Entrevistas


9 Dec 2021

Zabelê lança álbum com resgate musical dos Novos Baianos e reverência à obra dos pais

Dos Novos Baianos ao pop, passando por outras referências derivadas do seu amadurecimento musical, a cantora Zabelê resume tudo isso no seu mais novo álbum "Auê", lançado nesta quinta-feira (9), em todas as plataformas digitais. O projeto conta com as faixas  Preta Pretinha, Deusa do Amor, Menino Deus, Menina do Brasil, Telúrica, Masculino e Feminino e Toda Donzela, e traz parcerias com nomes como Ney Matogrosso, Carlinhos Brown, Mestrinho, Dadi e Evandro Mesquita.

Dando start ao trabalho, a artista estreia o videoclipe da nova roupagem para a faixa "Masculino e Feminino", com participação do cantor Ney Matogrosso. Em bate-papo com o Alô Alô Bahia, Zabelê conta detalhes sobre o novo disco, suas referências musicais e projetos para 2022. Confira!


Alô Alô Bahia - Quais foram os principais desafios envolvidos no processo de produção desse álbum?

Zabelê -
Um dos principais desafios foi escolher um número limitado de faixas no meio de tantas obras lindas e maravilhosas dos meus pais e toda a reverência que eu faço, mas eu consegui escolher algumas e pude botar um pouquinho da minha releitura, da minha visão no momento dessas músicas. E isso foi um grande desafio para mim, mas foi gostoso. São muitas que marcaram a minha história musical como cantora e fizeram parte de toda a minha construção, são as minhas referências musicais
 

Alô Alô Bahia - Quais são as principais referências e características da sua musicalidade presentes nesse álbum?

Zabelê -
Uma das características principais neste álbum é que ele tem um lado pop muito forte. Eu costumo dizer que eu vou de Novos Baianos a Michael Jackson, eu tenho muitas influências da minha geração. Acho que a gente não tem que se prender muito a ter um rótulo. Como artista, eu tenho um leque musical de informações grande e procuro sempre explorar o máximo possível.

Meu primeiro álbum foi o que eu tive um pouco mais de referências bem brasileiras nos arranjos, em toda a produção musical. Agora, eu estou explorando um pouco mais da Zabelê pop. Então, acho que o público está podendo me ver de todas as formas e conhecer a Zabelê por inteiro, entender que eu sou todas essas referências e que eu tenho isso dentro de mim, dentro do meu sangue.
 

Alô Alô Bahia - Como foi o processo de escolha das parcerias?

Zabelê -
A ideia de trazer essas parcerias foi surgindo aos poucos. Eu escolhi alguns nomes que eu aprecio a obra, todo o trabalho musical, e também pessoas que eu sabia que iam ter muito amor e muito carinho diante dessa parceria. Eu sabia que eles iam ter uma visão muito carinhosa de todo o processo e isso foi o que aconteceu tanto com Ney [Matogrosso], quanto com Carlinhos, Dadi, Evandro, Mestrinho... Eles também são fãs dessas obras e ficaram muito tocados, se emocionaram. Foi muito legal porque a gente compartilhou da mesma emoção nessa referência musical.
 

Alô Alô Bahia - De que forma a obra dos seus pais está presente na sua construção como artista?

Zabelê -
A obra dos meus pais está presente em tudo. Todos nós como filhos lá em casa sempre tivemos uma liberdade de expressão muito forte, isso sempre foi um traço da nossa educação, nossos pais sempre nos deram liberdade de escolha o tempo todo para que a gente pudesse seguir o nosso caminho. Então, quando cada um resolveu seguir a sua carreira, foi muito natural, foi muito verdadeiro, foi muito do coração, sem a obrigação de seguir aquele tipo de carreira. Eles fizeram parte da minha construção no meu dia a dia como uma faculdade musical.

Estudando dança em Nova Iorque, que foi a minha primeira paixão, foi onde eu comecei a me descobrir como cantora. Foi uma coisa também muito natural. Estava longe da família. Eu comecei por uma oportunidade que tive através de um grupo de amigos que cantavam numa noite brasileira em Nova Iorque e passei a ter o interesse de cantar, de me ver sozinha no palco. Mas foi muito meu, então eu estou falando isso porque os meus pais estão presentes na minha construção da forma de assistir, de ouvir e de estar ali presente ao lado deles desde criança.

