São Paulo recebeu, neste domingo (16), a 4ª Marcha para Exú, manifestação que reuniu religiosos de matriz africana, simpatizantes e caravanas de diferentes cidades e estados brasileiros na Avenida Paulista. A concentração aconteceu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Criada em 2023 pelo umbandista Jonathan Pires, a Marcha para Exu chega à quarta edição como um espaço de manifestação religiosa e cultural, além de chamar atenção para o combate à intolerância religiosa e a valorização das tradições afro-brasileiras.
Durante o evento, participantes ocuparam a Avenida Paulista vestidos, em sua maioria, de vermelho e preto, cores associadas a Exú. Tambores e atabaques acompanharam cânticos e danças, enquanto manifestações culturais como capoeira e maracatu também integraram a programação.
Desde a primeira edição, a marcha passou a reunir diferentes segmentos das religiões afro-brasileiras, além de sacerdotes, sacerdotisas, artistas, produtores culturais, influenciadores e simpatizantes.
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Combate à intolerância religiosa
Um dos principais objetivos da mobilização é combater a associação de Exú ao demônio, interpretação construída historicamente a partir de perspectivas externas às religiões de matriz africana e que não corresponde à compreensão da divindade dentro dessas tradições.
A marcha busca, assim, ampliar o conhecimento sobre Exu e dar visibilidade à liberdade religiosa e ao enfrentamento do preconceito contra as religiões de matriz africana.