Fifa desiste de vender participação da Copa do Mundo após reação de confederações

Fifa desiste de vender participação da Copa do Mundo após reação de confederações

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 31/07/2026 às 21:31 / Leia em 2 minutos
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A Fifa anunciou nesta sexta-feira que desistiu do projeto de vender participações minoritárias em uma empresa que seria criada para administrar suas principais competições, entre elas a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. A decisão foi comunicada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, apenas três dias após a apresentação da proposta.

Em nota oficial, a Fifa afirmou que a iniciativa só avançaria caso recebesse apoio da maioria das associações nacionais filiadas e após um amplo processo de consultas. Segundo a entidade, as manifestações recebidas mostraram que o projeto gerou divergências incompatíveis com os objetivos pretendidos. “Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral”, informou a nota. Em outro trecho, a entidade acrescentou: “Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar”.

O plano havia sido apresentado na última terça-feira e previa a criação de uma empresa responsável pela operação das principais competições organizadas pela Fifa. A expectativa era arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões, o equivalente a R$ 21,5 bilhões, com a venda de participações minoritárias. Para entrar em vigor, a proposta dependeria da aprovação das 211 associações nacionais filiadas à entidade, que teriam até 19 de setembro para se posicionar.

A resistência ao projeto surgiu rapidamente. A Uefa foi a primeira confederação a se manifestar e informou que seus 55 membros poderiam boicotar futuras competições organizadas pela Fifa caso a medida fosse aprovada. Em seguida, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também divulgaram notas oficiais contrárias à proposta. As demais confederações continentais, entre elas a Conmebol, optaram por discutir o tema internamente antes de se posicionarem. A entidade sul-americana se pronunciou apenas nesta sexta-feira, poucas horas antes do anúncio oficial do recuo da Fifa.

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