Foi uma escolha muito por vontade própria mesmo em sentir que aquele era é o meu rumo, que no palco era onde eu gostava de estar, mas os músicos e todas as outras pessoas que estavam sempre conosco nas festas e em todos os locais – o Gil, o Caetano, a Cor do Som - também, da mesma forma, influenciaram. A gente estava sempre ouvindo, nós tivemos essa sorte de presenciar muita música boa de uma geração maravilhosa, musicalmente falando, e a gente estava sempre escutando. Desde criança, sempre participei dos videoclipes e de todo o processo musical dos meus pais também, porque queria estar ali.
 

Alô Alô Bahia - O que o público pode esperar dessa releitura de Masculino e Feminino?
 
Zabelê -
A releitura de Masculino e Feminino tem uma coisa muito interessante porque é uma música atemporal. Foi um dos motivos que eu resolvi escolher essa música para estar no repertório. As referências foram o lado pop da Zabelê e tem um rap do meio também que é uma característica totalmente diferente, mas ao mesmo tempo que me acompanha desde o SNZ. Eu fiz muitos raps no SNZ, muitas composições com rap, é uma coisa que eu gosto. Eu, juntamente com o produtor musical Wagner Fulco, busquei uma releitura mais moderna e atual. Junto desse momento de construção a gente chegou nesse caminho de produção musical para apresentar essa música que é um e sempre foi um grande sucesso marcante na voz do meu pai - uma composição que é da minha mãe, do meu pai e do meu tio. A gente resolveu dar essa nova cara para as pessoas que não conhecem conhecerem agora.
 
Alô Alô Bahia - Quais são os principais planos e projetos para 2022?

Zabelê -
Após esse projeto Auê, já tenho um outro projeto em andamento que ainda não posso contar, que já é meu próximo trabalho musical, no qual eu já venho com músicas autorais. É um projeto que eu comecei há um tempinho e estou super curiosa também para mostrar para todos vocês.

 



Foto: Fernando Young. Siga a gente no Instagram @sitealoalobahia e no Twitter @aloalo_bahia
 

29 Oct 2021

Majur conta detalhes sobre “Rainha de Copas”, seu mais recente lançamento em parceria com Liniker

A cantora baiana Majur lançou nesta semana o videoclipe de "Rainha de Copas", sua parceria com Liniker. A faixa faz parte do álbum "Ojunifé", primeiro da carreira da soteropolitana, lançado em maio deste ano. "Esse é, com certeza, um dos clipes da minha carreira. Não só por apresentar eu e Liniker de uma forma nunca antes vista pelo público, mas também pelo significado que essa canção tem pra mim", explica Majur. Em conversa com o Alô Alô Bahia, a artista contou detalhes sobre o novo trabalho.


Alô Alô Bahia - Qual você considera que tenha sido o maior desafio no processo de produção do Ojunifé, álbum do qual a faixa “Rainha de Copas” faz parte, e qual significado esse trabalho tem pra você enquanto artista?

Majur - Para mim, o maior desafio foi escrever sobre a minha vida porque tive que ver do lado de fora e entender a minha vivência como um personagem e escrever sobre. É muito difícil porque fala de cura e, nesse processo, eu também me curei escrevendo e revivendo o que aconteceu no passado. Acho que esse foi o maior desafio. E foi incrível porque fez total diferença, eu mudei muito.
 
Alô Alô Bahia - Qual o significado que a faixa “Rainha de Copas” tem para este projeto e como se deu esse processo de parceria com a Liniker?

Majur - “Rainha de Copas”, para mim, é a música principal do disco porque se trata de uma mulher que já é dona de si. Essa mulher sou eu agora, depois de todos esses processos que eu vivi no disco. Ter a Liniker ali significa a força que eu encontrei anos atrás quando nos encontramos e eu a vi pela primeira vez e pude me sentir inspirada a ser artista porque existia alguém como eu. Convidei a Liniker a fazer essa música justamente por isso.
 
