Botafogo cai para a Chapecoense por 2 a 0 e dá adeus à Copa do Brasil na Arena Condá

Botafogo cai para a Chapecoense por 2 a 0 e dá adeus à Copa do Brasil na Arena Condá

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 15/05/2026 às 10:19 / Leia em 5 minutos

O Botafogo está eliminado da Copa do Brasil de 2026. Na noite de quinta-feira, 14 de maio, o time carioca perdeu por 2 a 0 para a Chapecoense, na Arena Condá, pela partida de volta da quinta fase, e viu a vantagem construída no jogo de ida desaparecer ainda no primeiro tempo. Como havia vencido por 1 a 0 no Rio de Janeiro, o Alvinegro caiu com 2 a 1 no placar agregado, enquanto a equipe catarinense avançou às oitavas de final.

Chapecoense muda a eliminatória antes do intervalo

A partida começou com o Botafogo tentando administrar o confronto com bola e presença no campo ofensivo. A equipe de Franclim Carvalho encontrou alguns espaços no início, especialmente quando conseguiu acelerar pelos lados e buscar Júnior Santos em profundidade. O problema foi transformar esse controle inicial em vantagem no placar. Sem finalizar com precisão, o Alvinegro manteve a Chapecoense viva no jogo.

A resposta catarinense veio com eficiência. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Marcinho recebeu após avanço de Ênio, cortou para dentro e finalizou de fora da área para abrir o placar. O gol alterou o peso emocional da eliminatória, porque igualou o agregado e tirou do Botafogo a margem de controle que tinha levado para Chapecó.

Nos acréscimos da etapa inicial, a Chapecoense encontrou o lance que decidiu a noite. Everton apareceu pela direita e cruzou para Bolasie desviar para a rede aos 49 minutos. O segundo gol obrigou o Botafogo a buscar ao menos um empate no agregado para levar a disputa aos pênaltis, mas também deu à equipe da casa o cenário ideal para defender mais baixo no segundo tempo.

Botafogo tem posse, mas pouca clareza no último terço

Depois do intervalo, o desenho do jogo ficou mais evidente. O Botafogo passou a empurrar a Chapecoense para perto da própria área, enquanto os donos da casa reduziram espaços, protegeram a faixa central e tentaram sair em contra-ataques. A equipe carioca teve volume, mas sofreu para criar chances limpas por dentro.

O Alvinegro insistiu em cruzamentos e bolas levantadas, caminho que favoreceu a defesa catarinense. Bastos e Alexander Barboza passaram a participar mais das ações ofensivas, mas a equipe perdeu fluidez quando precisava acelerar a circulação antes da recomposição adversária. A pressão existiu, porém faltou coordenação entre aproximação pelo meio, amplitude pelos lados e presença de área.

Banco aumenta a pressão, mas não resolve a falta de precisão

Franclim Carvalho mexeu no time em busca de mais agressividade. Entraram nomes como Santiago Rodríguez, Joaquín Correa, Kadir e Alex Telles, mudanças que aumentaram o número de jogadores próximos da área da Chapecoense. Ainda assim, a equipe continuou dependendo mais de bolas paradas, cruzamentos e rebotes do que de jogadas construídas com superioridade.

Na reta final, o Botafogo acumulou oportunidades. Barboza, Bastos, Joaquín Correa e Kadir estiveram envolvidos nas melhores chegadas, mas Anderson Paixão sustentou a vantagem da Chapecoense com defesas importantes. O goleiro foi decisivo porque respondeu nos momentos em que a defesa já não conseguia impedir todas as finalizações.

Chapecoense competiu melhor sem precisar dominar a bola

A classificação da Chapecoense passou menos por domínio territorial e mais por execução. A equipe de Fábio Matias soube aproveitar os momentos em que escapou da pressão, foi precisa nas finalizações do primeiro tempo e depois aceitou um jogo de resistência. Com a vantagem no placar agregado, o time catarinense fechou corredores, defendeu a área com intensidade e obrigou o Botafogo a atacar em condições pouco favoráveis.

O desempenho também teve peso coletivo. Marcinho deu profundidade e decisão no primeiro gol, Everton ofereceu a jogada que originou o segundo, Bolasie atacou bem a área e Anderson Paixão completou a atuação com segurança. A Chapecoense não precisou controlar a posse para controlar o tipo de chance que o adversário teria.

Eliminação amplia a cobrança sobre o Botafogo

Para o Botafogo, a queda pesa pela maneira como aconteceu. O time levou vantagem para a volta, começou a partida com boas condições de administrar o confronto, mas sofreu dois gols ainda no primeiro tempo e não encontrou repertório suficiente para reagir. Em uma competição eliminatória, a falta de contundência no início e a dificuldade para defender transições custaram caro.

A eliminação também interrompe uma rota importante na temporada. A Copa do Brasil oferecia ao clube uma possibilidade de título nacional e de premiação relevante, além de uma chance de resposta competitiva em meio a um calendário pressionado. Para a Chapecoense, o resultado reforça a confiança e leva a equipe às oitavas, com o mérito de ter revertido uma desvantagem contra um adversário de elenco mais pesado.

No balanço da eliminatória, a Chapecoense foi mais eficiente nos momentos decisivos, enquanto o Botafogo pagou por uma atuação irregular e por uma reação tardia. O 2 a 0 na Arena Condá não apenas definiu a vaga catarinense, mas expôs um problema concreto do Alvinegro em jogos de mata-mata, transformar volume ofensivo em controle real do placar.

 

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