Bahia perde de virada para o Remo, cai na Copa do Brasil e amplia crise em 2026; veja melhores momentos

Bahia perde de virada para o Remo, cai na Copa do Brasil e amplia crise em 2026; veja melhores momentos

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 14/05/2026 às 09:04 / Leia em 5 minutos

O Bahia voltou a perder para o Remo e está eliminado da Copa do Brasil de 2026. Na noite de quarta-feira, 13 de maio, no Mangueirão, em Belém, o Tricolor até saiu na frente, mas levou a virada por 2 a 1 no jogo de volta da quinta fase e caiu com 5 a 2 no placar agregado. Erick marcou para o time baiano, enquanto Patrick e Picco fizeram os gols da equipe paraense, que confirmou a vantagem construída na ida e avançou às oitavas de final.

Bahia começa vivo, mas não sustenta o controle

O Bahia entrou em campo pressionado pela derrota por 3 a 1 na Arena Fonte Nova e precisava de uma atuação quase perfeita para reabrir a disputa. O gol de Erick, aos 21 minutos do primeiro tempo, deu ao time de Rogério Ceni o cenário que buscava: presença no campo ofensivo, bola parada bem aproveitada e pressão sobre um Remo que tinha margem para administrar.

O problema foi que o Tricolor não conseguiu transformar o gol em domínio emocional e tático. Mesmo com mais necessidade de propor o jogo, a equipe voltou a mostrar dificuldade para equilibrar ocupação ofensiva e proteção contra as respostas do adversário. O empate de Patrick, ainda no primeiro tempo, reduziu o impacto da reação baiana e recolocou o Remo em uma zona de conforto no confronto.

Remo joga o agregado e pune no momento certo

O Remo fez uma partida ajustada ao contexto da eliminatória. Com a vantagem do jogo de ida, o time de Léo Condé não precisou acelerar a todo momento, mas soube competir nos duelos, controlar zonas de risco e explorar os espaços deixados por um Bahia cada vez mais exposto. A equipe paraense teve maturidade para não se desorganizar depois de sofrer o primeiro gol.

No segundo tempo, quando o Bahia aumentou o volume e passou a empilhar chegadas, o Remo resistiu com Marcelo Rangel participativo e uma linha defensiva exigida dentro da área. A virada saiu nos acréscimos, com Picco, após jogada de Alef Manga pela esquerda. Foi um gol que não apenas decidiu a partida, mas simbolizou a diferença de eficiência entre os times na série: o Remo soube transformar momentos de transição e segunda bola em vantagem concreta.

Três gols anulados expõem noite de frustração tricolor

O segundo tempo concentrou a maior parte da frustração do Bahia. A equipe marcou três vezes, mas teve todos os gols anulados pela arbitragem. O lance de Everaldo foi invalidado após revisão no VAR por toque de mão de Acevedo no início da jogada. Depois, Rodrigo Nestor teve gol anulado por falta em Marllon. Erick também voltou a balançar a rede, mas o lance não foi confirmado.

Mais do que uma sequência de decisões desfavoráveis, os gols anulados ajudam a explicar o roteiro da eliminação. O Bahia teve presença ofensiva e criou situações para pressionar o adversário, mas não conseguiu converter esse volume em vantagem válida no placar. A equipe insistiu, cruzou, atacou a área e obrigou o Remo a defender baixo em vários momentos, porém faltou precisão técnica e controle nos detalhes que definem mata-mata.

Escolhas de Ceni aumentam presença ofensiva, mas deixam brechas

Rogério Ceni tentou alterar o ritmo da partida no intervalo com a entrada de Rodrigo Nestor no lugar de Jean Lucas. A mudança buscava mais passe e aproximação por dentro, em um cenário no qual o Bahia precisava empurrar o Remo para trás. Depois, o treinador também acionou nomes como Erick Pulga e Ademir para aumentar profundidade e agressividade pelos lados.

As alterações deram mais presença ao Bahia no campo ofensivo, mas também deixaram o time mais vulnerável quando perdia a bola. O Remo encontrou espaços para respirar e atacar nas costas da pressão. A partida mostrou um Bahia com volume, mas pouco controle de risco. Quando precisava acelerar, a equipe se alongava; quando tentava cercar a área, deixava corredores para o adversário sair.

Eliminação pesa pela repetição contra o mesmo adversário

A queda tem peso maior porque o Remo voltou a superar o Bahia em um intervalo curto. Antes da derrota por 2 a 1 no Mangueirão, o time paraense já havia vencido o Tricolor por 3 a 1 no jogo de ida da Copa do Brasil e também por 4 a 1 pelo Campeonato Brasileiro. A repetição do confronto escancarou dificuldades que vão além de um resultado isolado.

Para o Bahia, a eliminação representa perda esportiva importante e aumenta a pressão sobre o trabalho na temporada. O time deixa a Copa do Brasil antes das oitavas, depois de uma série em que sofreu cinco gols e não conseguiu impor a diferença técnica esperada contra o Remo. Para a equipe paraense, a classificação confirma uma eliminatória consistente, com vantagem construída fora de casa e administrada com competitividade em Belém.

O resultado obriga o Bahia a redirecionar forças para o Campeonato Brasileiro e a buscar respostas rápidas em desempenho, organização e confiança. Já o Remo sai fortalecido, com uma vaga nas oitavas de final e a sensação de ter vencido não apenas uma partida, mas uma série em que foi mais eficiente, mais estável e mais preparado para jogar o contexto do mata-mata.

 

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