Segundo episódio de ‘Meu Nome é Preta’ aborda maternidade, carreira, casamento e perdas gestacionais da cantora

Segundo episódio de ‘Meu Nome é Preta’ aborda maternidade, carreira, casamento e perdas gestacionais da cantora

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 27/07/2026 às 17:38 / Leia em 4 minutos

O segundo episódio da série documental Meu Nome é Preta, disponível no Globoplay, revela um dos períodos mais marcantes da trajetória de Preta Gil. A produção acompanha a vida adulta da cantora em São Paulo, sua experiência com a maternidade a partir do nascimento de Francisco Gil, os relacionamentos com Otávio Müller e Rafael Dragaud e os desafios enfrentados antes de consolidar sua carreira na música.

Além de mostrar os bastidores da atuação de Preta no mercado publicitário e na produção audiovisual, o episódio destaca sua busca por uma identidade artística própria, convivendo com o legado de ser filha de Gilberto Gil, um dos maiores nomes da música brasileira.

Em depoimento ao documentário, Gilberto Gil relembra a conversa que teve com a filha quando ela decidiu investir na carreira musical. Segundo o cantor, Preta precisava construir um caminho autoral e desenvolver uma identidade própria.

“Ela já tinha herdado uma carga simbólica importante. Precisava encaminhar a originalidade dela, entender o que queria fazer com a música e encontrar a turma dela nesse sentido”, afirma.

A partir desse processo, Preta lançou seu primeiro álbum de estúdio. A capa do disco, em que aparecia nua, gerou grande repercussão na época e dividiu opiniões. Para o filho, Francisco Gil, porém, a imagem sempre foi encarada com naturalidade.

“A minha mãe nua talvez sempre tenha sido a coisa mais normal do mundo para mim. Aquela capa era algo completamente natural e, mais do que isso, incrível”, relembra.

Documentário revela perdas gestacionais vividas por Preta Gil

Um dos momentos mais emocionantes do episódio aborda as duas perdas gestacionais enfrentadas por Preta Gil durante o casamento com o diretor de cinema Rafael Dragaud. Pela primeira vez, ele relata como essas experiências impactaram profundamente o casal e contribuíram para o desgaste da relação.

Segundo Rafael, ambos sonhavam em ampliar a família, mas as sucessivas perdas mudaram os rumos do casamento.

“A gente era muito jovem, estava sempre muito unido. Ela engravidou duas vezes e perdeu as duas gestações. Começaram a dizer que éramos incompatíveis geneticamente. Aquilo realmente foi o nosso fim”, revela.

O episódio reúne ainda depoimentos inéditos de Rafael Dragaud e do ator Otávio Müller, ex-maridos de Preta Gil, que compartilham lembranças da convivência com a artista.

Rafael conta que se apaixonou por Preta quando ela ainda era casada com Otávio Müller e esperava o nascimento de Francisco Gil.

“O Otávio estava fazendo uma temporada de teatro em São Paulo e acabei assumindo um pouco o papel de cuidar da Preta. Esse carinho por ela e a admiração que eu já sentia acabaram se transformando em amor”, relembra.

Já Otávio Müller recorda o momento em que a cantora decidiu colocar um ponto final no casamento.

“Ela me ligou e foi muito sincera. Disse: ‘Otávio, acho que agora acabou mesmo’.”

Após a separação, Preta e Rafael passaram a viver juntos. O diretor admite que não imaginava que a cantora encerraria o casamento para assumir o novo relacionamento.

“É uma história de amor que nasce com a dor do outro”, reflete.

Apesar do fim da união, Otávio Müller afirma que a amizade entre os dois permaneceu intacta e se fortaleceu com o passar dos anos.

“A gente foi ficando muito mais amigo depois de separado. Acho que tínhamos tudo a ver, mas não para sermos casados.”

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