Caixa começa a depositar R$ 13 bilhões do lucro do FGTS para 138 milhões de trabalhadores

Caixa começa a depositar R$ 13 bilhões do lucro do FGTS para 138 milhões de trabalhadores

Redação Alô Alô Bahia

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Esther Morais para o CORREIO

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Publicado em 31/07/2026 às 14:40 / Leia em 2 minutos

A Caixa Econômica Federal iniciou o depósito de R$ 13,04 bilhões referentes à distribuição do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 2025. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em contas vinculadas serão contemplados.

Os créditos são feitos automaticamente e podem ser consultados pelo Aplicativo FGTS. Clientes da Caixa também têm acesso às informações pelo Internet Banking. No extrato, o valor aparece com a descrição “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025”.

A distribuição dos lucros foi aprovada nesta semana pelo Conselho Curador do FGTS, formado por representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores.

No ano passado, o fundo registrou lucro de aproximadamente R$ 14,65 bilhões, dos quais 89% serão distribuídos aos cotistas. Com o repasse, a rentabilidade das contas do FGTS em 2025 chegará a 6,90%, acima da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que foi de 4,26%.

O crédito corresponde a 1,868341% do saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025. Assim, um trabalhador que possuía R$ 1 mil nessa data receberá aproximadamente R$ 18,68.

Têm direito ao crédito todos os trabalhadores que tinham saldo em contas ativas ou inativas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. O valor é proporcional ao saldo disponível: quanto maior o montante na conta, maior será a parcela recebida.

Para calcular o valor aproximado do crédito, basta multiplicar o saldo existente em 31 de dezembro de 2025 pelo índice de 0,01868341.

Embora o dinheiro seja creditado nas contas do FGTS, ele não pode ser sacado imediatamente. A retirada segue as regras do fundo e só é permitida nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, saque-aniversário, doenças graves e outras hipóteses autorizadas.

Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a remuneração das contas do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pela inflação medida pelo IPCA.

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