Após uma temporada de sucesso em Salvador, onde atraiu mais de 86 mil visitantes, a exposição ‘Vik Muniz – A olho nu’ vai desembarcar no Rio de Janeiro. Considerada a maior retrospectiva sobre a produção do artista plástico Vik Muniz, a mostra ficará em cartaz entre os dias 20 de maio e 7 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. A entrada é gratuita, com retirada dos ingressos na bilheteria do equipamento ou pelo site.
“Nunca Vik tinha feito uma exposição que reunisse ao mesmo tempo as séries de fotografias e as esculturas do começo da trajetória. Ela já esteve em Recife e Salvador, mas chega ao Rio bem ampliada, com muitas obras que não foram apresentadas nas outras cidades e muitas obras inéditas”, adiantou o curador da exposição, Daniel Rangel.
O público poderá conferir 43 diferentes séries de fotografias e esculturas, que retratam mais de 40 anos de trajetória do artista. Cinco trabalhos foram criados especialmente para a mostra no Rio. Há também outros trabalhos restaurados, recriados em novas versões e novas edições.
Novidades
Uma das novidades, construída para a exposição no CCBB RJ, é o “Tropeognathusmesembrinus”, um pterossauro gigante, feito em parceria com o laboratório do Museu Nacional, utilizando polímero infundido com cinzas do equipamento, atingido por grande incêndio em setembro de 2018. A escultura faz parte da série Museu de Cinzas, que reconstrói parte das peças que foram destruídas pelo incêndio, e ficará suspensa na Rotunda com 8,20 metros de envergadura por 2,55 metros de comprimento, podendo ser vista também por cima a partir do segundo andar.
Outras duas obras que não tinham sido apresentadas em Recife e Salvador acompanharão o pterossauro na entrada do CCBB RJ. Uma delas, cobrindo o chão da Rotunda, é um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra “Medusa Marinara”, de 1997, em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate.
A terceira obra instalada no andar térreo é a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série Veículos Mnemônicos, que veio da Itália, onde foi produzida por Vik Muniz, na cidade de Turim. Com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que o artista tinha na infância, com todos os seus arranhões, mostrando ao público a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.