O registro de novos casos de sarampo em diferentes estados brasileiros e até fora do país tem reacedido um alerta para a importância da vacinação e da manutenção de altas coberturas vacinais. Em 2026, o país já confirmou 42 casos da doença, segundo o Ministério da Saúde, que reforçou a vigilância e as ações de vacinação diante do risco de disseminação do vírus.
Nesse cenário, manter o calendário vacinal atualizado é uma das principais estratégias para reduzir o número de pessoas suscetíveis e, consequentemente, a circulação de doenças imunopreveníveis.
A enfermeira e responsável técnica do Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Feira de Santana (IHEF Vacinas), Fabiana Porto, explica que a ampliação da cobertura vacinal contribui para diminuir a transmissão ao reduzir a suscetibilidade da população.
A redução da cobertura vacinal pode criar grupos de pessoas sem proteção adequada contra determinadas doenças. Segundo a especialista, esses “bolsões” de indivíduos suscetíveis favorecem a transmissão e podem contribuir para o retorno de doenças que estavam controladas.
“Quanto mais pessoas vacinadas de acordo com as faixas etárias, melhor, pois a proteção individual garante uma proteção coletiva”, destaca.
A especialista ainda reforça que a vacinação não beneficia apenas quem recebe a dose. Ao reduzir o número de pessoas suscetíveis, a imunização contribui para diminuir a circulação dos agentes infecciosos e ampliar a proteção da comunidade.
“É só observar a evolução histórica das vacinas e a qualidade de vida da população. As pessoas estão adoecendo menos e se protegendo principalmente de doenças que as vacinas protegem”, afirma.
A vacinação contra a Covid-19 é um exemplo recente desse impacto, com a redução dos casos graves e dos óbitos. Para a especialista, manter as coberturas vacinais elevadas é fundamental para preservar os avanços conquistados e evitar que doenças controladas voltem a circular.