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Apontado como a principal promessa do tênis brasileiro na atualidade, João Fonseca, de 19 anos, lida constantemente com a sombra de uma lenda do esporte nacional: Gustavo Kuerten. No entanto, o jovem talento prefere desviar do peso de ser apontado como o sucessor do tricampeão de Roland Garros para conseguir traçar o seu próprio caminho no circuito profissional.
A relação com o legado do ex-tenista foi abordada por Fonseca durante uma entrevista ao programa CNN Esportes S/A, que será transmitida neste domingo (2). Ao comentar sobre os paralelos traçados pelo público e pela mídia, o atleta foi categórico sobre seus objetivos.
“Esse é meu foco, não sinto pressão pelo lado do Guga, de ser um novo Guga. Eu quero ser um novo João”, cravou. O tenista entende que as comparações são inerentes ao esporte de alto rendimento e pontua que utilizar essa realidade a seu favor tem sido fundamental para a sua evolução mental.
O atleta admitiu, contudo, que a situação nem sempre foi encarada com essa mesma naturalidade. No início de sua trajetória, as expectativas externas e os debates sobre quem teria o melhor desempenho acabavam gerando uma autocobrança excessiva.
“No começo, eu me pressionava um pouco mais, tipo ‘será que eu vou conseguir fazer como ele fez’, mas atualmente eu penso em fazer minha história”, revelou.
Hoje, amparado por uma equipe estruturada e ciente do próprio esforço nos bastidores, Fonseca garante que a prioridade não é replicar os passos do ídolo brasileiro, mas sim buscar o seu potencial máximo de forma individual.
“Sei que estou trabalhando muito duro, sei que tenho uma equipe boa, então é seguir nesse caminho, com a cabeça em tentar fazer a minha história, em ser eu, e assim crescer, ser a minha melhor versão”, concluiu.