O Esporte Clube Vitória entrou com uma representação formal na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra a arbitragem da partida diante do Flamengo, disputada na última quarta-feira (22), pela Copa do Brasil. O clube baiano questiona decisões tomadas ao longo do jogo e solicita acesso aos áudios do VAR.
De acordo com o Vitória, houve “erros claros e manifestos” em três lances considerados passíveis de expulsão de jogadores adversários. A diretoria também demonstra preocupação com a atuação da arbitragem de vídeo, alegando falhas na aplicação do protocolo.
A partida, realizada no Maracanã, terminou com vitória do time carioca por 2 a 1. Ainda assim, o clube baiano afirma que as decisões da arbitragem impactaram diretamente o andamento do confronto.
Comunicado do Vitória na íntegra
“Ao
Comitê de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol e de Competições.
Ref.: Representação contra a arbitragem da partida entre Esporte Clube Vitória e Clube de Regatas Flamengo, pela Copa do Brasil 2026, realizada em 22 de abril de 2026.
O Esporte Clube Vitória, por meio deste expediente, vem, respeitosamente, à presença de Vossas Senhorias, apresentar representação formal em face da arbitragem da partida em epígrafe, conduzida pelo árbitro Anderson Daronco, auxiliado pelos assistentes Leila Moreira da Cruz e Michael Stanislau, bem como pelo quarto árbitro Lucas Coelho Santos, em razão de erros claros e manifestos que impactaram diretamente o andamento e a regularidade do jogo.
1. Dos lances contestados
1.1. Aos 2 (dois) minutos do primeiro tempo, o atleta Luiz de Araújo Guimarães Neto, do Clube de Regatas Flamengo, levantou o braço de forma deliberada e fora de disputa de bola e atingiu, com o cotovelo, o rosto do atleta Ramon Ramos Lima, do Esporte Clube Vitória, configurando, em tese, conduta violenta.
1.2. Aos 34 (trinta e quatro) minutos do segundo tempo, o atleta Giorgian Daniel de Arrascaeta Benedetti, do Clube de Regatas Flamengo, ao disputar a bola, atingiu o atleta Ramon Ramos Lima do Esporte Clube Vitória, de forma temerária, no tornozelo, colocando em risco sua integridade física, o que resultou, inclusive, em sua substituição.
1.3. Aos 39 (trinta e nove) minutos do segundo tempo, o atleta Saul Ñiguez realizou movimento adicional com o braço e atingiu o rosto do atleta Caique Gonçalves do Esporte Clube Vitória, em lance sem disputa direta de bola, circunstância que igualmente caracteriza conduta violenta.
2. Da atuação da arbitragem
Apesar da gravidade dos lances acima descritos, a equipe de arbitragem deixou de adotar as medidas disciplinares cabíveis, evidenciando erro de avaliação em momentos decisivos da partida.
A ausência de sanção adequada às infrações relatadas comprometeu a observância das regras do jogo e a proteção à integridade física dos atletas.
3. Da atuação do VAR
O Esporte Clube Vitória também manifesta preocupação quanto à atuação da equipe de arbitragem de vídeo (VAR), coordenada por Thiago Duarte Peixoto (SP).
Embora os lances apresentados fossem passíveis de revisão, não houve recomendação para revisão em campo, o que configura falha relevante na utilização do protocolo do VAR, especialmente em situações envolvendo possível conduta violenta e aplicação do cartão vermelho.
4. Do pedido
Diante do exposto, o Esporte Clube Vitória requer:
– A análise detalhada dos lances apontados;
– A adoção das medidas cabíveis em relação à equipe de arbitragem;
– O esclarecimento formal acerca dos critérios adotados nas decisões mencionadas.
Sem mais para o momento, o Esporte Clube Vitória renova seus protestos de elevada consideração e aguarda o posicionamento dessa Confederação quanto às providências a serem adotadas.”