Queniano quebra barreira das 2 horas e faz história na Maratona de Londres

Queniano quebra barreira das 2 horas e faz história na Maratona de Londres

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Tom Jenkins/The Guardian

Publicado em 27/04/2026 às 08:07 / Leia em 2 minutos

O queniano Sabastian Sawe entrou para a história do atletismo neste domingo (26) ao se tornar o primeiro atleta a completar uma maratona oficial em menos de duas horas. Ele venceu a Maratona de Londres com o tempo de 1h59min30, superando o recorde mundial anterior de Kelvin Kiptum (2h01min25), registrado em abril de 2023.

Sawe, de 29 anos, cruzou a linha de chegada em frente ao Palácio de Buckingham após um ataque decisivo antes do quilômetro 30. Ele abriu vantagem sobre o etíope Yomif Kejelcha, que também fez história ao terminar em 1h59min41, marca impressionante em sua estreia na distância. O ugandense Jacob Kiplimo completou o pódio com 2h00min28.

O feito de Sawe supera a marca simbólica atingida por Eliud Kipchoge em 2019, quando correu abaixo de duas horas em um evento especial, mas sem homologação oficial por não seguir regras padrão de competição.

A prova masculina começou em ritmo intenso, com um grupo de seis corredores passando a metade do percurso em 1h00min29. Sawe e Kejelcha se destacaram na segunda metade, mantendo-se juntos até os quilômetros finais, quando o queniano acelerou para garantir a vitória e o recorde.

Na prova feminina, a etíope Tigst Assefa manteve o título e estabeleceu um novo recorde mundial em provas exclusivamente femininas, com 2h15min41, nove segundos mais rápido que sua própria marca anterior.

Assefa decidiu a corrida nos metros finais, superando as quenianas Joyciline Jepkosgei e Hellen Obiri, que travaram uma disputa apertada pelo segundo lugar. Obiri ficou com a vice-colocação (2h15min53), apenas dois centésimos à frente de Jepkosgei.

A 46ª edição da Maratona de Londres reuniu cerca de 59 mil corredores. A organização estuda ampliar o evento para dois dias a partir do próximo ano, o que pode elevar a participação para até 100 mil pessoas.

Além do desempenho esportivo, a prova também se destacou pelo impacto social: arrecadou £ 87,3 milhões (cerca de R$ 590 milhões) para instituições de caridade, um recorde mundial para eventos de um único dia.

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