Alô Alô Bahia - O clipe de “Rainha de Copas” apresenta um conceito de labirinto mental, que traz memórias das suas vivências desde a infância. Como se deu o processo criativo de construção desse vídeo e quais elementos e referências você buscou trazer nele?

Majur - Sim, “Rainha de Copas” tem o conceito de labiritinto. Enquanto humanos, precisamos entender que somos seres muito complexos tentando viver em comunidade e, dentro desse processo da minha infância, das minhas vivências até hoje, muitas coisas aconteceram que foram muito importantes. Eu acho que trazer a minha vida e esse processo evolutivo enquanto pessoa trans nessa música foi também possibilitar que pessoas que nunca viram a vida de pessoas trans possam ver e se enxergar. Tenho certeza que muitos adolescentes, crianças, adultos, pessoas jovens, que estão nesse momento se questionando e questionando seu gênero, se entendendo, se encontrando, vão ver isso e se identificar de toda forma. Esse processo criativo se deu a partir do Bruno Pimentel, meu stylist e diretor criativo do álbum. A gente, nesse encontro de almas - somos amigas também -, conseguiu trocar e trazer em síntese toda minha vivência ali em relação a esse corpo relacional que está sempre com as pessoas, sempre com alguém que está vivendo. É importante dizer que eu estou criando um imaginário de uma vivência trans. A gente só entende vivência trans enquanto corpo da prostituição, mas existem pessoas trans que tem uma vida dita normal. A gente não deveria nem estar falando desse jeito, porque parece que não é normal, mas realmente porque nós não somos humanizadas, por isso eu falo dessa forma.
 
Alô Alô Bahia - Quais você acredita que são as principais memórias, aprendizados e experiências que contribuem para quem é a Majur hoje e de que forma você acredita que elas estão traduzidas nesse álbum?

Majur - Toda minha vida contribui para a Majur que eu sou hoje e eu agradeço a cada Majur que viveu nesse tempo, desde a infância, de todos os processos de entendimento do meu corpo, de entendimento como um homem gay, até de se questionar e perceber que não havia um homem e se encontrar logo depois. Todas as Majur são importantes, todos os processos são importantes para mim e, inclusive, me fazem crescer e hoje me fazem trazer tudo que eu trago para as pessoas relacionado à vivência, às experiências, ao entendimento de corpo, de gênero... E elas estão nesse álbum totalmente, do início ao fim, é minha história.


 



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22 Sep 2021

Sommelier do Grupo Fasano, Manoel Beato comandará jantares harmonizados em Salvador

Considerado o mais respeitado sommelier do Brasil, Manoel Beato desembarcou nessa terça-feira (21) na capital baiana. Hoje e amanhã, ele é o convidado do chef Lomanto Oliveira para comandar dois jantares harmonizados, em quatro tempos, no Fasano. Em entrevista ao Alô Alô Bahia, Beato falou sobre o assunto e destacou a importância de combinar os pratos e os vinhos durante uma refeição. Confere!

Qual a expectativa para a primeira edição do Jantar Harmonizado no Fasano Salvador?
 
A expectativa é muito positiva, será uma conversa aberta para mostrar as inúmeras possibilidades de harmonização. Será muito importante falar sobre o conceito de harmonização neste jantar no Restaurante Fasano Salvador.
 
Qual a importância de combinar os pratos e os vinhos em um jantar?
 
Combinações na vida todos fazem, mas a importância da harmonização é para dar prazer, e não ser apenas para aprender.  Neste tipo de evento gastronômico, busca-se equilibrar os elementos que se tem no prato, com os presentes na bebida servida, e se eles têm ou não afinidade. Harmonizar não é deixar morno, mas sim uma conversa sensorial sobre vinhos e comida para abrir mais as percepções.
 
Há quase 30 anos como sommelier do Fasano, como foi a evolução do padrão de consumo para o público da alta gastronomia?
 
