O custo para viver em uma cidade pode variar bastante de acordo com os preços de moradia, alimentação, transporte e serviços. Para identificar os locais onde manter um padrão de vida confortável exige mais dinheiro, foram considerados levantamentos do Deutsche Bank, Expatistan e Julius Baer, este último voltado a indivíduos de alto padrão. A partir da comparação entre os três estudos, foi formada uma lista com dez cidades que aparecem entre as mais caras do mundo em 2026.
As 10 cidades mais caras para viver
1. Zurique, Suíça
Zurique aparece de forma recorrente entre os locais com maior custo de vida. Moradia, alimentação e serviços estão entre os principais responsáveis pelos preços elevados. O cenário combina uma economia desenvolvida e salários altos, o que influencia a relação entre renda e despesas. Para viver de maneira confortável, a referência apresentada é de US$ 14.353, cerca de R$ 76,1 mil.
2. Genebra, Suíça
Em Genebra, a presença de organizações internacionais, multinacionais e trabalhadores estrangeiros contribui para a forte demanda por imóveis. A disponibilidade limitada de espaço urbano ajuda a manter o metro quadrado em patamares elevados. Restaurantes e serviços também pesam no orçamento. A renda indicada para uma vida mais tranquila é de US$ 14.555, aproximadamente R$ 77,1 mil.
3. Nova York, Estados Unidos
O mercado imobiliário é um dos principais componentes do custo de vida em Nova York, especialmente em Manhattan, onde a oferta limitada de espaço se combina a imóveis de alto padrão e regras de zoneamento restritivas. Alimentação, saúde e serviços também têm preços elevados. Entre as cidades analisadas, Nova York apresenta a maior referência de renda para uma vida confortável: US$ 14.635, ou cerca de R$ 77,6 mil.
4. Singapura
Na cidade-Estado, moradia, transporte e bens de consumo estão entre os itens que mais pressionam os gastos. O território reduzido contribui para os preços dos imóveis, enquanto a propriedade e o uso de automóveis têm custos elevados. Por outro lado, a extensa rede de transporte público reduz a necessidade de carro para muitos moradores. Na alimentação, os Hawker Centers oferecem refeições mais acessíveis, ajudando a reduzir as despesas. A renda indicada é de aproximadamente US$ 8.141, equivalente a R$ 43,1 mil.
5. Londres, Reino Unido
O mercado imobiliário também é o principal responsável pelo alto custo de vida em Londres. Os valores dos aluguéis são especialmente elevados nas áreas centrais e diminuem conforme aumenta a distância das regiões mais valorizadas. A rede de metrô e trens permite que parte dos moradores viva mais longe do centro sem depender de automóvel. A referência de renda para uma vida confortável é de US$ 10.342, cerca de R$ 54,8 mil.
6. São Francisco, Estados Unidos
São Francisco combina imóveis caros com custos elevados de alimentação e serviços. A influência do Vale do Silício tem peso importante nesse cenário, já que a concentração de empresas de tecnologia e startups contribui para salários elevados e aumenta a disputa por imóveis na região da Baía de São Francisco. A renda indicada para viver confortavelmente é de US$ 13.362, aproximadamente R$ 70,8 mil.
7. Hong Kong, China
A escassez de áreas disponíveis para construção e a concentração populacional em um território relativamente pequeno ajudaram a formar um dos mercados imobiliários mais caros do mundo. Apesar dos preços elevados, a referência de renda apresentada para os moradores é uma das menores entre as dez cidades, em US$ 7.684, cerca de R$ 40,7 mil.
8. Los Angeles, Estados Unidos
Em Los Angeles, o custo de vida é influenciado pelos preços dos imóveis, serviços e pela dependência do automóvel. Gastos com moradia, combustível, seguro, alimentação e outros serviços podem representar uma parcela significativa do orçamento. Os valores também mudam bastante de acordo com o bairro. A renda considerada necessária para uma vida confortável fica em torno de US$ 9.887, ou R$ 52,4 mil.
9. Paris, França
Paris está entre as cidades europeias com maior custo de moradia. A demanda por imóveis em áreas centrais é impulsionada pela concentração de empregos, turismo e atividades culturais, mantendo os preços elevados principalmente nas regiões mais procuradas. A ampla rede de transporte ajuda a reduzir a necessidade de automóvel e influencia a relação entre despesas e renda. O valor indicado é de US$ 6.530, aproximadamente R$ 34,6 mil.
10. Amsterdã, Países Baixos
Amsterdã completa a lista. Assim como em outras cidades do ranking, a moradia é um dos principais fatores para o alto custo de vida. A oferta limitada de imóveis diante da demanda mantém os aluguéis elevados. Para viver confortavelmente, a referência apresentada é de US$ 8.753, equivalente a cerca de R$ 46,4 mil.
E as cidades brasileiras?
Entre os dados do Expatistan, que reúne um ranking com 100 cidades, São Paulo aparece na 77ª posição. Outras cidades brasileiras também estão entre as posições finais da lista: Belo Horizonte ocupa a 82ª colocação, o Rio de Janeiro aparece em 83º, São José do Rio Preto em 86º, Salvador em 87º e Bauru em 92º.