Laura Fernandez emocionou os seguidores ao fazer um desabafo sobre o luto pela morte de Preta Gil, que faleceu em julho de 2025, em decorrência de complicações de um câncer. A modelo e atriz, que foi casada com Francisco Gil e é mãe de Sol de Maria, única neta da cantora, explicou por que ficou afastada das redes sociais nos últimos dias.
“O luto é coisa que você só entende a dimensão e o que ele causa quando você vive. Por mais que a gente saiba o quão doloroso é, quando se vive isso, você tem a real dimensão dessa dor e desse processo, que não é linear. Ele é uma loucura, muitos altos e muitos baixos”, declarou.
A artista revelou ainda que sempre teve dificuldade para lidar com a morte e explicou que datas marcantes tornam o processo ainda mais intenso.
“Tenho problemas em lidar com a morte. Sempre tive. Não consigo, realmente é uma coisa muito dura e muito difícil. Nesse período eu fico muito fora de mim porque fica mais próximo. É uma data, um ano de falecimento, e as lembranças ficam ainda mais vivas”, disse.
Laura também descreveu como o luto afeta seu comportamento e sua rotina. Segundo ela, as emoções acabam provocando reações impulsivas e momentos de desorganização emocional.
“Isso me causa um desespero muito grande, faço algumas escolhas erradas, dou uma extravasada e depois me recuo. Eu fico doida. Já detectei esse modus operandi que tenho tido. Fico perdida, aérea, impulsiva, um pouco raivosa, um pouco revoltada. Minha casa fica uma bagunça, minha cabeça fica uma bagunça”, relatou.
Apesar das dificuldades, Laura afirmou que tem buscado acolher os próprios sentimentos e entender que o processo de luto exige tempo.
“Tenho tentado ser generosa comigo para entender que o processo faz parte. Não é porque identifiquei que ajo dessa forma que consigo simplesmente deixar de agir assim, e isso me deixa com mais raiva ainda”, confessou.
Ao finalizar o desabafo, a modelo refletiu sobre a necessidade de seguir em frente sem apagar a memória de Preta Gil e admitiu que a ausência da cantora mudou sua forma de enxergar a vida.
“É até difícil falar porque isso é uma coisa muito íntima. Mas a gente precisa seguir a vida, não no sentido de esquecer. Acho que o mais doloroso é seguir com essa dor, com essa grande falta. Acho que nunca mais vou ser feliz do mesmo jeito na minha vida. Mas tento encontrar um jeito menos doloroso de seguir depois dessa perda tão grande”, concluiu.