Lionel Messi provou mais uma vez o seu poder de decisão em um momento crucial de Copa do Mundo. Durante o triunfo de virada da seleção argentina sobre a Inglaterra, o camisa 10 chamou a responsabilidade, garantiu as assistências para os dois gols da equipe e se consolidou como a figura central da classificação para a final do torneio de 2026.
O desempenho de gala também rendeu ao craque uma mudança importante nas estatísticas individuais da competição. Ao somar agora oito gols e quatro passes decisivos nesta edição, Messi assumiu a liderança isolada na disputa pela Chuteira de Ouro.
O argentino conseguiu superar os números do francês Kylian Mbappé, que possui a mesma quantidade de gols marcados (oito), mas contabiliza uma assistência a menos (três). O peso da atuação foi celebrado imediatamente no gramado, com o capitão sendo carregado nos braços pelos companheiros de time após o apito final.
O roteiro da classificação ganhou contornos épicos por envolver a Inglaterra, um dos maiores rivais históricos dos sul-americanos em Mundiais. O duelo aconteceu exatos 40 anos após a lendária exibição de Diego Maradona no Estádio Azteca, em 1986, partida eternizada pelo polêmico gol da “Mão de Deus” e pelo antológico “Gol do Século”.
Ciente do peso do clássico na campanha rumo à decisão, Messi destacou a carga emocional da vitória: “Era só um jogo de futebol, mas um jogo especial contra a Inglaterra e pelo que isso representa. Queríamos vencer para alegrar nosso povo e conquistar a vaga na final”.
Aos 39 anos e disputando a sua sexta Copa do Mundo, o atacante segue reescrevendo a história do futebol. Considerando toda a sua trajetória na competição, o argentino acumula agora 21 gols e 12 assistências. A estatística evidencia o tamanho de sua influência em campo, registrando 33 participações diretas em gols ao longo de exatas 33 partidas disputadas no torneio.