Thiago Motta entrou na lista de candidatos ao comando da seleção italiana nesta segunda-feira (27), depois que a federação descartou Andrea Pirlo por sua ligação comercial com uma casa de apostas russa. A entidade procura um treinador para iniciar o ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030.
Nascido no Brasil e naturalizado italiano, o ex-jogador está sem clube desde que deixou a Juventus, em março de 2025. O trabalho de maior destaque do treinador foi no Bologna, levado à Liga dos Campeões com uma proposta baseada na posse de bola e na pressão sobre o adversário.
O nome do ítalo-brasileiro surgiu durante uma tentativa de acordo entre o presidente da Federação Italiana de Futebol, Giovanni Malagò, o diretor técnico Paolo Maldini e o consultor Leonardo. Questionado sobre a possibilidade, o dirigente afirmou: “Agora não posso dizer nem sim, nem não, a respeito de qualquer nome”.
A alternativa, porém, não evitou a ruptura interna. Maldini e Leonardo renunciaram aos cargos apenas 16 dias depois de assumirem as funções, insatisfeitos com o veto a Pirlo, escolhido pela dupla após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola.
Pirlo deixou a disputa depois das críticas ao contrato como embaixador da Fonbet. O ex-meia sustentou que a parceria tinha caráter exclusivamente comercial e esportivo, mas a federação considerou que o vínculo poderia provocar desgaste institucional. Roberto Mancini e Antonio Conte também aparecem entre as opções avaliadas para substituir Gennaro Gattuso.
A Itália tenta reorganizar a seleção após ficar fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Silvio Baldini ocupa o cargo interinamente, enquanto a equipe se prepara para enfrentar Bélgica e Turquia, em setembro, pela Liga das Nações.