Músicos que iam abrir shows de Ed Sheeran cancelam apresentação após polêmica sobre discurso pró-Palestina

Músicos que iam abrir shows de Ed Sheeran cancelam apresentação após polêmica sobre discurso pró-Palestina

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução / Gustavo Wanderley/g1

Publicado em 15/09/2026 às 20:05

A turnê de Ed Sheeran sofreu uma série de baixas nesta terça-feira (15) após a retirada do rapper Macklemore das apresentações. Finneas, Aaron Rowe e Lukas Graham, que estavam escalados para abrir shows do britânico, anunciaram que não vão mais participar da Loop Tour. A banda irlandesa Beoga, que acompanhava Sheeran durante parte dos shows, também deixou a turnê.

A movimentação começou após Macklemore ser retirado da etapa norte-americana da turnê depois de fazer declarações em apoio à Palestina durante um show no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Na ocasião, o rapper disse “Palestina Livre” e afirmou que queria que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia ocupada soubessem que não haviam sido esquecidas. A produtora Messina Touring Group afirmou que casas que receberiam os próximos shows haviam informado que não aceitariam apresentações com Macklemore no elenco.

Entre os artistas que desistiram está Finneas, irmão e principal parceiro musical de Billie Eilish, que seria responsável pela abertura de apresentações de Sheeran na América do Sul, incluindo o Brasil. “Artistas não podem ser silenciados quando se manifestam a favor dos oprimidos”, declarou. “Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo.”

Aaron Rowe também justificou sua saída citando sua origem irlandesa. “Como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta”, afirmou. Já o Lukas Graham disse que “dinheiro não dá a ninguém o direito de controlar a conversa” e que a conta bancária de uma pessoa não deveria determinar quem pode se manifestar ou “qual sofrimento temos permissão para reconhecer”.

Ed Sheeran afirmou que a retirada de Macklemore não foi uma decisão sua, mas da produtora da turnê. O cantor disse que tentou dialogar com as partes envolvidas e declarou estar “horrorizado” com o conflito entre Israel e Palestina, mas defendeu sua escolha de não transformar os próprios shows em espaço para manifestações políticas.

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