Maior leilão da história do pré-sal arrecada R$ 530 milhões e vende sete áreas de exploração

Maior leilão da história do pré-sal arrecada R$ 530 milhões e vende sete áreas de exploração

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Tânia Rêgo / Agência Brasil

Publicado em 07/10/2026 às 16:02

O maior leilão de áreas para exploração de petróleo e gás do pré-sal terminou nesta quarta-feira (7) com sete dos 13 blocos oferecidos sendo vendidos. O resultado marcou um novo recorde: foi o leilão do pré-sal com o maior número de áreas arrematadas até agora.

Realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro, o leilão garantiu ao governo R$ 530 milhões em bônus de assinatura — valor pago pelas empresas para ter o direito de explorar as áreas. Se todos os 13 blocos tivessem sido vendidos, a arrecadação poderia chegar a R$ 1,24 bilhão.

Ao todo, 19 empresas estavam habilitadas a participar, mas apenas seis apresentaram propostas. Entre elas, quatro eram estrangeiras. Apesar do número de interessadas, não houve disputa direta por nenhum dos blocos: em cada uma das sete áreas vendidas, apenas uma empresa ou grupo apresentou proposta.

As brasileiras Petrobras e Prio ficaram com duas áreas cada. A norueguesa Equinor também levou duas, sendo uma delas em parceria com a portuguesa Galp. As chinesas CNOOC e Sinopec ficaram com outro bloco.

Investimentos previstos

As sete áreas vendidas ficam nas bacias de Santos e Campos, na costa do Sudeste. As empresas vencedoras se comprometeram a investir, no mínimo, R$ 778,4 milhões na exploração dos blocos.

Com o resultado, a área do pré-sal explorada pelo modelo de partilha aumenta 58% e chega a 39,2 mil quilômetros quadrados, área equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro.

O modelo de partilha funciona de uma maneira diferente de um leilão tradicional. As empresas não disputam apenas pelo direito de explorar uma área: elas também precisam oferecer ao governo uma parcela do petróleo que poderá sobrar depois que forem descontados os custos da produção.

Na rodada desta quarta-feira, todos os sete blocos vendidos tiveram propostas acima do percentual mínimo estabelecido pela ANP. O chamado ágio — diferença entre a oferta vencedora e o mínimo previsto — variou de 8% a quase 495%, com média de 108,38%.

Veja quais blocos foram vendidos

Magnetita

  • Vencedora: Prio
  • Parcela de petróleo excedente: 32,80%
  • Ágio: 132,79%

Hematita

  • Vencedora: Prio
  • Parcela de petróleo excedente: 7,18%
  • Ágio: 315,03%

Azurita

  • Vencedora: Petrobras
  • Parcela de petróleo excedente: 30%
  • Ágio: 139,81%

Jade

  • Vencedoras: CNOOC (70%) e Sinopec (30%)
  • Parcela de petróleo excedente: 18,20%
  • Ágio: 65,76%

Cruzeiro do Sul

  • Vencedora: Petrobras
  • Parcela de petróleo excedente: 15,27%
  • Ágio: 8,07%

Rubi

  • Vencedora: Equinor
  • Parcela de petróleo excedente: 25,02%
  • Ágio: 91,72%

Rodocrosita

  • Vencedoras: Equinor (70%) e Galp (30%)
  • Parcela de petróleo excedente: 15,52%
  • Ágio: 494,64%

Os blocos que não receberam propostas — Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita — poderão voltar a ser oferecidos em uma próxima rodada.

As empresas vencedoras ainda precisam cumprir outras etapas, como apresentar documentos e pagar os bônus de assinatura. A previsão é de que os contratos sejam assinados em 26 de fevereiro de 2027.

Outro leilão acontece nesta quarta

Ainda nesta quarta-feira (7), a ANP realiza outro leilão, desta vez com áreas que ficam fora do pré-sal.

São 313 blocos de exploração, distribuídos por 22 setores, incluindo áreas terrestres e marítimas. Entre elas estão setores da Bacia do Ceará, na Margem Equatorial Brasileira, região considerada uma nova fronteira de exploração de petróleo.

Nesse modelo, chamado de concessão, vence a empresa que oferece o maior bônus de assinatura. Diferentemente do sistema de partilha, não há uma parcela de petróleo excedente a ser entregue diretamente à União.

Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para participar do leilão da tarde.

Nos dois modelos, as empresas que produzem petróleo e gás precisam pagar royalties ao governo. Em campos de produção muito elevada, também há cobrança de participação especial.

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