A única pessoa do grupo que sobreviveu ao acidente envolvendo mergulhadores italianos nas Maldivas sequer entrou na água. Uma estudante da Universidade de Gênova decidiu permanecer no iate antes da expedição em cavernas profundas no Atol de Vaavu, enquanto os outros cinco participantes seguiram para o mergulho fatal.
O grupo realizava atividade a cerca de 50 metros de profundidade quando ocorreu a tragédia. As circunstâncias ainda são investigadas.
Embora estivesse equipada para participar da descida, a estudante mudou de ideia pouco antes do início do mergulho. O motivo não foi divulgado.
Para autoridades e investigadores, seu relato pode ajudar a esclarecer os últimos momentos antes do desaparecimento.
“Ela decidiu permanecer a bordo. Pouco tempo depois, a tragédia aconteceu”, relatou o “Libero Quotidiano”.
Entre as linhas investigativas está a possibilidade de falha nos cilindros utilizados pelos mergulhadores.
“É provável que algo tenha dado errado com os cilindros de ar”, afirmou o médico Claudio Micheletto.
Segundo ele: “A morte por toxicidade do oxigênio, ou hiperóxia, é uma das mortes mais dramáticas que podem ocorrer durante um mergulho, um fim horrível”.
Outro fator apontado por especialistas é o pânico em ambiente de baixa visibilidade.
“Dentro de uma caverna a 50 metros de profundidade, basta um problema ou um ataque de pânico com um mergulhador. A agitação fará com que a água fique turva e pode prejudicar a visibilidade”, explicou Alfonso Bolognini.
As cinco vítimas incluíam pesquisadores, ambientalistas e profissionais ligados ao mergulho. Entre elas estavam Monica Montefalcone e sua filha, Giorgia Sommacal.
Antes do acidente, autoridades das Maldivas divulgaram avisos sobre intensificação da monção, ventos fortes e condições marítimas adversas.
Até agora, apenas o corpo de Monica foi localizado, em uma caverna a aproximadamente 60 metros de profundidade. A busca pelos demais continua.