Câncer de mama em mulheres jovens acende alerta para fertilidade

Câncer de mama em mulheres jovens acende alerta para fertilidade

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 07/10/2026 às 14:30

O câncer de mama segue como o tumor mais incidente entre as mulheres brasileiras, com estimativa de 78.610 novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Embora a maioria dos diagnósticos ocorra após os 50 anos, tem crescido a proporção de casos entre mulheres mais jovens, o que acende um alerta entre especialistas para os impactos do tratamento sobre a fertilidade.

Isso porque a quimioterapia e a radioterapia podem atingir os folículos ovarianos, reduzindo a reserva ovariana e podendo provocar menopausa precoce ou infertilidade definitiva, dependendo da idade da paciente, da dose e do tipo de tratamento.

Para a médica Genevieve Coelho, diretora médica do IVI Salvador, a preservação da fertilidade deve ser discutida logo após o diagnóstico.

“Quando uma mulher de 32, 35 anos recebe o diagnóstico, o mundo dela se organiza em torno de uma única palavra, que é cura. É absolutamente compreensível. Mas existe uma vida depois do tratamento, e o nosso papel é garantir que ela chegue lá com escolhas preservadas”, afirma.

A principal técnica indicada nesses casos é a criopreservação de óvulos, popularmente conhecida como congelamento de óvulos. O procedimento envolve a estimulação ovariana, a coleta e a vitrificação dos óvulos maduros, que ficam armazenados até que a paciente receba alta do oncologista e decida engravidar.

Um ponto que costuma surpreender quem chega à clínica pela primeira vez é que a estimulação pode começar em qualquer fase do ciclo menstrual, o que reduz o processo a cerca de duas semanas.

“Esse é o principal mito que a gente precisa derrubar neste Outubro Rosa. Preservar a fertilidade não atrasa o tratamento do câncer. Em duas semanas, a paciente completa o ciclo de coleta e segue para a quimioterapia no prazo definido pela equipe de oncologia”, explica a médica.

A recomendação, reforça Genevieve, é que a conversa aconteça o quanto antes. “O encaminhamento precisa vir junto com o diagnóstico, não depois da primeira sessão. Cada semana conta, e é uma janela que não reabre”, afirma.

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