O documentário “A Colisão dos Destinos”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, estreia nos cinemas brasileiros em 14 de maio após uma pré-estreia para convidados realizada em Brasília, no último dia 15 de abril. A exibição reuniu deputados federais e senadores do PL, partido do retratado.
O longa marca a estreia do diretor baiano Doriel Francisco, de 47 anos, nascido no povoado de Baixãozinho, no município de Campo Alegre de Lourdes. Formado em artes cênicas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília, ele levou sete irmãos à sessão de pré-estreia, muitos entrando em um cinema pela primeira vez.
“Eu não trato o filme como um filme político. Eu trato como um filme cultural”, afirmou Francisco em entrevista à revista Piauí. O diretor disse ainda que recebeu apoio da família Bolsonaro durante a produção. “Tenho uma boa aproximação com a família. E aí eles me deram essa missão, e essa missão está bem cumprida”, declarou.
Apesar disso, familiares diretos de Bolsonaro não apareceram na sessão. Entre os presentes estava Carlos Eduardo Torres, irmão de Michelle Bolsonaro e pré-candidato a deputado federal pelo PL no Distrito Federal.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias aparecem nos créditos como autores do argumento do documentário, mas não participaram da exibição. Eduardo permanece nos Estados Unidos, enquanto Frias estava internado em São Paulo na data.
Antes do início da sessão, um mestre de cerimônias convidou o público para rezar um Pai-Nosso pelo ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
Com cerca de 70 minutos, “A Colisão dos Destinos” percorre desde a infância de Bolsonaro, com relatos de irmãos e imagens de álbuns de família, até episódios marcantes da vida política do ex-presidente. O atentado a faca sofrido por ele em Juiz de Fora, durante a campanha presidencial de 2018, ocupa parte significativa da reta final do documentário, incluindo cenas inéditas do período de internação hospitalar. O filme termina com imagens de motociatas e manifestações políticas lideradas por Bolsonaro antes das eleições de 2022, em que não saiu vitorioso.
Sem Lei Rouanet, mas…
Em 2024, durante a finalização do filme, o deputado federal Túlio Gadêlha denunciou à Procuradoria-Geral da República supostos repasses de verba parlamentar do gabinete de Mario Frias para a Dori Filmes, produtora do documentário. De acordo com a revista Piauí, notas fiscais apontam seis transferências que somam cerca de R$ 22 mil. A investigação segue em apuração pela Polícia Federal. Doriel Francisco não revelou o orçamento total da produção.
O filme aparece listado na programação nacional da Ingresso.com, com estreia marcada para 14 de maio, mas até o momento os cinemas da capital baiana ainda não divulgaram horários ou pré-venda.
Veja teaser:
Outra produção inspirada no ex-presidente também deve chegar aos cinemas ainda este ano. Intitulado “Dark Horse”, o filme é uma cinebiografia estrelada pelo ator americano Jim Caviezel.