O Grupo Casas Bahia protocolou, na noite deste domingo (16), um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida busca reorganizar as finanças da companhia e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O processo envolve a Casas Bahia e outras nove empresas do grupo. Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador, e o pedido foi apresentado ao Foro Central Cível de São Paulo.
A empresa informou que pretende manter normalmente o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções significativas para os consumidores durante o processo.
Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, a decisão ainda precisará ser ratificada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
O anúncio acontece em meio a um processo de reestruturação da companhia. Na última semana, a Casas Bahia fechou 298 lojas e desligou cerca de 1,9 mil funcionários, segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico.
Também neste domingo, o grupo apresentou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. Entre abril e junho, a companhia registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões. Segundo a empresa, R$ 9,1 bilhões desse montante correspondem a ajustes contábeis extraordinários e despesas relacionadas ao plano de reestruturação, sem impacto imediato no caixa.

Casas Bahia pede recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 17,3 bilhões

Casas Bahia pede recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 17,3 bilhões
Mudanças na administração
A Casas Bahia também anunciou mudanças na alta administração. Fábio Spina, vice-presidente Jurídico e Tributário desde 2024, deixou o cargo e continuará prestando serviços de consultoria durante o processo de reestruturação.
Para a função, foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
Os conselheiros Jackson Schneider e Rogério Calderón também deixaram o Conselho de Administração. Com as mudanças, Cláudia Quintella Woods passa a integrar o Comitê de Auditoria Estatutário, enquanto André Luiz Helmeister assume uma vaga no Comitê de Finanças.