A exposição ‘Vik Muniz – A olho nu’ encerrou sua temporada em Salvador consolidando um expressivo sucesso de público. Ao longo de três meses em cartaz no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, na Graça, a mostra recebeu 86.188 visitantes, sendo um dos grandes destaques da programação cultural recente da capital baiana.
Considerada a maior retrospectiva do artista já realizada no mundo, a exposição reuniu mais de 200 obras distribuídas em 37 séries, oferecendo ao público um panorama abrangente da trajetória de Vik Muniz. Com curadoria de Daniel Rangel, a mostra apresentou obras que exploram o uso de materiais inusitados como açúcar, chocolate, poeira e resíduos, resultando em imagens de forte impacto visual e simbólico.
Além de obras inéditas no Brasil, a montagem em Salvador contou com quatro peças produzidas especialmente para a cidade.
O público pô de conferir trabalhos como uma versão da Mona Lisa desenhada com geleia e pasta de amendoim, além de um retrato do imperador francês Napoleão moldado inteiramente em chocolate. O acervo também incluiu rostos de crianças caribenhas formados por açúcar, figuras construídas com lixo e até homenagens a estrelas de cinema feitas com diamantes emprestados por um colecionador.
O espaço também resgatou os registros de uma intervenção grandiosa realizada em 2002. Naquele ano, o brasileiro usou tratores para desenhar objetos gigantes do cotidiano, como uma torneira e uma tomada, no solo de áreas de mineração em Minas Gerais, fotografando o resultado final do alto de um helicóptero.