O brasileiro começou a aprender sobre vinhos de uma maneira bem diferente do europeu. Aqui, esse aprendizado é um pouco mais formal, mais rebuscado – o que obriga os profissionais da área a trabalhar mais e estudar mais para atender clientes que pesquisam antes de pedir o vinho. Além disso, o universo do vinho é hoje muito mais amplo, abriram-se muitas janelas. Também houve uma migração de diversos apreciadores de destilados, como uísque, que passaram a consumir vinho.
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Fotos: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

2 Sep 2021

“Sobrevivemos à pandemia sem fechar as portas”, diz provedor da Santa Casa da Bahia em Almoço de Negócios

 José Antônio Rodrigues Alves e Eduardo Queiroz, respectivamente, Provedor e Superintendente da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. 

Nem o Hospital Santa Izabel, que realiza 635 mil consultas/procedimentos e 17 mil cirurgias anuais, e nem outras instituições de saúde administradas pela Santa Casa da Bahia precisaram fechar as portas por conta de surtos graves durante a pandemia. O provedor da Santa Casa da Bahia, José Antônio Rodrigues Alves, vê o fato como um processo de muito cuidado e esforço. Ele foi um dos convidados do Almoço de Negócios pós-quarentena realizado pelo Alô Alô Bahia, na última terça-feira (31), no restaurante Amado, na Avenida Contorno.

“Nós sobrevivemos a todo este período de pandemia sem ter surtos graves em nossos hospitais. Nem no Santa Izabel e nem nos hospitais que administramos foi necessário fechar as portas por isso. Acho que isso tem muito do processo educativo da linha de cuidados e de todo o esforço que os executivos fizeram para manter o hospital sobrevivendo e prestando serviço à comunidade”, ressaltou Rodrigues Alves.

O provedor da Santa Casa da Bahia também parabenizou o evento: “É um prazer estar aqui. Eu acho que são momentos como esse que a gente pode fazer uma discussão mais responsável e objetiva, além de ter a oportunidade de conhecer pessoas de outros setores”.

Em conversa com o Alô Alô Bahia, José Antônio ainda falou sobre a retomada das atividades na área da saúde: “Nenhuma atividade de saúde, como a nossa, pode se manter sustentável, pelo menos com o nosso tamanho, apenas com atendimento da urgência e emergência. Então o movimento eletivo vem com força e é o momento que a gente efetivamente precisa se relacionar com o restante da cadeia produtiva”, disse.

O Almoço de Negócios foi uma realização do portal Alô Alô Bahia com patrocínio do Grupo Civil, Grupo GNC, Alphaville Urbanismo, Sebrae, Circuito G10, Escola Concept, BP Investimentos, Óticas A Fábrica, Shopping Barra, Hospital Santa Izabel e Achei Meu Ponto! e apoio do Hiperideal, Jornal CORREIO, Fera Palace Hotel, Fernanda Brinço Produção & Decoração, TD Produções, CDI Segurança Privativa e Dr. Edson Freitas.

Veja fotos do evento. 
 
Foto: Elias Dantas. Siga o insta @sitealoalobahia.

18 Aug 2021

PODER entrevista o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta

Com sua habitual simpatia e eloquência, Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde e presidenciável do DEM, foi entrevistado por Joyce Pascowitch na live de PODER desta terça-feira (17). Também ex-deputado federal, ele manteve na entrevista suas críticas ao governo Bolsonaro e, principalmente, à figura do presidente.

Bolsonaro foi, para Mandetta, um “chefe ausente”, “sem capacidade de focar o que você está dizendo”. Para exemplificar, o ex-ministro disse que a fatídica reunião ministerial de abril de 2020, a famosa reunião da “passagem da boiada”, cheia de gritos, xingamentos e desabafos aparentemente sem objetividade, não foi uma reunião de exceção. “Todas as reuniões ministeriais eram iguais àquela.”
Ainda sobre o presidente, Mandetta afirma que acha que “ele nunca sentou com um ministro da Educação para saber quais eram as avenidas de educação. O Brasil é tocado pelos ministros. De vez em quando tentam alguma ação interministerial”.

Sobre o chamado “gabinete do ódio”, que Mandetta confirmou a existência e chamou de “horror”, falou que “você nunca sabe de onde vem o tiro”. “O gabinete presidencial parecia uma feira, tinha muita gente lá dentro, e aí começavam a chegar pessoas querendo conversar com você que eram alheias ao governo.”

O presidenciável, que não tem plano B político em 2022 caso sua candidatura não decole, porque atua como médico e se diz bastante feliz com isso, sugeriu cautela a quem já pretende voltar à vida normal, como se estivéssemos livres da Covid-19.

