Airbnb movimenta mais de R$ 2,1 bilhões em Salvador em 2025

Airbnb movimenta mais de R$ 2,1 bilhões em Salvador em 2025

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Airbnb

Publicado em 17/09/2026 às 10:27

A atividade do Airbnb movimentou mais de R$ 2,1 bilhões na economia de Salvador em 2025, um crescimento de quase 13% em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mostram o impacto da plataforma para além do setor de hospedagem, alcançando restaurantes, comércio, transporte e outros serviços da capital baiana.

Segundo o levantamento, a atividade contribuiu com mais de R$ 1,17 bilhão para o Produto Interno Bruto (PIB) de Salvador e gerou quase R$ 589 milhões em renda ao longo do ano. O impacto também se refletiu no mercado de trabalho, com quase 13 mil postos de trabalho sustentados, considerando ocupações diretas e indiretas relacionadas à atividade.

A movimentação econômica associada às estadias também resultou em mais de R$ 176 milhões em tributos. A cadeia beneficiada inclui desde profissionais de limpeza e manutenção até motoristas, comerciantes e trabalhadores de restaurantes e outros estabelecimentos que recebem os visitantes.

O impacto do turismo, segundo os dados, também se espalha pelos diferentes bairros da cidade. Entre os anfitriões entrevistados que fizeram recomendações aos hóspedes em 2025, mais de 95% indicaram lugares no próprio bairro onde fica o anúncio. Quase 60% recomendaram áreas ainda pouco conhecidas pelos viajantes, contribuindo para distribuir o fluxo turístico para além dos pontos tradicionalmente visitados.

Essa influência também aparece nos hábitos de consumo dos turistas. De acordo com a FGV, para cada R$ 100 gastos com acomodação no Airbnb, os visitantes desembolsam outros R$ 450 fora da hospedagem, principalmente em restaurantes, comércio e transporte. Em Salvador, mais de 90% dos anfitriões entrevistados disseram ter indicado restaurantes ou cafés aos hóspedes, enquanto quase 45% recomendaram lojas e comércios de rua.

O estudo mostra ainda que a atividade representa uma fonte complementar de renda para boa parte dos anfitriões. Em Salvador, quase 75% dos entrevistados não têm o Airbnb como ocupação principal, enquanto mais de 80% anunciam um espaço próprio ou da família. Quase 60% se identificam como mulheres.

Entre os anfitriões ouvidos, mais de 60% afirmaram ter investido a renda obtida em melhorias na própria casa, e quase 65% utilizaram os recursos para ajudar a cobrir despesas com alimentação e outros custos. Para mais da metade, o dinheiro contribuiu para que continuassem morando onde vivem.

A renda também foi destinada a outros projetos pessoais e familiares. Quase 25% dos entrevistados usaram os valores para viajar de férias, enquanto quase 20% afirmaram ter conseguido proporcionar à família algo que antes não caberia no orçamento.

A hospedagem também ganha importância em períodos de maior demanda turística. Quase 40% dos anfitriões entrevistados em Salvador receberam hóspedes motivados por eventos realizados na cidade ou na região. O movimento inclui períodos tradicionais do calendário soteropolitano, como Carnaval, Lavagem do Bonfim e Festa de Iemanjá, quando a procura por hospedagem aumenta e a rede de anfitriões ajuda a atender a demanda de visitantes.

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