Gianni Infantino afirmou nesta quarta-feira (29) que a entrada de investidores privados nas operações comerciais da Fifa dependerá da aprovação da maioria das 211 federações filiadas e do Conselho da entidade. Segundo o dirigente, a proposta está em fase de consulta e não representa uma decisão já tomada.
O projeto prevê a criação da Fifa Forward Enterprise, subsidiária que concentraria direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento, venda de ingressos e organização dos torneios. A nova empresa seria avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, com a possibilidade de investidores comprarem uma participação minoritária e sem poder de controle.
A Fifa pretende captar até US$ 4,2 bilhões com a operação, mas manteria a maioria das ações e a autoridade exclusiva sobre regulamentos, formatos das competições e calendário internacional. O presidente também garantiu que os investidores não participariam das decisões esportivas.
Parte dos recursos seria usada para ampliar o programa de desenvolvimento da entidade. O repasse previsto para cada federação no ciclo de 2027 a 2030 subiria de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. As associações ainda poderiam aderir a um fundo opcional e receber até outros US$ 20 milhões para projetos de infraestrutura, formação de atletas e fortalecimento de seleções.
Ao defender a proposta, o dirigente citou Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, seleções que disputaram a Copa do Mundo pela primeira vez após receberem investimentos do programa Fifa Forward. “Queremos ajudar a criar os novos ‘Cabos Verdes’”, declarou. O plano, porém, enfrenta resistência de entidades como Uefa, Concacaf e Confederação Asiática, que questionam a falta de consulta prévia e a abertura das receitas do futebol a grupos privados.