A curiosidade sobre o posicionamento político de Luciano Huck aumentou depois que sua esposa, Angélica, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (21). Na véspera, a mãe do comunicador, Marta Dora Grostein, também havia revelado que votará no atual presidente, que disputa a eleição com Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar de não ter divulgado sua preferência eleitoral, Huck reagiu à declaração da mãe com uma mensagem de apoio. “Admiração, orgulho e muito amor. Tudo junto e misturado!”, escreveu nos comentários da publicação.

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O depoimento de Marta foi divulgado em um vídeo compartilhado por seu filho mais novo, o cineasta Fernando Grostein Andrade, irmão do apresentador. Na gravação, ela contou que as ameaças homofóbicas sofridas por Fernando tiveram influência em sua decisão de deixar o Brasil há sete anos.
“Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que fez meu filho Fernando sair do Brasil há sete anos. Ele recebeu ameaças à sua vida, inclusive dizendo que o corpo dele seria entregue em um caixão fechado”, relatou.
Professora e arquiteta, Marta também afirmou que uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro poderia representar um retrocesso nas políticas sociais e culturais. “Diante do momento atual, eu voto Lula. A gestão do filho do Bolsonaro significa um retrocesso nas políticas que avançaram tanto, principalmente as políticas sociais e culturais”, declarou.
O vídeo também recebeu uma manifestação do presidente Lula, que expressou solidariedade à família e destacou a importância do respeito às diferenças. “Nenhuma mãe deveria viver com medo de perder um filho para o preconceito”, escreveu.
Posicionamento político de Angélica
Já Angélica tornou público seu voto nesta quarta-feira (21). Em um vídeo nas redes sociais, a apresentadora explicou que demorou a falar sobre política por receio das críticas e dos ataques que costumam acompanhar esse tipo de posicionamento na internet.
“Não sou petista, não me vejo como de direita nem de esquerda”, afirmou. Ela explicou que decidiu votar em Lula por desejar um país em que as pessoas sejam respeitadas, sem preconceito e com atenção às diferenças. A apresentadora também contou que a mobilização de jovens em manifestações e debates sobre democracia a incentivou a superar o medo de se posicionar publicamente.
“Me emociona muito ver tantos jovens ocupando as ruas, as redes sociais levantando suas vozes, defendendo suas causas e participando ativamente das discussões sobre o nosso país. Como mãe, eu acho bonito ver essa geração se mobilizando, mostrando que existe força, esperança, vontade de transformar as coisas e é também olhando para esse movimento que eu encontro coragem pra não deixar essa angustia me paralisar e me impedir de falar sobre aquilo que eu acredito”, afirmou.
O histórico político de Luciano Huck inclui declarações feitas em 2018, quando afirmou que nunca havia votado no PT e chegou a ver na candidatura de Jair Bolsonaro uma possibilidade de renovação política no país.
Com a manifestação de Angélica e de Marta em apoio ao mesmo candidato, a atenção se volta para a decisão do apresentador. Até esta quarta-feira (21), porém, Huck não havia declarado publicamente se pretende votar em Lula ou em Flávio Bolsonaro no segundo turno, marcado para domingo (25).