Lázaro Ramos revela que pediu ajuda de Wagner Moura para levar ‘Feito Pipa’ ao Oscar

Lázaro Ramos revela que pediu ajuda de Wagner Moura para levar ‘Feito Pipa’ ao Oscar

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 07/10/2026 às 19:01

Lázaro Ramos decidiu recorrer à experiência de nomes que já passaram pelo circuito internacional do cinema para preparar a campanha de “Feito Pipa”, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027. Durante a première do filme no Festival do Rio, na última terça-feira, no Centro Cultural FGV, em Botafogo, o ator contou que pediu ajuda a Wagner Moura para contatos e orientações em Los Angeles.

“Conversei, já pedi ajuda, já pedi telefone de gente para nos ajudar nas cerimônias lá em Los Angeles, e ele está ajudando super. Isso é muito legal”, contou Lázaro em entrevista ao jornal Extra. Amigo de longa data e compadre do ator, Wagner Moura viveu recentemente uma experiência semelhante com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. No início deste ano, ele ganhou o Globo de Ouro de melhor ator pelo filme e também foi indicado ao Oscar na mesma categoria. O longa concorreu ainda a melhor filme internacional, embora não tenha levado as estatuetas.

Lázaro também procurou Walter Salles, diretor de “Ainda Estou Aqui”, produção que fez história ao se tornar o primeiro longa brasileiro vencedor do Oscar, em 2025. O filme disputou outras duas categorias da Academia e rendeu a Fernanda Torres o Globo de Ouro de melhor atriz. Para Lázaro, a experiência acumulada por Salles e Wagner pode ajudar a nova produção brasileira durante a campanha. “A galera que veio antes, o Walter Salles e o Wagner, foram super acolhedores, dando conselhos, falando das coisas. Isso é muito importante porque, dessa forma, vamos fortalecendo a nossa indústria”, afirmou.

“Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, acompanha Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um menino queer de 12 anos apaixonado por futebol e arte. Criado pela avó Dilma, personagem de Teca Pereira, ele vive em um ambiente afetuoso e que estimula sua criatividade. A situação muda quando ela recebe o diagnóstico de Alzheimer e o garoto passa a enfrentar a possibilidade de morar com o pai, Batista, vivido por Lázaro Ramos, um homem ausente e preconceituoso.

Para Lázaro, a indicação do filme para representar o Brasil chega em um momento de grande expectativa em torno do Oscar. “O filme é representante do Brasil para tentar concorrer ao Oscar. Isso é uma responsabilidade grande porque depois de ‘O Agente Secreto’ e ‘Ainda Estou Aqui’ o Brasil está tratando o Oscar como se fosse futebol”, disse. O ator destacou ainda os temas abordados pela produção. “O filme tem vários temas, aborda o Alzheimer, uma criança queer, um pai que é incapaz de amar o filho do jeito que ele é. E ele tem um tom que conecta as pessoas a partir da emoção com temas urgentes”, afirmou.

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