A CBF abriu uma investigação após um relatório identificar volume anormal de apostas no cartão amarelo recebido por Lucho Acosta no empate entre Fluminense e Red Bull Bragantino, em 17 de julho, no Maracanã. O alerta indica uma movimentação fora do padrão, mas não comprova que houve manipulação.
As apostas foram registradas na Stake, que comunicou o caso à Sportradar, empresa contratada pela Fifa para monitorar possíveis irregularidades no Campeonato Brasileiro. Depois da análise inicial, as informações foram encaminhadas à confederação, que notificou o clube e acionou os órgãos responsáveis pela apuração.
O meia recebeu o cartão aos 47 minutos do segundo tempo, durante uma confusão entre jogadores das duas equipes. O argentino entrou no tumulto e empurrou adversários fora da disputa de bola. O árbitro considerou a conduta temerária e aplicou a advertência. O Fluminense buscou o empate por 1 a 1 aos 58 minutos, com Ignácio.
Em nota, o clube informou que recebeu uma comunicação sigilosa da CBF e se colocou à disposição para colaborar. A diretoria acrescentou que “o atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade”. A apuração ainda está em fase preliminar e busca identificar a origem das apostas e se houve intenção de provocar o cartão para beneficiar apostadores.