“Existem 8,5 bilhões de pessoas no mundo, precisaríamos de 17 bilhões de doses para vacinar todo mundo, não chegamos nem a 10% disso, e cada vez que o vírus entra numa pessoa ele faz pequenas modificações. As vacinas são instrumento de proteção coletiva, por isso quando há menos gente circulando, menor probabilidade de novas variantes, mas a circulação está muito alta. No Brasil, tudo leva a crer que vamos precisar de uma terceira dose, ainda este ano, para os maiores de 70 anos. E as crianças e adolescentes vão se contaminar.”


Com informações da Revista Poder



Foto: Reprodução. Siga a gente no Instagram @sitealoalobahia e no Twitter @aloalo_bahia
 

2 Aug 2021

Conheça 'Douglas do Vigor', atleta do vôlei que virou a mais nova celebridade digital nas Olimpíadas

Imagine dormir com em torno de 250 mil seguidores no Instagram e acordar com quase 1 milhão. Imaginou? Apesar do exagero, foi mais ou menos assim que aconteceu com o jogador de vôlei Douglas Souza, integrante da seleção brasileira que está em Tóquio para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Com vídeos que viralizaram, o atleta viu seus pouco mais de 250 mil seguidores no Instagram antes da competição saltarem para mais de um milhão em apenas 48h. Hoje, já ultrapassou a marca de 3,1 milhões, com pouco mais de uma semana desde o início das Olimpíadas.

Carismático, Douglas já é chamado de "Gil do Vigor do vôlei", devido a semelhanças apontadas entre ele e o integrante da última edição do BBB, reality show da TV Globo. Primeiro gay assumido publicamente no vôlei brasileiro de alto rendimento, Douglas conquistou a torcida brasileiro com seu carisma.

O primeiro vídeo que viralizou foi com Douglas sambando e pulando na cama das instalações da seleção em Tóquio. Daí em diante foi só sucesso. Os vídeos com a "cobertura" do dia a dia da seleção de vôlei viralizaram e tornaram Douglas a mais nova celebridade digital do país. Em alguns vídeos, Douglas não poupa brincadeiras com quem ele chama de "Jorges", que é o também jogador da seleção Maurício Borges.

Ele é natural de Santa Bárbara d'Oeste (SP) e está na sua segunda Olimpíada. Disputou em 2016 no Rio de Janeiro, quando a seleção conquistou a medalha de ouro, e agora, aos 25 anos, representa o país em Tóquio. Ele joga a Superliga de Vôlei pelo EMS Taubaté Funvic.

Em entrevista recente ao UOL, ele disse que as pessoas estão conseguindo olhar para a seleção brasileira de vôlei de forma diferente. "Para que elas torçam de alguma forma, que seja por mim e tal. Sinto que eu estou representando todo mundo. O vôlei é um esporte coletivo e se você quiser torcer pelo Douglas, você precisa torcer pela seleção em si, pelo time todo, para todo mundo jogar bem. Acho que o vôlei é o esporte mais coletivo do mundo", afirmou.
 
Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

18 Jul 2021

“Falei sobre a minha orientação sexual para me apresentar por inteiro”, diz Eduardo Leite

Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, de 36 anos, está convencido de que seu estilo conciliador e seu êxito como gestor, aliados à juventude, o credenciam para ser o nome do PSDB para concorrer a Presidência da República em 2022. Por isso, o líder gaúcho iniciou uma série de viagens por todo o país e, sexta-feira (16), desembarcou em Salvador.

Na cidade, foi recebido pelo empresário e prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB), que o homenageou com pequeno jantar no apartamento do Corredor da Vitória, com as presenças do presidente nacional do Democratas, ACM Neto (DEM), do prefeito municipal, Bruno Reis (DEM), e do deputado Adolfo Viana (PSDB). O encontro, claro, rendeu declarações públicas e elogios entre os presentes, inclusive de ACM Neto, que definiu Eduardo como “um dos grandes nomes da nova geração de políticos do Brasil”.

