Após 16 dias no cargo, Maldini e Leonardo renunciam após veto a Pirlo e ampliam crise na Itália

Após 16 dias no cargo, Maldini e Leonardo renunciam após veto a Pirlo e ampliam crise na Itália

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação/FIGC

Publicado em 27/07/2026 às 17:38 / Leia em 2 minutos

Paolo Maldini e Leonardo decidiram renunciar aos cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta segunda-feira (27), apenas 16 dias após serem anunciados. A saída foi comunicada ao presidente da entidade, Giovanni Malagò, que ainda tenta evitar o rompimento definitivo com os dois dirigentes.

Maldini havia assumido a direção técnica das seleções italianas, enquanto Leonardo trabalhava como seu assessor. A dupla foi contratada em 11 de julho para comandar a reconstrução esportiva da Itália, que ficou fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.

O desgaste aumentou após a FIGC desistir de contratar Andrea Pirlo para substituir Gennaro Gattuso. Escolhido por Maldini e apoiado por Leonardo, o treinador perdeu força devido à relação comercial com a Fonbet, empresa russa de apostas esportivas. A ligação provocou críticas de políticos italianos em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.

Pirlo afirmou que foi informado na noite de domingo de que não era mais candidato ao cargo. Ao comentar a controvérsia, o ex-meio-campista declarou que a parceria com a empresa tem natureza “exclusivamente comercial e esportiva” e rejeitou qualquer associação de seu trabalho com posicionamentos políticos.

Malagò buscou convencer Maldini e Leonardo a permanecerem e discutirem outras opções para o comando da seleção, mas os dois não aceitaram continuar o projeto sem autonomia sobre a escolha do treinador. As renúncias ainda devem passar pelos procedimentos formais da entidade, que realizará uma reunião do Conselho Federal nesta terça-feira (28).

Sem Pirlo e com a saída dos responsáveis pela reformulação esportiva, a FIGC volta a procurar um técnico e pode precisar também de um novo diretor. A crise na Itália interrompe um projeto iniciado há menos de um mês e aumenta a pressão sobre Malagò para reorganizar a seleção antes dos próximos compromissos oficiais.

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