Casal de neurologistas aposta em café produzido na Chapada Diamantina e transforma paixão em negócio

Casal de neurologistas aposta em café produzido na Chapada Diamantina e transforma paixão em negócio

Redação Alô Alô Bahia

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Redação Alô Alô Bahia

Adriana Moura/Divulgação

Publicado em 21/10/2026 às 23:10

A paixão pelo café levou os médicos neurologistas Marcos Sanches e Fernanda Macheli a investir no empreendedorismo na Chapada Diamantina, na Bahia. Fundadores da Macheli Café, criada em janeiro de 2024, eles apostam na produção de cafés especiais com grãos orgânicos cultivados na região. O negócio faturou cerca de R$ 80 mil em 2025 e projeta crescimento de 20% em 2026.

O casal, que também é autor do livro O Café e o Cérebro, participou da Feira do Empreendedor Sebrae 2026, realizada entre os dias 19 e 22 de outubro, em São Paulo.

A inspiração para a criação da marca tem raízes familiares. A mãe de Fernanda trabalhou como colhedora de café no interior de São Paulo. Já o interesse em produzir na Bahia surgiu quando Marcos conheceu a qualidade dos grãos cultivados na região de Piatã, na Chapada Diamantina.

“Quando tive a oportunidade de conhecer o café na Chapada Diamantina, na Bahia, vi que a região era nobre e tinha um café especial, principalmente a cidade de Piatã. Aquele terroir me chamou muita atenção, assim como o microclima e o potencial que existia para investir”, contou o médico à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

O investimento inicial ficou entre R$ 70 mil e R$ 80 mil, destinados à formalização da empresa, compra de equipamentos e estruturação da fábrica. Segundo os empreendedores, os recursos gerados pelo negócio vêm sendo reinvestidos na ampliação da produção e na melhoria da infraestrutura.

Produção na Chapada Diamantina

As lavouras da Macheli Café estão localizadas no município de Ibicoara, enquanto o beneficiamento, a industrialização e o envase são realizados no povoado de Malhada, em Abaíra, também na Chapada Diamantina.

A empresa controla todas as etapas da produção, desde o cultivo até a embalagem. Os grãos orgânicos passam por colheita seletiva, secagem natural e processos de fermentação antes de chegar ao consumidor.

“Nós somos produtores de café. Plantamos, beneficiamos e envasamos o próprio café. Trabalhamos produzindo na roça, industrializando e levando um produto de alta qualidade diretamente ao consumidor”, explicou Marcos.

Atualmente, o portfólio da marca reúne oito produtos, incluindo cafés da linha fermentada Java, catuaí tradicional, meia torra, torra escura e linha gourmet.

Os pacotes custam a partir de R$ 36, na versão de 250 gramas. As vendas acontecem principalmente pela internet, além da participação em feiras, comercialização de microlotes em São Paulo e presença em cinco pontos de venda na Bahia.

Planos de expansão

Para os próximos anos, os fundadores pretendem ampliar os canais de comercialização e alcançar novos mercados, incluindo a possibilidade de franquias e exportação.

“Queremos que as pessoas conheçam um café de excelência. Pensamos em abrir franquias, exportar e criar novos canais de venda, mas queremos que a maior parte do nosso café permaneça no Brasil”, afirmou Marcos.

Com informações da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

 

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