No dia seguinte, sábado (17), Leite seguiu para a sede da Associação Bahiana de Supermercados (ABASE), onde se reuniu com filiados do PSDB. Antes da reunião, ele conversou com o Alô Alô Bahia. Na ocasião, destacou que evidenciou sua orientação sexual para que “se apresente por inteiro para a população”. Também, na oportunidade, falou sobre a corrida eleitoral do ano que vem, o voto dado ao presidente Jair Bolsonaro em 2018 e apoios internos no PSDB.

Declaração

Recentemente, em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, Eduardo Leite revelou ser gay. “Eu falei sobre a minha orientação sexual para me apresentar por inteiro para a população, porque falta integridade na política nacional. Integridade significa ser por inteiro e não pela metade. Eu nunca menti, nunca tentei fazer as pessoas acreditarem que não fosse gay. É uma coisa que toca na minha vida. Eu espero que o Brasil chegue ao ponto de não se importar com a cor, com a crença religiosa, com gênero, com a orientação sexual”, nos disse o político.

“Nesta política que a gente vive hoje, em que políticos escondem Mensalão, escondem Petrolão, escondem rachadinhas e escondem superfaturamento de vacinas, fiz questão de começar essa trajetória em nível nacional me apresando por inteiro para as pessoas, para que elas saibam quem é Eduardo Leite na inteireza”, continuou.

Voto em Bolsonaro

Sobre ter declarado voto em Jair Bolsonaro (Sem partido) na última eleição, ele disse que o que estava em jogo naquele momento era a volta do PT ou o atual presidente. Era, na visão dele, uma disputa plebiscitária. "De um lado nós tínhamos o PT, com graves escândalos de corrupção comprovados, casos de desvio de dinheiro e a volta ao poder do partido naquelas condições poderia significar chancelar aquelas práticas. O modelo econômico adotado pelo PT quebrou o país e a sua volta significaria aumento da pobreza e da miséria no Brasil, com um modelo econômico errado e pouco responsável para o futuro do Brasil", declarou. Entretanto, Eduardo Leite fez questão de dizer que não fez campanha para o presidente. “A escolha pelo Bolsonaro não foi um apoio, de fazer campanha junto, defender, pedir votos. Isso nunca eu fiz”.

Falta de compaixão

Adversário determinado, o governador gaúcho fez severas críticas à gestão de Jair Bolsonaro frente à pandemia do Covid-19. “A falta de compaixão do presidente na pandemia foi total. Colocou vidas humanas em risco para sustentar a sua ideologia e discurso (de incentivar a divisão), lançando os brasileiros ao risco de contrair um vírus mortal. Sem dúvida nenhuma, ele foi responsável pela perda de milhares de vidas”, pontou.

Prévias do partido

Apesar da ênfase das suas posições e da autoconfiança, antes da eleição de 2022, Leite terá que ganhar seu próprio partido, o PSDB, que possui pelo menos mais três nomes buscando viabilizar as suas campanhas para a Presidência: Tasso Jereissati (senador pelo Ceará), Arthur Virgílio Neto (ex-prefeito de Manaus) e João Dória (governador de São Paulo). Adversário determinado, Eduardo Leite fez questão de ressaltar que “não é um contra o outro, mas a favor de um projeto, de uma agenda, de uma visão de futuro para o Brasil. Então, eu tenho muita identidade e afinidade com o PSDB da Bahia e confio que a gente vai estar junto dentro desse processo de prévias”.

Pé na estrada

Após a coletiva em Salvador, ainda no sábado, Eduardo Leite seguiu para Maceió, em Alagoas. Por lá, conheceu a região dos bairros Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Mutange, visitou o Instituto Mandaver, no Vergel do Lago, e participou de encontro com correligionários e filiados do partido em uma casa de eventos no bairro do Farol. Foi recepcionado pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB).
 
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7 Jul 2021

Nova RP do Fasano Salvador, Rafaela Meccia fala sobre objetivos à frente do cargo

A promoter baiana Rafaela Meccia é a nova integrante do Grupo Fasano. Ao lado de Licia Fábio, irá comandar a área de Relações Públicas do restaurante e hotel Fasano Salvador. Aqui, ela compartilha os seus principais objetivos à frente do cargo.  
 
Na sua trajetória profissional, o que representa assumir o posto de PR do Fasano Salvador?  

