A Bahia tem previsão de registrar 6.540 novos casos de câncer de próstata em 2026, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse total, 1.070 ocorrências devem ser identificadas em Salvador. O estado apresenta a maior incidência da doença no Nordeste e ocupa a quarta posição no ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os dados reforçam a importância da campanha Novembro Azul, que promove a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. O câncer de próstata é o tipo mais frequente entre os homens brasileiros, quando excluídos os tumores de pele não melanoma.
Especialistas chamam atenção para a necessidade de cuidados específicos com a população negra. Homens afrodescendentes apresentam maior predisposição ao desenvolvimento desse tipo de câncer e podem ter tumores com comportamento mais agressivo. Como a Bahia reúne a maior população negra do país, esse fator também é considerado relevante para compreender a incidência elevada no estado.
O oncologista André Bacellar, da Oncoclínicas, destaca que a resistência masculina aos exames de rastreamento ainda representa um obstáculo para a identificação da doença em fases iniciais. Em entrevista ao g1, ele afirmou: “Uma parcela dos homens ainda rejeita os exames de rastreamento, como o exame de toque retal, que possibilita o diagnóstico precoce”.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento do câncer de próstata estão a idade avançada, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados. O histórico familiar da doença também está entre os pontos de atenção.