O diretor Zack Snyder voltou a falar sobre as interpretações políticas em torno de ‘300′, seu sucesso lançado em 2007. Em entrevista à Variety, o cineasta rebateu as acusações de que o longa teria uma visão fascista e lembrou a recepção conturbada que o filme teve no Festival de Berlim.
“Quando exibimos 300 no Festival de Berlim, aconteceu exatamente a mesma coisa. Houve imediatamente toda uma discussão em torno do filme, todo mundo vaiou e foi embora. […] Eles diziam que era ‘um desastre’, ‘o pior filme de todos os tempos’ e um filme ‘fascista’. Depois, tivemos uma coletiva de imprensa em que me fizeram todas essas perguntas, tipo: ‘Você é um cineasta fascista?'”, recordou Snyder.
O diretor contou ainda que uma das perguntas daquela coletiva colocava em oposição seu posicionamento em relação à comunidade gay e à NRA, a Associação Nacional do Rifle dos Estados Unidos. “A pergunta emblemática foi quando um dos caras disse: ‘Você é pró-gay ou pró-NRA? Qual dos dois?’. E eu respondi: ‘Olha, vou ser sincero: sou um pouquinho dos dois’. Mas, obviamente, sou pró-gay. Eu fiz o filme mais gay de todos os tempos“, afirmou.
As declarações surgiram enquanto Snyder comentava as críticas direcionadas a The Last Photograph, seu novo filme, apresentado no Festival Internacional de Cinema de Toronto. O diretor afirmou que voltou a ser chamado de “fascista” nas redes sociais e comparou a repercussão àquela enfrentada por 300 quase duas décadas atrás.