Vereador propõe criação do primeiro ônibus sensorial de Salvador para pessoas com autismo

Vereador propõe criação do primeiro ônibus sensorial de Salvador para pessoas com autismo

Redação Alô Alô Bahia

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Jefferson Peixoto / Secom PMS

Publicado em 03/11/2026 às 12:55

Salvador poderá contar com seu primeiro ônibus sensorial, voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros passageiros com necessidades sensoriais específicas. A proposta foi apresentada pelo vereador Marcelo Guimarães Neto (União Brasil) à Câmara Municipal, por meio do Projeto de Indicação nº 630/2026, encaminhado ao prefeito da capital baiana.

A iniciativa busca tornar o transporte público mais acessível e acolhedor para pessoas que enfrentam dificuldades em ambientes com excesso de estímulos, como ruídos intensos, aglomerações, luzes fortes e movimentos inesperados.

Segundo a justificativa do projeto, essas condições podem provocar desconforto e sobrecarga sensorial, dificultando a utilização dos ônibus e comprometendo a autonomia dos passageiros.

A proposta sugere que a Prefeitura de Salvador avalie a implantação de um projeto-piloto, que permitiria testar adaptações e identificar soluções adequadas à realidade do sistema de transporte da cidade.

Entre as medidas mencionadas estão a utilização de recursos sensoriais e materiais de apoio, ações de conscientização dos passageiros e a capacitação dos profissionais que atuam no transporte coletivo.

O texto também prevê a necessidade de diálogo entre o poder público, as empresas operadoras, organizações da sociedade civil e famílias de pessoas com deficiência para desenvolver soluções que atendam às necessidades dos usuários.

A indicação tem como fundamentos a Lei Federal nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).

A proposta ainda não representa a implantação do serviço. Por se tratar de um projeto de indicação, cabe ao Executivo municipal avaliar a viabilidade técnica e operacional da iniciativa e decidir sobre sua eventual implementação.

Até o momento, não há previsão informada para o início de um projeto-piloto.

 

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