12 May 2022
'Salvador tem grande potencial para disseminar a cultura ESG', afirma prefeito

"Esse é o ESG na prática. Ao avaliar toda a emissão de carbono desse evento, usamos o crédito de carbono gerado no nosso empreendimento, certificado pela Organização das Nações Unidas (ONU), para neutralizá-lo. Podemos dizer que esse é um evento totalmente verde e com todas as suas emissões neutralizadas", explicou Castro.
De acordo com diretor do Grupo Solví, a quantidade total do gás poluente neutralizado durante os dois dias de evento será divulgada ao final do fórum. O cálculo é baseado na emissão gerada no decorrer do evento somada à quantidade emitida no deslocamento dos participantes.
Funciona assim: os participantes do I Fórum ESG Salvador receberão um questionário no ato da inscrição, onde responderão a perguntas específicas com levantamentos prévios de dados do evento. Essas informações serão encaminhadas pela organização para a Battre, que realizará uma auditoria e, posteriormente, a neutralização das emissões de carbono.
Está é mais uma forma de garantir o cumprimento de um dos pilares da sigla ESG - em tradução livre: governança ambiental, social e corporativa -, uma vez que, de acordo com os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), o CO² é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.
REVEJA O PRIMEIRO DIA DO FÓRUM
Investimentos
Responsável pela abertura do Fórum ESG Salvador, ontem à noite, o prefeito Bruno Reis citou as qualidades que colocam Salvador no centro do investimento ESG: clima, belezas naturais e população plural. O problema de renda também foi reconhecido como outro fator de relevância para incentivar o investimento socioeconômico, representado pela letra S da sigla.
O chefe do executivo municipal ainda destacou que o crescimento do setor aponta uma previsão de um investimento mundial de US$ 30 trilhões em ESG até 2030. E descreveu as ações adotadas pela prefeitura de governança a favor de melhorias na preservação ambiental e avanços sociais que podem ajudar a atrair parte desses recursos par a capital baiana.
Entre elas está a meta de levar Salvador para a quarta posição no ranking de transparência fiscal do Brasil, no setor de governança. No quesito ambiental aparece o Programa Salvador Solar, o IPTU Verde, que oferece descontos às construtoras com projetos sustentáveis de imóveis, e o IPTU Amarelo, que concede descontos no imposto para quem adotar energia solar em Salvador. Já no campo social, destacam-se os programas Morar Melhor, Primeiro Passo e o Pé na Escola. Bruno também lembrou que 86% de recursos públicos são investido em áreas pobres.
Além das ações em curso, o prefeito pretende investir em maneiras de projetar a cidade no âmbito nacional para atrair empresas privadas com foco em trazer para a capital baiana mais atividades voltadas para a governança ambiental, social e corporativa. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, enfatizou o gestor, foi criada com esse foco e já garantiu a colaboração de empresas como o Nubank e a Quintess.
“Esse fórum vai ajudar a projetar ainda mais [a cidade] e a aumentar o debate sobre o tema. Eu posso assegurar a vocês que não há cidade no Brasil com o potencial tão grande para disseminar a cultura ESG como a nossa capital. E isso nós temos que mostrar para o mundo”, afirmou o prefeito.
O I Fórum ESG Salvador é um projeto realizado pelo Jornal CORREIO e Alô Alô Bahia com o patrocínio da Acelen, Unipar, Yamana Gold, Bracell, BAMIN, Socializa e Suzano, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e Sebrae, apoio de Contermas, Battre, Termoverde, Terra Forte, Hela, Retec, Ciclik, Larco, Grupo LemosPassos, Fundação Norberto Odebrecht e Hiperideal, parceria de Vini Figueira Gastronomia, Fernanda Brinço Produção e Decoração, Uranus2, TD Produções, Vinking e Suporte Eventos.
Foto: Elias Dantas/ Alô Alô Bahia. Siga o insta @sitealoalobahia.