O Programa de Residências do Teatro Vila Velha ativa mais um ciclo de formação, troca e criação, e nesta edição ocupa as instalações do Museu de Arte da Bahia. Em constante diálogo e experimentação, o projeto segue conectando saberes e fazeres artísticos dos quatro cantos do mundo nas mais variadas vertentes e linguagens, reunindo agora diversos talentos do Brasil, do Equador, da Polônia e de Portugal.
O fluxo contínuo de trabalho se retroalimenta em um intercâmbio iniciado no ano de 2016 e idealizado por Cristina Castro e Joanna Leśnierowska, iniciativa que agora gera mais um fruto com o Projeto Yanka Rudzka Colheita.
Retomando os laços criativos e colaborativos com os artistas de países lusófonos, o equipamento cultural soteropolitano se une mais uma vez à dramaturgia portuguesa através da obra “Além as estrelas são a nossa casa”, do autor Abel Neves.
A Companhia Teatro dos Novos, sob a direção da atriz Chica Carelli, propõe a encenação de quatro peças dessa obra a partir do tempo presente e com o texto no centro do trabalho. O processo realizado em uma imersão interna conta com sete nomes no elenco e promove o encontro entre a trajetória da companhia e o fôlego urbano.
O resultado da residência será compartilhado com o público em uma apresentação única no dia 24 de maio, às 16h, com entrada gratuita.
O cineasta e ator paulista Renan Rovida apresenta a mostra da residência “Experimentos de Som e Imagem entre o Real e o Ficcional”, resultado de uma imersão prática na linguagem cinematográfica contemporânea focada na dissolução das fronteiras entre o documentário e a ficção.
Os participantes percorreram todas as etapas da construção de um filme ao utilizar espaços reais como matéria-prima. O premiado realizador possui a sua trajetória marcada pelo cinema autoral, integrou o elenco de mais de 25 longas-metragens e une a prática da realização à investigação estética. O evento da mostra ocorre também no dia 24 de maio, às 17h, no auditório do Museu de Arte da Bahia com acesso gratuito.
O artista cênico, docente e pesquisador equatoriano David Albarracín, que acumula mais de 10 anos de experiência profissional, propôs aos selecionados uma travessia por meio da Dança de Contato Improvisação e da deriva urbana.
Ao longo de três semanas, o improviso e o acaso das ruas de Salvador foram exercícios para tensionar questões sobre cidadania, corpo e coletividade em um percurso intensivo de escuta e movimento, buscando transformar a experiência da cidade em um acontecimento cênico. A performance será apresentada no dia 24 de maio, às 18h, de forma gratuita.