A queda do dólar frente ao real fez os brasileiros gastarem mais em viagens internacionais nos primeiros seis meses de 2026. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, as despesas no exterior somaram US$ 12,61 bilhões entre janeiro e junho, o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1995.
O montante representa um crescimento de 22,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, refletindo o aumento das viagens, compras e consumo de serviços fora do Brasil.
O movimento foi favorecido pela desvalorização da moeda norte-americana. No acumulado do semestre, o dólar caiu 6,87%, passando de R$ 5,49 no início do ano para R$ 5,16 no fim de junho, tornando destinos internacionais mais acessíveis para os brasileiros.
De acordo com o Banco Central, a valorização do real foi influenciada pelo cenário internacional, especialmente pelo aumento da demanda por petróleo, que favoreceu países exportadores como o Brasil e atraiu investimentos estrangeiros.
Somente em junho, os brasileiros desembolsaram US$ 2,2 bilhões em viagens ao exterior. No mesmo período, turistas estrangeiros gastaram US$ 800 milhões no Brasil, resultando em um déficit de US$ 1,4 bilhão na conta de viagens internacionais.
Enquanto cresce o número de brasileiros viajando para fora, a Bahia também registra um avanço no turismo internacional. Dados da Embratur mostram que Salvador recebeu 114.376 passageiros internacionais por via aérea no primeiro semestre, alta de 43% em comparação com o mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado pela ampliação das conexões internacionais e pelo aumento no fluxo de visitantes de países como Estados Unidos, Argentina e China.