A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode voltar a discutir o limite de jogadores estrangeiros nos clubes do país. Rodrigo Caetano, coordenador executivo geral das Seleções Masculinas, afirmou que o número crescente de atletas de fora do Brasil nos elencos levanta preocupações sobre o espaço disponível para jogadores formados nacionalmente.
Em entrevista à CNN, o dirigente também relacionou o tema à saída antecipada de jovens brasileiros para o futebol europeu. “Nossos atletas acabam saindo de forma precoce, muitas das vezes, não totalmente formados. Muitas vezes, chegam lá e ainda tem um tempo de adaptação. São muitos exemplos, como Vini Júnior, Endrick e, agora, Estêvão. Jogadores com potencial absurdo, mas demanda um certo tempo”, declarou.
A quantidade de estrangeiros permitidos por partida no Campeonato Brasileiro aumentou no início de 2024, quando os clubes aprovaram a mudança de sete para nove jogadores relacionados. Desde então, a presença de atletas estrangeiros nos times brasileiros passou a fazer parte do debate sobre o desenvolvimento e a utilização de jovens jogadores locais.
Caetano considera necessário reavaliar o cenário para encontrar maneiras de aumentar a participação de atletas jovens nas equipes principais. Para o dirigente, a presença elevada de estrangeiros pode diminuir as oportunidades para as promessas formadas no Brasil.
“Temos que reavaliar essa questão de uma maior utilização de jogadores jovens nas equipes principais por conta do alto número de estrangeiros no futebol brasileiro”, afirmou.