Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, é preso em operação da PF

Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, é preso em operação da PF

Redação Alô Alô Bahia

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Fotos de Ana Paula Paiva e Paulo H. Carvalho/Agência Brasília via O Globo

Publicado em 14/05/2026 às 08:34 / Leia em 3 minutos

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e uma suposta estrutura clandestina de intimidação ligada ao conglomerado financeiro.

Henrique Vorcaro foi preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). A operação também mira pessoas ligadas às ações de Luiz Phillipi Mourão, apontado pelos investigadores como sicário de Vorcaro.

Segundo a PF, esta nova fase busca aprofundar as investigações sobre suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos.

De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, Henrique Vorcaro era responsável por solicitar serviços e efetuar pagamentos a integrantes de grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, nos quais seriam articulados crimes de coação e vazamento de informações.

A Polícia Federal afirma que, sob comando de Daniel Vorcaro, o grupo mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada chamada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de dados sigilosos e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foram autorizadas medidas de afastamento de cargos públicos, além de bloqueio e sequestro de bens.

Segundo a TV Globo, entre os investigados estão Henrique Vorcaro, alvo de prisão preventiva; um agente da PF, também alvo de prisão; uma delegada da PF e um agente aposentado da corporação, ambos alvos de mandados de busca e apreensão. Os investigados poderão responder por ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Segundo os investigadores, Henrique Vorcaro atuava como um dos operadores financeiros do esquema e, em alguns casos, fazia demandas diretamente aos integrantes da estrutura investigada, um dos fatores que embasaram sua prisão. As investigações apontam ainda que ele teria solicitado consultas em sistemas sigilosos de forças de segurança para verificar a existência de investigações contra o grupo. O Ministério Público Federal teria sido alvo de três ataques entre 2024 e 2025.

Além disso, agentes da Polícia Federal investigados no caso são suspeitos de fornecer informações privilegiadas ao grupo.

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