O Flamengo enfrenta um ambiente de cobranças após resultados e atuações abaixo do esperado no retorno do Mundial. O estilo implantado por Leonardo Jardim, a tensão com o departamento médico e o desgaste do diretor José Boto ampliaram a pressão antes das oitavas de final da Libertadores.
Segundo informações publicadas pelo ge por Luiza Sá, Marcello Neves e Thiago Lima, parte do futebol rubro-negro considera que a equipe perdeu características apresentadas sob o comando de Filipe Luís. As principais críticas envolvem a redução do controle das partidas, o aumento da vulnerabilidade defensiva e as mudanças na rotina de treinamentos.
O elenco ainda busca assimilar as ideias de Jardim. O treinador avalia que o processo foi prejudicado porque nove jogadores passaram dois meses trabalhando com outras comissões técnicas durante o Mundial. Apesar das divergências sobre o modelo de jogo, o português é descrito internamente como um profissional direto e dedicado.
A relação entre a comissão técnica e o departamento médico também provoca tensão. Prazos inicialmente apresentados para a recuperação de jogadores como Pulgar e Léo Ortiz foram adiados. Jardim chegou a declarar publicamente que a previsão inicial para o retorno do zagueiro não se confirmou.
José Boto, por outro lado, sofre críticas pela postura adotada com atletas e funcionários. A demissão de Filipe Luís, em março, aumentou a rejeição ao dirigente, cuja permanência em 2027 é considerada pouco provável. O Flamengo tenta recuperar estabilidade antes da Libertadores, depois da eliminação precoce na Copa do Brasil.
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