade de escolha o tempo todo para que a gente pudesse seguir o nosso caminho. Então, quando cada um resolveu seguir a sua carreira, foi muito natural, foi muito verdadeiro, foi muito do coração, sem a obrigação de seguir aquele tipo de carreira. Eles fizeram parte da minha construção no meu dia a dia como uma faculdade musical.

Estudando dança em Nova Iorque, que foi a minha primeira paixão, foi onde eu comecei a me descobrir como cantora. Foi uma coisa também muito natural. Estava longe da família. Eu comecei por uma oportunidade que tive através de um grupo de amigos que cantavam numa noite brasileira em Nova Iorque e passei a ter o interesse de cantar, de me ver sozinha no palco. Mas foi muito meu, então eu estou falando isso porque os meus pais estão presentes na minha construção da forma de assistir, de ouvir e de estar ali presente ao lado deles desde criança.

Foi uma escolha muito por vontade própria mesmo em sentir que aquele era é o meu rumo, que no palco era onde eu gostava de estar, mas os músicos e todas as outras pessoas que estavam sempre conosco nas festas e em todos os locais – o Gil, o Caetano, a Cor do Som - também, da mesma forma, influenciaram. A gente estava sempre ouvindo, nós tivemos essa sorte de presenciar muita música boa de uma geração maravilhosa, musicalmente falando, e a gente estava sempre escutando. Desde criança, sempre participei dos videoclipes e de todo o processo musical dos meus pais também, porque queria estar ali.
 

Alô Alô Bahia - O que o público pode esperar dessa releitura de Masculino e Feminino?
 
Zabelê -
A releitura de Masculino e Feminino tem uma coisa muito interessante porque é uma música atemporal. Foi um dos motivos que eu resolvi escolher essa música para estar no repertório. As referências foram o lado pop da Zabelê e tem um rap do meio também que é uma característica totalmente diferente, mas ao mesmo tempo que me acompanha desde o SNZ. Eu fiz muitos raps no SNZ, muitas composições com rap, é uma coisa que eu gosto. Eu, juntamente com o produtor musical Wagner Fulco, busquei uma releitura mais moderna e atual. Junto desse momento de construção a gente chegou nesse caminho de produção musical para apresentar essa música que é um e sempre foi um grande sucesso marcante na voz do meu pai - uma composição que é da minha mãe, do meu pai e do meu tio. A gente resolveu dar essa nova cara para as pessoas que não conhecem conhecerem agora.
 
Alô Alô Bahia - Quais são os principais planos e projetos para 2022?

Zabelê -
Após esse projeto Auê, já tenho um outro projeto em andamento que ainda não posso contar, que já é meu próximo trabalho musical, no qual eu já venho com músicas autorais. É um projeto que eu comecei há um tempinho e estou super curiosa também para mostrar para todos vocês.

 



Foto: Fernando Young. Siga a gente no Instagram @sitealoalobahia e no Twitter @aloalo_bahia