Entidades, associações e movimentos sociais podem agendar até o fim de outubro encontros com técnicos da Prefeitura de Salvador para apresentar sugestões à revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). As reuniões integram o Conecta PDDU, iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), e devem ser solicitadas pelo site do plano. Na mesma plataforma, moradores podem enviar contribuições individuais pela aba “Participe SSA”.
O Plano Diretor estabelece as diretrizes que orientam onde e como Salvador pode crescer, com reflexos em áreas como habitação, mobilidade, infraestrutura e preservação ambiental. A revisão também influencia outras normas urbanísticas, como a Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos), que detalha as regras de utilização dos terrenos.
Segundo a Sedur, mais de 12 entidades já participaram dos encontros. Entre elas estão a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), que discutiu zoneamento e padrões construtivos; o Movimento Sem Teto de Salvador (MSTS), que apresentou propostas para habitação; e a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), que levou questões relacionadas ao meio ambiente urbano.
“São encontros muito ricos porque cada grupo traz questões que dizem respeito às suas respectivas atuações, com diferentes perspectivas e contribuições para o planejamento urbano. Essa agenda tem sido muito produtiva, pois nos permite identificar demandas específicas e reunir sugestões que ajudam a qualificar o processo de revisão do Plano Diretor”, afirma o diretor de Desenvolvimento Urbano da Sedur, Daniel Gallo.
O processo de revisão também inclui fóruns temáticos, oficinas e audiências públicas. De acordo com a Prefeitura, cinco fóruns já discutiram assuntos como patrimônio, mudanças climáticas, transporte e habitação, enquanto as oficinas reuniram mais de 300 pessoas. A próxima audiência pública está prevista para 29 de outubro, em Campinas de Pirajá. A primeira ocorreu em junho, em Tancredo Neves, e uma terceira deverá ser marcada até o fim do ano.
“A ideia é ouvir para construirmos de forma coletiva esse processo. Estamos com o olhar voltado para identificar o que o cidadão quer para a cidade e de qual forma a legislação urbanística pode ajudar na melhoria da qualidade de vida da população”, ressalta Gallo.