O Atlético-MG venceu o Santos por 4 a 2 nesta quarta-feira, 16 de setembro, na Arena MRV, devolveu os dois gols de vantagem construídos pelo rival na ida e igualou o confronto em 4 a 4. Nos pênaltis, o Galo fez 3 a 1 com três defesas de Gabriel Delfim e avançou às semifinais da Copa Sul-Americana.
A pressão do Atlético impediu o Santos de administrar a vantagem
A necessidade de buscar dois gols não levou o Atlético a atacar de maneira desorganizada desde o início. A equipe de Eduardo Domínguez encurtou o campo, acelerou a circulação e encontrou jogadores entrando na área em vez de depender apenas de cruzamentos. O resultado apareceu quase imediatamente. Bernard marcou ainda nos primeiros segundos e mudou completamente o cenário emocional e tático da partida.
O segundo gol, de Reinier, aos 20 minutos, mostrou a principal dificuldade santista naquele período. O time de Cuca não conseguia esfriar o jogo com posse e tinha pouco espaço para preparar as transições que poderiam explorar o avanço mineiro. Fred participou diretamente dos dois primeiros gols e ajudou o Atlético a conectar meio e ataque com velocidade.
O Santos encontrou uma saída importante na bola parada, com Lyanco marcando contra após cobrança de Rollheiser. O lance obrigava novamente o Atlético a buscar dois gols, mas não alterou o domínio territorial. Antes do intervalo, Renan Lodi encontrou Reinier dentro da área, e o atacante marcou seu segundo gol. O 3 a 1 deixou o confronto novamente empatado no agregado.
A saída de Reinier e a entrada de Arthur Melo mudaram o controle do meio
O Atlético perdeu parte da intensidade depois do intervalo. Reinier, que havia funcionado como referência móvel e atacado bem os espaços entre os defensores, saiu com incômodo físico para a entrada de Cassierra. Ao mesmo tempo, o meio atleticano passou a oferecer mais espaço e permitiu que o Santos tivesse sequências mais longas com a bola.
Cuca aproveitou essa mudança ao colocar Arthur Melo. Com mais capacidade para receber sob pressão e encontrar passes por dentro, o Santos deixou de apenas resistir e começou a empurrar o adversário para trás. Foi justamente Arthur quem encontrou Gabigol aos 27 minutos. O atacante atacou o espaço diante de Gabriel Delfim e fez o 3 a 2, resultado que classificava o Peixe.
O gol santista expôs o risco assumido pelo Atlético. O time já não tinha o mesmo controle do primeiro tempo e precisava aumentar ainda mais a presença ofensiva. Domínguez respondeu retirando Lyanco para colocar Thiago Borbas, sacrificando proteção defensiva em troca de mais gente próxima da área.
Cuello transforma o abafa em gol e Delfim decide a classificação
A aposta final funcionou quando o relógio já pressionava o Atlético. Aos 47 minutos, Cuello antecipou a defesa em um cruzamento pela direita e marcou de cabeça. O 4 a 2 recompensou a insistência mineira pelo jogo aéreo e levou a eliminatória aos pênaltis.
Na disputa, a diferença deixou de ser coletiva e passou diretamente pelas mãos de Gabriel Delfim. O goleiro defendeu as cobranças de Gabigol, João Schmidt e Arthur Melo. Brazão ainda parou Fred, mas o Atlético converteu com Gustavo Scarpa, Igor Gomes e Thiago Borbas para fechar a série.
Classificado, o Atlético-MG aguarda o vencedor de Montevideo City Torque e Cienciano nas semifinais e ocupa o sétimo lugar do Brasileirão, com 39 pontos. O próximo jogo será contra a Chapecoense, sábado, às 16h, na Arena MRV. Eliminado da Sul-Americana, o Santos volta suas atenções ao Brasileiro, no qual está em décimo com 35 pontos, e visita o Remo no sábado, às 18h30, no Mangueirão.