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A Fifa abriu uma consulta para medir os efeitos de uma Copa do Mundo com 64 seleções em 2030. Uma agência independente será contratada para analisar os impactos esportivos, comerciais e operacionais da mudança, que acrescentaria 16 participantes ao formato utilizado em 2026.
As empresas interessadas deverão apresentar propostas até 7 de agosto. A escolhida será anunciada no dia 14 e terá quatro semanas para concluir o relatório, com entrega prevista para 11 de setembro. O prazo acelerado indica que a entidade pode avançar com a discussão ainda em 2026.
O estudo avaliará o equilíbrio competitivo, o processo de classificação, o bem-estar dos jogadores, o calendário internacional e a capacidade dos países-sede. A consultoria também deverá calcular receitas adicionais com ingressos, patrocínios e direitos de transmissão.
“A recomendação final deve demonstrar não apenas se um torneio de 64 seleções pode gerar valor adicional, mas se esse valor é sustentável”, afirma o documento. A análise também precisará considerar os riscos de queda na qualidade das partidas, saturação comercial e maior complexidade logística.
A proposta foi apresentada inicialmente pela Conmebol como parte das comemorações do centenário do Mundial. Marrocos, Portugal e Espanha receberão a maior parte dos jogos, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai sediarão uma partida cada. Uefa e dirigentes asiáticos já manifestaram resistência a uma nova ampliação, após a edição de 2026 elevar o número de participantes de 32 para 48.