Aos 38 anos, ator abandona a TV e passa a viver em ônibus sem geladeira e luz elétrica

Aos 38 anos, ator abandona a TV e passa a viver em ônibus sem geladeira e luz elétrica

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 11/08/2026 às 12:25

Meses após adotar oficialmente o nome artístico Angel Ferreira, o ator iniciou uma nova etapa longe do Rio de Janeiro. Aos 38 anos, ele passou a viver em Cavalcante, município localizado no norte da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, onde adaptou o chassi de um ônibus para transformá-lo em sua residência. O imóvel funciona sem ligação às redes públicas de energia e esgoto, exigindo soluções alternativas, como uma fossa construída com bananeiras. Sem geladeira, Angel afirma que sua prioridade passou a ser uma rotina mais próxima da natureza, cultivando árvores frutíferas ao redor da casa.

Registros compartilhados pelo ator nas redes sociais mostram o interior do ônibus adaptado, com itens simples como filtro de barro, cadeira de praia e rede. Apesar da mudança de estilo de vida, Angel não vive isolado. A residência fica a cerca de dez minutos da área urbana de Cavalcante, onde ele atua como gestor cultural. Paralelamente, continua viajando pelo país com o monólogo “Sidarta”, atualmente em cartaz em São Paulo.

Em entrevista ao site “Heloisa Tolipan”, o ator contou que a casa se tornou um ponto de encontro para amigos e artistas. “Minha casa está sempre aberta. Sempre chegam amigos, amigas. Às vezes o pessoal acampa por aqui. Recebo muitos artistas também. A casa acabou se tornando quase um espaço de cultura. Volta e meia alguém está de passagem, dorme aqui e seguimos convivendo. Então estou sempre acompanhado”, afirmou.

Conhecido do público pelo nome Igor Angelkorte, Angel integrou o elenco de novelas como “Além do Horizonte”, “Babilônia” e, mais recentemente, “Terra e Paixão”. A mudança de nome, anunciada no fim de 2024, foi apresentada pelo próprio ator como parte de um processo de autoconhecimento. O período coincidiu com a repercussão de um vídeo em que ele revelou a baixa presença de público nas apresentações de “Sidarta” durante a temporada no Rio de Janeiro. Após o desabafo, as sessões passaram a registrar maior procura.

Na época, Angel explicou que a decisão surgiu depois de experimentar diferentes formas de assinatura e refletir sobre sua identidade. “Fui experimentando outros heterônimos e brincando de assinar de outras formas. Comecei a brincar com meu nome e a de novo pensar que tem alguma coisa que morreu em mim nos últimos anos, algum estado de ser. Como uma lagarta que passa pela crisálida e se torna uma borboleta e já não se chama mais lagarta”, disse.

 

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia