O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) nesta quinta-feira (16) para pedir a análise e um eventual veto à venda da SAF do Vasco para Marcos Lamacchia. O clube considera que a operação pode contrariar as regras que impedem uma mesma família ou grupo econômico de exercer influência sobre duas equipes da mesma competição.
Antes mesmo da iniciativa rubro-negra, a ANRESF já havia procurado o Vasco para solicitar esclarecimentos sobre a estrutura da negociação. Marcos Lamacchia é filho de José Lamacchia, apontado como avalista do acordo, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O clube cruz-maltino ainda tem prazo para responder à agência.
O Flamengo cita o Regulamento de Sustentabilidade Financeira, que proíbe uma pessoa física ou jurídica de controlar ou exercer “influência significativa sobre mais de um clube”. A diretoria também menciona o artigo 62 da Lei Geral do Esporte, que restringe a participação simultânea no capital ou na administração de organizações que disputam a mesma competição.
A negociação prevê a venda de 90% das ações da nova SAF do Vasco. A Almirante Participações, empresa ligada a Marcos Lamacchia, aparece como investidora âncora do processo e poderá igualar propostas superiores apresentadas por outros interessados. O edital estabelece investimento mínimo de R$ 650 milhões em cinco anos.
A manifestação do Flamengo não interrompe automaticamente a operação. A ANRESF ainda analisará os documentos e as explicações do Vasco, enquanto a conclusão da venda também depende do cumprimento das condições previstas no edital e da homologação definitiva pela Justiça.