Depois de vários anos trabalhando como promoter, entrar para o Grupo Fasano é uma conquista muito importante, por admirar muito a marca e o trabalho sério que eles desenvolvem no ramo de hotelaria e gastronomia. Esta é uma marca que sempre admirei! Tive a honra de fazer alguns trabalhos em parceria com a marca anteriormente, e agora concretizar essa união me deixa muito feliz. Espero me dedicar e honrar o peso que o Fasano representa e que construiu. 
 
  Como será conciliar suas atividades como promoter no Rio de Janeiro e este novo desafio em Salvador? 
 
Depois da pandemia, o trabalho online ficou mais respeitado. Tenho 4 anos morando no Rio e durante esse tempo continuei com minha empresa em Salvador, atendendo aos clientes de eventos e trabalhando como promoter. Mantive minha relação com a cidade, o mercado, os amigos e fornecedores.  Sempre com muita seriedade em tudo que me dedico. Mas o Fasano me fará estar ainda mais presente em Salvador. 
 
Quais são seus planos para o Fasano Salvador? 
 
Aproximar e conectar cada vez mais os baianos com a marca. A Bahia precisa valorizar o que tem de melhor na terra e o Fasano é uma dessas coisas. Trazer a hotelaria e a gastronomia para o cotidiano dos baianos e recepcionar os nossos turistas, integrando o time Fasano nessa atuação, que já vem sendo realizada com maestria. Espero realizar um trabalho contínuo, vestindo a camisa, e me dedicando muito como em tudo o que faço! 
 
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10 Jun 2021

"Tem muita gente em busca de holofotes", diz Coronel sobre CPI da Covid

O senador Angelo Coronel (PSD) afirmou que integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado estão em busca de holofotes. Para ele, a CPI está "muito em cima da cloroquina", e deveria focar mais no sentido de pressionar o governo federal para comprar mais vacinas contra o coronavírus.

"Ate então a CPI tem muita gente em busca de holofotes, muito em cima da cloroquina. Eu acho que o que se tem que fazer são pressões para que o governo compre mais imunizantes. Esse negócio de ficar debatendo em CPI cloroquina para mim não vai à frente, porque é coisa do passado. Nós temos que pensar no presente e no futuro", afirmou, em entrevista ao Alô Alô Bahia.

Questionado pela reportagem, citou o senador cearense Eduardo Girão (Podemos). "É candidato a governador do Ceará, aí sai atirando pra todo lado para aparecer", disse.

"Criminalizar alguém só depois do relatório final, que o Ministério Público vai ver as provas acostadas e vai abrir inquérito ou não. Temos que pensar em salvar vidas de hoje para a frente. Qual o papel da CPI? Ela investiga, encaminha para o Ministério Público e cabe ao Ministério Público abrir processo ou não. Se o Ministério Público ver que no relatório final não foram acostadas provas concretas, ele pode simplesmente arquivar toda a investigação", complementou.

Coronel ainda se posicionou contra a abertura do Senado neste momento. "Não adianta reabrir o Senado, que é uma Casa que é um mundo de gente todo dia. O Senado é um covidário, já morreram três senadores, assessores. Ninguém pode arriscar", finalizou.
 
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7 Jun 2021

Escritor baiano Flavio Fernandes conta como a escrita o ajuda a lidar com uma doença autoimune

O escritor e advogado soteropolitano Flavio Fernandes, que em 2018 teve um diagnóstico de policondrite recidivante – doença autoimune que provoca a inflamação das cartilagens, encontrou na escrita um meio para lidar com os desafios da doença e levou sua experiência para as páginas do livro Contos de Awnya: RAVEL. 

Em entrevista inédita, Flavio conta mais sobre a doença, o processo de tratamento e a escrita do livro, além de revelar detalhes exclusivos da obra e deixar uma mensagem inspiradora para os leitores.

Por que você decidiu, entre tantos gêneros, escrever uma fantasia? Teve algum escritor ou escritora como inspiração?

