Liniker grava nova versão de clássico de Milton Nascimento em Salvador

Liniker grava nova versão de clássico de Milton Nascimento em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Eduardo Serra

Publicado em 31/07/2026 às 16:39 / Leia em 3 minutos

A cantora Liniker lançou uma emocionante releitura de “Maria, Maria”, clássico da música brasileira composto por Milton Nascimento e Fernando Brant. Gravado em Salvador, o videoclipe estreou nesta sexta-feira (31) e apresenta uma nova interpretação da canção que atravessa gerações como símbolo de força, coragem e resistência.

A faixa encerra a primeira temporada do projeto musical “Nosso Canto”, que reuniu artistas em diferentes regiões do Brasil para celebrar a diversidade cultural e as histórias que inspiram a música popular brasileira.

Considerada uma das principais vozes da música brasileira contemporânea, Liniker destacou o impacto que “Maria, Maria” exerce sobre diferentes gerações e revelou a emoção de interpretar uma das composições mais marcantes do repertório nacional.

“Eu acho que ‘Maria, Maria’ é um marco na história do Brasil e um marco na história das canções, principalmente do que a gente escreve e de como a gente retrata o nosso povo na poesia, na lírica. Quando o Milton eternizou essa música, ele, que tem a voz de Deus e esse poder de fazer o tempo parar, de fato fez uma música atemporal”, afirmou.

Gravação em Salvador

O videoclipe foi gravado no Di Janela Gastronomia Resto Bar, localizado no bairro da Saúde, em Salvador. O cenário foi escolhido para reforçar a conexão entre a música e a cultura baiana, valorizando espaços que representam a identidade local.

A produção também contou com a participação do Afoxé Filhos do Congo, responsável pela direção de arte e ambientação do vídeo. Já o figurino de Liniker foi criado pelo Ateliê Mão de Mãe, destacando referências da moda afro-brasileira e do artesanato local.

Para dar uma nova identidade ao clássico de Milton Nascimento, Liniker trabalhou na produção musical ao lado de Fejuca, parceiro da cantora em projetos como os álbuns “Indigo Borboleta Anil” e “CAJU”.

A artista contou que buscou inspiração nas experiências vividas durante a gravação em Salvador para construir uma versão marcada pela percussão e pela musicalidade baiana.

“Foi um grande presente e uma grande sutileza, ao mesmo tempo, gravar. Eu quis muito focar na interpretação pela letra e na produção musical, junto com o Fejuca, trazendo uma coisa percussiva e a região de onde estou cantando, que é a Bahia, Salvador”, explicou.

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