A Uefa afirmou neste sábado, 1º de agosto, que perdeu a confiança em Gianni Infantino após a Fifa desistir do plano de vender a investidores privados uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições.
A proposta previa a criação da FIFA Forward Enterprise, empresa avaliada em US$ 20 bilhões que administraria os negócios comerciais e operacionais dos torneios. Cerca de 20% da companhia seria oferecida a investidores, com a expectativa de arrecadar até US$ 4,2 bilhões.
Embora tenha celebrado o recuo, a entidade europeia afirmou que a retirada do projeto não encerra a crise. No comunicado, classificou a negociação conduzida por Infantino como um acordo “sórdido, de bastidores e opaco” e “tudo, menos transparente”. A confederação também cobrou uma investigação profunda sobre a elaboração da proposta e declarou que “nenhuma opção deve ser descartada”.
As federações da Inglaterra, da Noruega e do País de Gales apoiaram a reação coletiva das 55 associações europeias. A entidade inglesa pediu uma revisão “completa e robusta” da liderança e da governança da Fifa, enquanto outras federações também apontaram uma quebra de confiança provocada pela falta de consulta antes do anúncio.
Infantino comunicou que o projeto não seguirá adiante depois de reconhecer que a iniciativa criou divisões no futebol. A decisão, porém, abriu uma crise política antes da eleição presidencial da Fifa prevista para 2027. A organização europeia afirmou que começará a discutir uma nova forma de distribuir recursos pelo programa FIFA Forward e que a reconstrução da confiança na entidade mundial “está apenas começando”.