Flavio Fernandes: Fantasia, especificamente fantasia medieval, sempre foi meu gênero favorito. Desde pequeno me divertia com as histórias de “Willow na terra da magia”, Krull, entre outros. Na adolescência, através de jogos de RPG descobri Tolkien e foi amor à primeira vista. Então, por amar tanto esse gênero não teria como ser diferente. Grande parte de meu repertório de histórias são ambientadas em mundos fantásticos, especialmente no mundo de Awnya. Minhas grandes referências como escritor são JRR Tolkien e Andrzej Sapkowski.

Como surgiu sua paixão pelas histórias fantásticas?

Flavio Fernandes: Vem desde pequeno. Quando criança eu passava as tardes assistindo tokusatsus. Acredito que ali foi plantada a semente do fantástico em minha mente. Depois vieram os animes, os quadrinhos os jogos etc. A escrita foi um pouco mais tarde, surgiu quando e tinha 15 anos. Foi quando eu decidi escrever as primeiras histórias no mundo de Awnya, muito influenciado pela leitura de O senhor dos Anéis de Tolkien.

Na história, Ravel é um mago que tem alergia à sua própria magia. Quais desafios ele teve de enfrentar para chegar à autoaceitação? E na sua vivência pessoal, como isso ocorreu?

Flavio Fernandes: Alerta de Spoiler! Acredito muito que somos moldados pelo o que pensamos e acreditamos. Então, eu trouxe para o mundo de Awnya essa questão e fiz a metáfora com a magia. O mago precisa de uma mente afiada para conjurar feitiços. A partir do momento que essa mente adoece, sua habilidade também fica prejudicada. Então, os desafios que Ravel teve que passar, são aqueles que remeteram às suas próprias falhas. No meu caso, foi pura experimentação. A doença destaca os meus sentimentos e meu corpo. Percebi que a raiva, a ansiedade e o medo a potencializavam. E, agora, controlada, ela “belisca” meu corpo. Se estou ansioso, sinto o joelho fisgar, a cartilagem da orelha esquentar ou esterno doer, algo assim. Então, comigo foi um verdadeiro autoconhecimento. Compreendi como minha mente é capaz de me prejudicar. Assim, não foi difícil imaginar o contrário, como minha mente pode me ajudar.

De que forma a escrita te ajudou a superar o diagnóstico da policondrite recidivante? 

Flavio Fernandes: O ato de escrever, para mim, já serve de terapia, pois é algo que amo fazer. Então tudo que te proporciona prazer, já funciona como um remédio que acalma, descansa e desestressa. Porém, este livro em especial me ajudou porque eu precisei revisar em minha mente os fatos que antecederam o eclodir da doença. Com essa compreensão, estou conseguindo lidar melhor com ela. Consigo me antecipar a crises e a superar as que não consigo evitar.

Qual é a principal mensagem que "Contos de Awnya: RAVEL" traz aos leitores?

Flavio Fernandes: Nossa mente, nosso poder! Esse lema das escolas de magias do mundo Awnya é repetido várias vezes durante o livro e eu acredito que ele resume bem a lição da obra. Cuidado com o que pensa, com o que deseja, com o que almeja. Cuide de sua mente, semeie pensamentos positivos e faça o bem. Às vezes, temos um peso escondido em nosso subconsciente que carregamos com dor e nem percebemos. Contos de Awnya: RAVEL é um convite para a reflexão sobre o peso que levamos sem nos dar conta de suas implicações materiais.

Como se deu o processo de criação do protagonista? Quais são as semelhanças que ele tem com você?

Flavio Fernandes: Eu adoro magos! Em jogos de RPG eu sempre interpreto um mago. Então, já era um desejo antigo escrever um livro com um mago sendo protagonista. Quando me veio a ideia de usar a doença para ser retratada no livro, nada melhor que um mago para conduzir essa mensagem, afinal, qual herói usa tanto a sua mente como fonte de poder?  

Além desse lançamento, você pretende publicar outros livros ou uma continuação para a história?

Flavio Fernandes: Sim! As aventuras no mundo de Awnya estão só começando. No meu site flavioasfernandes.com.br tem uma aba de contos e um mapa do mundo. Ou seja, tem muitos lugares para serem explorados. A fantasia tem a grande vantagem de poder exagerar fenômenos do nosso dia a dia de forma que se tornem mais fáceis a sua compreensão.



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