Goleira baiana chega à final do Candangão Feminino com apenas um gol sofrido

Goleira baiana chega à final do Candangão Feminino com apenas um gol sofrido

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 06/10/2026 às 10:00

A baiana Camila de Jesus, de Teixeira de Freitas, é um dos destaques da final do Campeonato Candango Feminino, que coloca frente a frente Minas Brasília e Cresspom no próximo domingo (11), às 10h30, no Estádio Bezerrão. A goleira de 29 anos chega à decisão do estadual de futebol do Distrito Federal como uma das arqueiras menos vazadas da competição, com apenas um gol sofrido.

As duas finalistas também são as equipes mais eficientes do torneio. Em três partidas, marcaram 42 gols (25 do Minas Brasília e 17 do Cresspom). Apesar do poder ofensivo, os times contam com a segurança de suas goleiras, Camila e Thaynara, do Minas, que sofreram apenas um gol cada, justamente no empate por 1 a 1 entre as equipes na última rodada.

O Cresspom, maior campeão local, soma sete conquistas, mas não levanta a taça desde 2015. Já o Minas Brasília, atual campeão, busca o quinto título.

Baiana começou no futebol em Teixeira de Freitas

Natural de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, Camila começou a jogar futebol ainda na cidade natal. Até os 16 anos, porém, não pensava em seguir carreira no esporte. Foi o primeiro professor, Manivaldo, quem percebeu seu potencial como goleira e a tirou das posições de linha.

“Comecei a me destacar, treinar todos os dias e joguei campeonatos na minha cidade. Passei em uma peneira em Prado (BA) e iniciei minha carreira no futebol baiano. Joguei por Santos e Vasco antes de vir para Brasília”, contou ao Correio Braziliense.

Depois de passar pelo futebol baiano e pelo 3B da Amazônia, a goleira chegou ao Cresspom para disputar o Candangão e rapidamente ganhou espaço no elenco comandado pela técnica Janaína Queiroz. A final também terá um significado especial para Camila. Em 2025, ela defendeu justamente o Minas Brasília, adversário deste domingo.

“Joguei no Minas em 2025. É um clube com uma camisa muito grande. As pessoas lá apoiam muito o futebol feminino e trabalham pela evolução da modalidade”, relembrou, destacando que a presença do público também pode ser importante na decisão. “Peço muito para que a torcida nos apoie no domingo. O futebol feminino precisa de mais pessoas nos incentivando. Merecemos muito essa visibilidade”, pediu.

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