Após temporada em Salvador, maior retrospectiva de Vik Muniz desembarca no Rio de Janeiro

Após temporada em Salvador, maior retrospectiva de Vik Muniz desembarca no Rio de Janeiro

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

André Telles

Publicado em 18/05/2026 às 08:40 / Leia em 3 minutos

Após uma temporada de sucesso em Salvador, onde atraiu mais de 86 mil visitantes, a exposição ‘Vik Muniz – A olho nu’ vai desembarcar no Rio de Janeiro. Considerada a maior retrospectiva sobre a produção do artista plástico Vik Muniz, a mostra ficará em cartaz entre os dias 20 de maio e 7 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. A entrada é gratuita, com retirada dos ingressos na bilheteria do equipamento ou pelo site. 

“Nunca Vik tinha feito uma exposição que reunisse ao mesmo tempo as séries de fotografias e as esculturas do começo da trajetória. Ela já esteve em Recife e Salvador, mas chega ao Rio bem ampliada, com muitas obras que não foram apresentadas nas outras cidades e muitas obras inéditas”, adiantou o curador da exposição, Daniel Rangel.

O público poderá conferir 43 diferentes séries de fotografias e esculturas, que retratam mais de 40 anos de trajetória do artista. Cinco trabalhos foram criados especialmente para a mostra no Rio. Há também outros trabalhos restaurados, recriados em novas versões e novas edições.

Novidades

Uma das novidades, construída para a exposição no CCBB RJ, é o “Tropeognathusmesembrinus”, um pterossauro gigante, feito em parceria com o laboratório do Museu Nacional, utilizando polímero infundido com cinzas do equipamento, atingido por grande incêndio em setembro de 2018. A escultura faz parte da série Museu de Cinzas, que reconstrói parte das peças que foram destruídas pelo incêndio, e ficará suspensa na Rotunda com 8,20 metros de envergadura por 2,55 metros de comprimento, podendo ser vista também por cima a partir do segundo andar.

Outras duas obras que não tinham sido apresentadas em Recife e Salvador acompanharão o pterossauro na entrada do CCBB RJ. Uma delas, cobrindo o chão da Rotunda, é um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra “Medusa Marinara”, de 1997, em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. 

A terceira obra instalada no andar térreo é a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série Veículos Mnemônicos, que veio da Itália, onde foi produzida por Vik Muniz, na cidade de Turim. Com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que o artista tinha na infância, com todos os seus arranhões, mostrando ao público a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.

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