O céu do Brasil foi palco de um dos eventos astronômicos mais antigos já registrados: a chuva de meteoros Líridas, que atingiu seu pico nas madrugadas dos dias 22 e 23 de abril.
O fenômeno acontece quando a Terra atravessa uma trilha de detritos deixada pelo cometa Thatcher (C/1861 G1). Ao entrarem na atmosfera em alta velocidade, essas partículas se incendeiam devido ao atrito com o oxigênio, formando os rastros luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.
Considerada uma das chuvas de meteoros mais antigas da história, as Líridas possuem registros que remontam a 687 a.C. O cometa responsável pelo fenômeno leva cerca de 415 anos para completar uma volta ao redor do Sol.
A melhor visibilidade ocorreu por volta das 2h da manhã, especialmente em regiões com pouca poluição luminosa. No Brasil, áreas do Norte e Nordeste tendem a ter condições mais favoráveis de observação, com o fenômeno sendo visto na direção da estrela Vega, na constelação de Lira.
Mesmo sendo uma chuva de meteoros de intensidade moderada, o espetáculo costuma surpreender, com meteoros rápidos e brilhantes cruzando o céu em frações de segundo.