Manu Gavassi e Julio Reis transformam apartamento em refúgio repleto de autenticidade e criatividade

Manu Gavassi e Julio Reis transformam apartamento em refúgio repleto de autenticidade e criatividade

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Fran Parente / Casa Vogue

Publicado em 07/10/2026 às 13:33

A casa de Manu Gavassi e Jullio Reis foi pensada para reunir referências japonesas, elementos dos anos 1970 e uma atmosfera contemporânea, revelou a Casa Vogue. O dúplex, localizado no topo de um edifício em São Paulo, passou por uma ampla reforma assinada pelo escritório Meireles + Pavan Arquitetura e ganhou espaços adaptados à rotina do casal e da filha, Nara, cujo nome faz referência à cidade japonesa onde os dois ficaram noivos.

Logo na entrada, um painel de jacarandá traz um recorte circular inspirado na satori no mado, janela presente em templos zen-budistas japoneses e associada à imagem da lua cheia. A escolha resume parte da proposta do projeto, que trabalha com luz, vazio, madeira, pedras e peças de arte. O imóvel chamou a atenção de Manu e Jullio justamente pelo que já existia ali. A planta ampla, a marcenaria escura parcialmente preservada, a atmosfera setentista e o terraço no segundo andar foram alguns dos elementos que fizeram o casal escolher o apartamento, mesmo depois de décadas de abandono. “Nos apaixonamos pelo que ele era”, conta Manu. Jullio completa: “Quando dormimos aqui pela primeira vez, não teve estranhamento. Nós pensamos: ‘Há quanto tempo moramos aqui?’”.

No living do primeiro pavimento, Jullio, de Cohí, e Manu, de blusa garimpada e saia Leïna de La Valette, posam com os cachorros Aipim e Magnólia no sofá Bardot, próximo à mesa de centro Blade II, ambos da Prototype, esta com pesos de papel Pedra II e bowl Núcleo III, todos de Jacqueline Terpins, na Dpot Objeto, e bowl atribuído à Reed & Barton, na Casa Operandi, tudo sobre tapete da Cartacho Tapetes – o painel da ID Móveis contém a porta do lavabo, que recebeu maçaneta da GPO, e sustenta prateleiras de quartzito Emerald Green, pedra curada por Gabriella Kato — Foto: Fran Parente | Estilo: Adriana Frattini | Produção: Bruna Scapim

A reforma precisou alterar radicalmente a antiga divisão dos ambientes. Parte da marcenaria havia sido destruída por cupins, mas portas de madeira da área íntima e lustres vintage foram restaurados. Para acompanhar a nova configuração familiar, os quartos foram transformados em três suítes, a antiga sala de TV passou a ser o quarto de Nara e um dos dormitórios virou closet. No primeiro pavimento, living, sala de jantar e cozinha formam os principais ambientes de convivência. “A cozinha e a sala de jantar são meio que o coração da nossa casa. Existe um afeto nesses locais que, para nós, é muito importante”, afirmou Jullio à Casa Vogue.

A escolha dos arquitetos André Pavan e Brunno Meireles também definiu a linguagem dos ambientes. A proposta combinou mobiliário, iluminação, arte e arquitetura a partir de referências da filosofia japonesa, além do minimalismo quente e do estilo mid-century modern. O resultado inclui peças de design, obras de arte e elementos mais ousados, como o vidro colorido na cozinha. “Não queria a sensação de morar num hotel, mas na minha casa. Queria ousadias, como um vidro colorido na cozinha”, explica Manu. Segundo André, a intenção era criar “uma única narrativa” entre os diferentes elementos do projeto.

A cozinha exibe marcenaria da ID Móveis, bancadas de aço inoxidável da Artsteel, com bandeja Espelho d’Água e vaso Respiro, do F. Studio, na Dpot Objeto (ao fundo, à dir.), ilha revestida de porcelanato da Portobello, com balde de gelo vintage, na Casa Operandi, e bandeja da coleção Stacks, design Brunno Jahara para a St. James, na Dpot Objeto (da esq. para a dir.), e eletrodomésticos da Brastemp — Foto: Fran Parente | Estilo: Adriana Frattini | Produção: Bruna Scapim

No segundo pavimento, a escada de mármore e madeira leva a outro living, onde ficam um piano, livros, discos e obras de jovens artistas. O terraço recebeu blocos de quartzito avermelhado, em uma referência às alamedas do Instituto Inhotim, e conduz ao escritório do casal, espaço ligado diretamente ao trabalho artístico de Manu. É ali que ela também encontra um ambiente para organizar sua rotina criativa. “Eu já tinha lido muito sobre criatividade e tenho colocado em prática este equilíbrio: ter picos de criação, parar e voltar com outra sensação”, conta a artista.

A dinâmica da família também influencia a relação com o espaço. “Não ficamos fixos num lugar só, vamos no da Nara. A casa está contaminada com a nossa energia e mudamos junto dela”, diz Jullio.

Ainda na área externa, carrinho-bar Bacaro, de Giorgio Bonaguro, na Herança Cultural, com jarra e balde de gelo, na Casa Operandi, mesa do Assimply Studio e cadeiras Ryukyu, da Casa Atica — Foto: Fran Parente | Estilo: Adriana Frattini | Produção: Bruna Scapim

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